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Mamatraca

Religião

Terça Feira, 5 Jun. 2012

RELIGIÃO DEVE SER ENSINADA NA ESCOLA?

A religião faz parte dos valores familiares, mas será que deve ser trabalhada também dentro da escola?

 

Priscilla acha que não. Ela tem uma postura bem cética perante às religiões e conta sobre um episódio que aconteceu na escola de sua filha, onde um dos colegas afirmou que Deus havia criado o mundo e que todos éramos irmãos. Como a menina nunca tinha ouvido falar sobre o criacionismo em casa, ficou bastante confusa e trouxe a questão para os pais, que foram até a escola esclarecer sobre a postura da instituição em relação a esses assuntos.

 

Você já vivenciou algum dilema que envolvesse religião x escola? Conte aqui nos comentários!

 

  • Marina

    Marina - 5 de Junho, 2012

    Bom, aqui em casa somos cristãos praticantes, e apesar de ensinarmos O que acreditamos pra Bia, acho que SALVO no caso de uma escola declaradamente religiosa, em que desde o inicio os pais estejam cientes da veia religiosa da escola, o que pressupõe ensino de questões teológicas, a escola que se declara laica não deve de forma algum abordar temas religiosos.

    Mesmo que a escola abordasse temas cristãos, confesso que me sentiria incomodada. Primeiro porque eu acredito que as pessoas podem ter entendimentos errados sobre Deus, como por exemplo, que ele castiga quem faz coisas erradas, e não quero que minha filha tenha essa imagem de Deus. Segundo porque, se numa escola q se declara laica, o assunto é abordado, qq um pode se sentir " no direito" de ensinar o que bem entender, logo, pode coincidir ou não com o que acredito. Acho que isso interfere numa esfera intima da família.

    No caso da Pri, que o assunto foi trazido pela filha (que citou o big bang) e pelo coleguinha ( que contrapôs a idéia di criacionismo), acho que é diferente, pois o assunto foi levantado dentro de um " debate" entre as crianças e, sendo dirimido tranqüilamente pela escola (que, a meu ver, deve apenas mostrar as crianças naquele momento que cada um tem direito de crer naquilo que quiser, e isso é normal) nada maisé do que um aprendizado sobre pluralidade de crenças e tolerância.

    Bjs,

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    • Marina

      Marina - 5 de Junho, 2012

      Pri, agora relendo o q escrevi ficou parecendo que critiquei sua postura. De forma alguma, viu? Muito pelo contrario,, se a Bia chegasse em casa falando que conversou sobre criacionismo, evolucionamos ou qq outro tema teológico na escola, eu tb os procuraria pra saber qual foia postura adotada "oficialmente" naquela questão! Rs
      O que quis dizer foi que acho diferente qd a questaoé suscitada por alunos, que se vêem como iguais, e qd é colocada pela professora, que tem um papel de autoridade ali naquele cenário.
      Enfim, só pra não deixar mal entendido!
      Beijocas

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      • Priscilla Perlatti

        Priscilla - Mamatraca - 5 de Junho, 2012

        Ops, vi seu segundo comentário só agora. De forma alguma encarei como crítica. Entendi o que vocë quis dizer e sua posição sobre o assunto. E conversando a gente se entende! :-)

        Beijão!

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        • Marina

          Marina - 5 de Junho, 2012

          Pri, que bom que vc entendeu! Rs
          Vc tem toda razão! Acho que a escola tem que ser exatamente um ambiente em que as crianças se sintam à vontade pra expressar suas opiniões sem ser criticadas ou virarem alvo de gozação ou, pior ainda, preconceito!
          :)

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    • Priscilla Perlatti

      Priscilla - Mamatraca - 5 de Junho, 2012

      Pois é, Marina. O que despertou minha atenção nessa situação especificamente é que o tema religião não estava sendo tratado diretamente - estavam falando sobre dinossauros até regredir para 'o que existia antes das amebas? '- mas as crianças, curiosas que são - viva! - trouxeram isso para a pauta da aula.
      Acho muito bom que conversem sobre isso! Fui me certificar da posição da escola e garantir que a minha filha se sentisse a vontade naquele ambiente para também poder expor sua opinião, já que em casa somos ateus e sei que existe um grande, enorme preconceito com quem opta por seguir esse caminho.

      Beijos e obrigada por seus comentários sempre tão pertinentes!

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  • Milene

    Milene - 5 de Junho, 2012

    Meninas, estudei 8 anos num colégio católico, e acredito que meus pais fizeram um boa escolha. Nesses anos, aprendi uma série de valores que dificilmente são ensinados na escola. Mas não era por estudar numa escola religiosa que o catolicismo se tornou regra em casa: meus pais falavam de kardecismo, espiritismo... E isso me fez refletir bastante sobre a questão da fé e das verdades impostas pelas religiões. Hoje, como mãe, percebo que colégios em que há ensino religioso existe mais afetividade e mais valorização da vida em família, em sociedade. Enfim, acredito que religião é algo que pode ser mostrado, ensinado, mas de uma forma que leve à reflexão, e não como uma imposição de valores. Jokas da Mi!

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    • Priscilla Perlatti

      Priscilla - Mamatraca - 5 de Junho, 2012

      Mi, acho que as escolas religiosas dão, muitas vezes, o start de várias discussões sobre valores e moral que as crianças acabam levando para casa. Por esse lado acho muito positivo porque a reflexão é sempre muito bem vinda.
      O que eu temo nessas instituições é a pregação subliminar, sabe? Todos aqueles símbolos e ícones acabam sendo registrados inconscientemente. Doida eu?

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  • Marcela Costa

    Marcela Costa - 5 de Junho, 2012

    Bom, os meus filhos ainda não vão à escola, eles devem começar a ir no ano que vem, quando estiverem com dois anos. Então ainda não tive nenhum conflito concreto em relação a isto. Eu fui educada em uma escola católica, na qual o ensino religioso fazia parte do currículum, mas esse ensino não era doutrinário. Nos primeiros anos do ensino fundamental ele apresentava os preceitos católicos, mas os professores sempre foram muito abertos a discussão e nunca fizeram (que eu me lembre) afirmações categóricas ou dogmáticas. No ensino médio, as aulas eram opcionais e era dado um panorama de diversas religiões existentes, sempre enfatizando o respeito mútuo. Por causa dessa minha experiência não sou radicalmente contrária ao ensino religioso. Acredito que se os pais optam por colocar os filhos em uma escola religiosa (seja ela católica, judáica, adventista) isso é esperado. O problema, para mim, é quando esse ensino é passado sem a prévia anuência da família. Não faz sentido uma escola laica apresentar práticas religiosas, como rezar antes das refeições, ou utilizar de uma argumentação desse gênero (papai do céu está vendo), muito menos ter símbolos religiosos, como a cruz, em sala de aula, embora eu saiba que essas práticas e argumentações são tão correntes na vida de uma parcela tão significativa da população que elas podem passar despercebidas. Também não acho que cabe a escola derrubar os dogmas religiosos. Acho que é tudo uma questão de bom senso. Sinceramente, eu não sei o que faria se eu fosse a professora da Stella naquela situação. Como lidar com uma intervenção criacionista vinda de um menino de 6 anos? Difícil, né?

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    • Priscilla Perlatti

      Priscilla - Mamatraca - 5 de Junho, 2012

      Difícil, mesmo. Tem que ter jogo de cintura para dar voz às crianças enriquecendo a discussão mas sem perder o foco da aula. Acho que situações como essa deveriam ser previstas pela coordenação, já que as crianças de 6 anos hoje têm acesso a todo tipo de informação, mas em diferentes níveis e naturalmente processam todas elas.

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  • Mariléia da costa

    Mariléia da costa - 5 de Junho, 2012

    Bom dia!!!

    Bem meninas esse assunto tras muitas opiniões e todas devem ser respeitadas.
    Meu filho estuda em uma escola muito religiosa (católica) e os valores ensinados em casa a escola reforça o que me deixa muito feliz.
    Penso que vivemos em um mundo em que as pessoas buscam muito o 'TER' em vez de 'SER' mas quero deixar claro q essa é minha opinião,é o que eu e minha familia pensa.
    Respeitar as outras opiniões faz parte de um dos meus valores e da minha familia.

    http://www.santadoroteia.com/ pelo link da escola do meu filho já da pra perceber o quanto somos religiosos e a escola é maravilhosa gente!!

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    • Mariléia

      Mariléia - 5 de Junho, 2012

      obs: quando coloquei o link da escola do meu filho a minha intenção era mostrar o quanto gosto q meu filho estude em um a escola religiosa e não fazer propaganda não viu gente!!! desculpa aí

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  • Tassiana Bach

    Tassiana Bach - 5 de Junho, 2012

    Aqui em Porto Alegre é difícil achar uma escola que não tenha nome de padre, freira ou santos, vou ter muitos problemas em encontrar uma escola laica para o meu filho. A escolinha que meu filho frequenta é particular, eu já conversei com a professora e a diretora sobre como eles lidam com as religiões lá, e lá a religião só é discutida quando os alunos trazem isso de casa, ou nos feriados, como a páscoa e o natal. Eu não gostaria que meu filho tivesse contato com a religião tão novo, a menos que eu tenha que colocar ele em alguma escola oficialmente religiosa, aí eu teria que engolir tudo e esperar que ele entenda que aquilo é uma religião, uma maneira de pensar, assim como existem outras maneiras.

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    • Priscilla Perlatti

      Priscilla - Mamatraca - 5 de Junho, 2012

      Tassiana, aqui em São Paulo a coisa não é tão diferente. Eu calculei uma média onde eu moro: de dez possíveis escolas particulares que minhas filhas poderiam estudar, calculo que umas 6 são religiosas, predominantemente católicas. Sabe que isso me assusta um pouco, como a igreja ainda é tão presente na educação e como, desde os jesuítas, mudamos pouco nessa questão.

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  • Ana Rocha

    Ana Rocha - 5 de Junho, 2012

    Engraçado...acabei de voltar da escola das crianças,que é católica e estava pensando nessa questão. Gosto do modo como a escola ensina religião.Acho respeitoso, aborda as religiões de outros países.O professor pediu para o meu filho explicar um pouco sobre as religiões do Brasil ( a escola é na Italia).Ensina tudo sobre a teoria evolucionista. Foram visitar o Museu do Darwin, eles crescem sabendo que as histórias bíblicas são muito simbólicas, ilustrativas. Mas o que importa ,na minha opinião, é transmitir um pouco de fé. Meus pais não eram religiosos e minha mãe tinha verdadeiro pavor de religião, todas elas.
    Mas eu sentia falta de um pouco de espiritualidade.
    Quero que meus filhos cresçam com uma base religiosa, mas não tendo o catolicismo como verdade absoluta.. Acho que a escola deles está em sintonia com isso.

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  • Natália Piassentini

    Natália Piassentini - 5 de Junho, 2012

    Existem dois lados. Das escolas religiosas e das escolas que não ensinam religião. Eu sempre estudei na escola Adventista, pois eu sou adventista e minha família toda tbm é, então o que estavamos acostumadas a ouvir na igreja ouvíamos na escola. Sempre foi normal pra mim. Hoje minha filha Giulia estuda na escola da Polícia Militar e o ensino é puxado mais para as regras militares, então acredito que você deva pesquisar sobre religião e valores antes de colocar seu filho em uma determinada escola.

    Beijos

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  • carol garcia

    carol garcia - 5 de Junho, 2012

    bom,
    religião é papo brabo.
    e na escola, poior ainda.
    acontece que sou da seguinte opinião: se os pais acreditam que religião deve ser assunto curricular, ótimo, que procurem uma escola com esses princípios. tá. até aí tudo bem.
    o problema é as escolas "não religiosas" não orientarem profissionais sobre isso.
    explico.
    na escolinha do isaac tem uma professora, uma master auxiliar, que me parece ser evangélica.
    outro dia ele chega em casa cantando "jesus me tirou do caminho torto". fiquei puta da vida. não com jesus, mas com a bendita da auxiliar que deveria estar ensinando dentro dos parâmetros pedagógicos que nos foram apresentados no ato da matrícula.
    enão para aí.
    outro dia isaac olhou pra minha mão e começou a chorar.
    "vc não tem um anel de ouro igual a "auxiliar"...buáááá"
    expliquei a ele que eu não usava aliança, mas que isso não fazia diferença e tals. e sabem o que ouvi?
    "a auxiliar disse que todas as mamães do mundo TEM que usar"
    affffeeeeee!

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    • Marcela Costa

      Marcela Costa - 5 de Junho, 2012

      Nossa, Carol, eu teria ficado furiosa se isso acontecesse com os meus filhos. É esse tipo de comportamento, bem comum aliás, que eu acho super nocivo. E o pior é que se você vai chamar atenção, as pessoas não entendem qual é o problema. Cantar músicas de cunho religioso e fazer esse tipo de afirmação é tão natural para elas que, em grande parte das vezes, nem é percebido como um tipo de imposição de fé. Acho que vale a pena você procurar a coordenadora pedagógica e reclamar formalmente.

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    • Tassiana Bach

      Tassiana Bach - 5 de Junho, 2012

      Eu ficava furiosa também, e convocaria uma reunião com professores a essa auxiliar. O fanatismo faz isso com as pessoas, elas tomam aquilo como verdade absoluta e discriminam qualquer pessoa que não estiver dentro de suas "verdades", inclusive crianças, o que é mais cruel ainda. Medo que isso aconteça aqui também =/

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    • Bruna Rauscher

      Bruna Rauscher - 5 de Junho, 2012

      Carol!
      Que situação! Entendo perfeitamente sua situação, q desagradável....
      Quanto a música concordo, não sei vc, mas tb não quero q minha filha chegue em casa cantando "ai se eu te pego", "eu quero tchu e tchá", ou "vai popozuda"!!!
      Com tanta música infantil de qualidade pra se cantar e ensinar!!! Me poupe.
      E essa história do politicamente correto, q pais e mães tem q ser casados na igreja. E usar aliança.
      Sou casada na igreja, mas a única coisa q me lembro é do padre chamando meu marido de Luis Fernando... e ele é Luis EDUARDO.
      E por motivos diversos hj nenhum de nós usa a tal argolinha dourada na mão, usamos eventualmente... qd lembramos da existência dela.

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    • Priscilla Perlatti

      Priscilla - Mamatraca - 5 de Junho, 2012

      O_o
      Aí não pode, né, Carol?
      Porque isso transcende religião e cai em valores, beeeeem complicado.
      afffeee mesmo!

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    • Francine Barrionuevo

      Francine Barrionuevo - 18 de Julho, 2012

      Carol do céu, eu no seu caso ia ficar furiosa...eu ia lá na escola tomar satisfações e enquanto não fizesse isso ia ficar engasgada com a história toda. Eu resolvi trocar o Felipe de escola no meio do ano pq detesto ficar engasgada com certas coisas e perceber que nada muda, nada do que a gente conversa na escola é realmente tomado providência a respeito. Cansei de levar olhar reprovador e de me sentir uma idiota por cobrar certas atitudes do corpo docente. Tem escola que acha que os pais não sabem nada porque não fizeram pedagogia. Ahhh vá ao caralho!!! Me perdoe o palavrão e o desabado, mas foi demais pra mim. Bjo querida

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  • Ana Zuila de Andrade

    Ana Zuila de Andrade - 5 de Junho, 2012

    Dificil, mas nem tanto.
    Hoje meus dois estudam numa escola religiosa. O tema é abordado com inteligência, enfocando nas historias das religiões, as teorias de cada uma. A minha dificuldade por que eu acho que isso não tinha que ter prova. Mas tem. Mas daí se me incomodar eu tenho que pirulitar.
    Independente de qualquer coisa eu acho muito importante a pluralidade, em se respeitar vivências, fés, ou n~ao fés alheias. Acho que é isso que eu busco, além dos conceitos de altruismo e solidariedade que não precisa nem rezar pra ter.

    Beijos, muito bom o assunto!

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  • Tati Weiss

    Tati Weiss - 5 de Junho, 2012

    Meninas, me parece que a maioria das mães e pais concordam que religião deve ser tema da escola, desde que isso esteja claro e faça parte da escolha da família. Também acho que deve ser super bom quando os valores da escola em relação a religião são consonantes com a família, até aí sem conflito. O problema acontece quando a escola se diz laica e subliminarmente (ou nem tanto) incute idéias de uma ou outra religião nas crianças. Como agnóstica, ficaria puta se o que aconteceu com a Carol Garcia acontecesse lá em casa, independentemente de qual religião fosse. Vejo que a função de uma escola laica, nesse aspecto religiosos, é escutar as dúvidas e colocações que os alunos levam para a escola e, sem tomar partido de uma ou outra religião, dar o amparo necessário para o debate, fomentando acima de tudo o respeito as diferenças religiosas. A escola pode, inclusive, enviezar essas questões para o ensino da historia das religiões, se for o caso. E, como toda boa escola, prezar pela comunicação as famílias de que essa é uma questão que as crianças estão levando para a escola, ou seja, que estão aparecendo dúvidas e que a indicação da escola é que a família trate disso dentro de suas próprias crenças (ou descrenças), mas sempre trazendo a questão do respeito em primeiro lugar, sem verdades absolutas, ou certos e errados. É isso que eu espero de uma escola, e honestamente, para quando a Laura for maiorzinha. Enquanto ela for pequena, nada de ensino religioso. Como penso em colocar a Laura na escola no próximo verão, já incluí na lista de perguntas saber como a escola lida com o assunto. Uma certeza eu tenho, por enquanto, vou procurar uma escola que não tenha ensino religioso em seu curriculo ou mesmo em seu DNA. Estou amando os comments, estão riquíssimos. Beijos!

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