Logar com:


Cadastre-se Recuperar Senha

Mamatraca

Alimentação

Quinta Feira, 17 Mai. 2012

A NUTRICIONISTA DÁ AS DICAS

 

 

Alimentar com afeto e alimentar com nutrientes. Quais as diferenças entre esses dois atos?

 

Existe uma maneira de unir esses dois fatores: a amamentação. Além do leite materno fornecer todas as proteínas, açúcar, gordura, vitaminas, anticorpos, glóbulos brancos e água que o seu bebê necessita para ser saudável, ela promove o estabelecimento de uma ligação emocional muito forte e precoce entre a mãe e a criança designada tecnicamente por vínculo afetivo. Sabe-se, através de estudos científicos, que um vínculo afetivo sólido facilita o desenvolvimento da criança e o seu relacionamento com as outras pessoas. Nessa situação - a amamentação - temos os melhores nutrientes e o afeto.

Em outras situações, apesar de o afeto ser muito importante, não supre as necessidades nutricionais. Porém, promove uma sensação tão boa de conforto e acolhimento que pode fazer tão bem quanto aquele alimento. Se alimentar por obrigação, focando apenas nos nutrientes e sem nenhum tipo de sentimento pode tornar o momento traumático, desinteressante e completamente sem graça. O ato de se alimentar envolve outros sentimentos além apenas de cumprir a função de nutrir. As pessoas se reunem para comer e fazem disso um ritual interessante e prazeroso.

 

 

 

Hoje sabemos que a obesidade infantil é muito mais preocupante do que a desnutrição. Onde você acha que as famílias mais erram na alimentação dos filhos?

 

A educação nutricional vem desde cedo. A família erra dentro de casa, iniciando desde a alimentação complementar. Nós somos sim aquilo que nós comemos, somos exemplos para as crianças. Não podemos pedir que não bebam refrigerantes e tomar refrigerantes. Não adianta falar para seus filhos comerem saladas, frutas e verduras se você mesmo não faz. Então, se desde pequenos eles não tiverem bons hábitos alimentares eles serão provavelmente adultos com sobrepeso, obesos, diabéticos, hipertensos e cardíacos. Se você oferece para o seu filho alimentos saudáveis e nutritivos, quando ele crescer e tiver que escolher ele conhecerá de tudo um pouco e poderá fazer escolhas mais saudáveis.

 

Deve-se insistir nos alimentos, mudando a forma de preparo e oferecendo de outras maneiras. Por exemplo, uma laranja pode ser oferecida in nautra, na forma de suco, na forma de salada de frutas, em um bolo e até mesmo em uma compota. Deve-se oferecer pelo menos 10 vezes de formas diferentes para dizer que uma criança realmente não gosta de ingerir aquele alimento.

 

 

Algumas crianças passam semanas e até mesmo meses se alimentando somente com um tipo de alimento. Existem táticas para que eles comecem a aceitar novos ingredientes?

 

Sim, existem, e a melhor delas é fazer com que eles coloquem a mão na massa, manipulem os alimentos. Faço isso nas aulas de oficina culinária que dou e vejo que as crianças começam a se ter curiosidade pelos alimentos, pelo que eles podem se transformar e acabam provando sem se sentirem pressionadas, sem obrigação.Todas as escolas deveriam ter em seus currículos aulas de orientação nutricional e oficina de culinária.

 

 

Uma das maiores dificuldades das mães é na hora de montar a lancheira. Você tem sugestões de opções práticas e saudáveis para a hora do lanche?

 

As opções mais fáceis e práticas são iogurtes naturais ou de sabores variados, sucos naturais sem açúcar e sem conservantes (já existem no mercado), frutas que sejam fáceis de descascar e que não precisem de facas (mandar já higienizadas), tortas de legumes com massa integral (podem ser feitas em casa, congeladas e só assadas no dia do lanche), mini sanduíches de frango desfiado, peito de peru e atum com pão integral, bolachas integrais, bolos feito em casa com açúcar mascavo, farinha integral, nozes, frutas, entre outras.

Mas nunca pode-se esquecer que muitos desses alimentos têm que ser refrigerados. Então é importante se certificar se a escola tem como armazenar o lanche ou então mandar em local apropriado para conservação de temperatura.

Alimentação

Quinta Feira, 17 Mai. 2012

PICKY EATER: A CRIANÇA SELETIVA

O Mamatraca participou, a convite da Abbott Brasil, do 4º Encontro Internacional Sobre Dificuldades Alimentares, realizado no Rio de Janeiro em abril, onde foi apresentada uma pesquisa internacional que apontou, entre outros dados, que 51% dos pais relataram algum tipo de dificuldade alimentar em seus filhos fisicamente normais. A essas crianças seletivas, os especialistas atribuiram o termo "picky eater".

O vídeo apresenta seis passos para seu filho comer bem, desenvolvidos por grandes especialistas no assunto como Dr. Benny Kerzner, Dr. Glenn Berall, Dr. Bill MacLean, Dr. Russel Merritt, Dra. Irene Chatoor e Kim Milano e Dr. Mauro Fisberg, que é pediatra, nutrólogo e professor de Pediatria da Unifesp e nos concedeu a seguinte entrevista:

 

Tem alguma idade específica que há uma maior incidência de "picky eaters"?

É mais comum que uma criança em idade pré escolar (2 - 6 anos) seja portadora de seletividade. Essa é a fase que começam a ter autonomia, a se alimentarem sozinhos, o que dá a eles o poder de escolha. A partir desse momento, os pequenos podem selecionar: eles podem não gostar, podem ter tido uma oferta inadequada, incorreta ou inexistente. Essa recusa as vezes é interpretada pelas mães como "meu filho não gosta disso". A criança pode ter uma nova experiência e aceitar melhor se tiver a opção de experimentar esse alimento mais vezes.

 

Como a criança adquire essa seletividade alimentar?

Normalmente a criança começa a ser seletiva porque existe uma característica dos animais que se chama "medo do novo" ou neofobia. Isso é normal, é uma adaptação da nossa espécie. Se eu não for colocado diante de um alimento que me deixa seguro, eu vou rejeitá-lo. Se eu desconheço ou não experimentei antes, tendo a recusá-lo. A falta ou inadequação de oferta leva à seletividade, por isso é preciso sempre expor a criança a diversos alimentos e ter modelos para que ela coma melhor. 

 

Tem algum sinal que a criança dá que serve de indicativo que a seletividade já não é mais uma fase passageira e sim um problema sério?

Quando começa haver alguma alteração da dinâmica emocional da família ou da própria criança já é o início de um problema mais sério. Se há alterações no crescimento, desenvolvimento, sistema de aprendizado ou qualquer outro déficit já é um indício de que possa ser fisiológico e aí sim começa a ser preocupante.

 

 

 

Alimentação

Quarta Feira, 16 Mai. 2012

#MAMATRACANDO: VEGETARIANISMO E CRIANÇAS

Tatiana Colla é vegetariana há 10 anos e nesse vídeo ela dá uma verdadeira aula sobre sua opção alimentar.

Ela responde à pergunta: "Como você substitui a sua proteína?", explica sobre nutrientes e ingredientes, indica livros e temperos e, principalmente, divide sua experiência em levar esse hábito para o resto da família, inclusive seus filhos, que comem carne mas com restrições.

Para aprender mais sobre o assunto, dê um play!

Alimentação

Terça Feira, 15 Mai. 2012

MENU KIDS: CARDÁPIO EXÓTICO

Carol Passuello se esforça para prover uma alimentação saudável para seus filhos, mas pelo visto os meninos preferem um cardápio mais "exótico". Ela conta que eles já provaram comida de cachorro e outras coisas inusitadas.

E com seus filhos, qual foi a coisa mais esquisita que eles já comeram (com ou sem seu consentimento)?

Alimentação

Segunda Feira, 14 Mai. 2012

COMIDA: AS REGRAS DE CADA CASA

Quando se trata de controlar a alimentação das crianças, principalmente as guloseimas, como funcionam as regras na sua casa?

Entre as mamatracas, cada uma tem um estilo diferente.

Anne se considera uma mãe levemente radical. Ela mudou bastante seus hábitos alimentares desde que se tornou mãe e afirma "criança não come porcaria aqui!"

Roberta é coluna do meio nessa questão. Teve a ajuda de uma nutricionista para montar o cardápio em sua casa, libera as porcarias só nos finais de semana e acha que as regras têm que estar de acordo com a idade da criança e a realidade de cada família.

Priscilla é mais liberal e suas filhas têm livre acesso ao armário de guloseimas em casa. Com isso ela pretende fazer com que suas crianças pensem na hora de decidir o que vão comer e desenvolvam uma noção de alimentação balanceada.