Quinta Feira, 21 Jun. 2012
SOBRE DESEJOS QUE FICARAM GUARDADOS
Nenhuma história de parto é igual a outra. Hoje a Anne conta um pouco da sua trajetória, de uma cesárea eletiva a um parto normal humanizado. Neste último, ela relata que apesar de ter chegado muito próximo ao que consideraria um parto ideal, sente que deixou alguns desejos ainda a serem realizados, como por exemplo, a vivência do parto domiciliar, coisa para qual se planejou, mas não conseguiu cumprir. Como num processo coletivo de encontro com as verdades, maravilhas e mágoas de nossos partos, hoje é dia de refletir sobre as pontas que ficaram soltas, as vontades não satisfeitas. Tem alguma coisa que você faria diferente? Caso você venha a ter um novo parto, o que espera resgatar? E se você não pretende ter outro filho, como lida com as frustrações que ficaram?
Não se esqueça de que amanhã acontece nossa Colcha de Retalhos.
Assim como nós, mamatracas, abrimos nossos corações, amanhã o espaço é das leitoras. Para falar de tudo o que lhe for necessário sobre o tema parto. Acredite, é saudável e edificante, ainda que possa ser muitas vezes dolorido. Junte-se a nós e compartilhe sua história.
Nenhuma história de parto é igual a outra. Hoje a Anne conta um pouco da sua trajetória, de uma cesárea eletiva a um parto normal humanizado. Neste último, ela relata que apesar de ter chegado muito próximo ao que consideraria um parto ideal, sente que deixou alguns desejos ainda a serem realizados, como por exemplo, a vivência do parto domiciliar, coisa para qual se planejou, mas não conseguiu cumprir. Como num processo coletivo de encontro com as verdades, maravilhas e mágoas de nossos partos, hoje é dia de refletir sobre as pontas que ficaram soltas, as vontades não satisfeitas. Tem alguma coisa que você faria diferente? Caso você venha a ter um novo parto, o que espera resgatar? E se você não pretende ter outro filho, como lida com as frustrações que ficaram?
Não se esqueça de que amanhã acontece nossa Colcha de Retalhos.
Assim como nós, mamatracas, abrimos nossos corações, amanhã o espaço é das leitoras. Para falar de tudo o que lhe for necessário sobre o tema parto. Acredite, é saudável e edificante, ainda que possa ser muitas vezes dolorido. Junte-se a nós e compartilhe sua história.








Marcela.Costa - 21 de Junho, 2012
Bom, eu estou bastante satisfeita com o meu parto. Não tenho questões ou arrependimentos em relação a ele. Mas se eu engravidasse novamente, eu gostaria de tentar um parto normal. De qualquer modo eu certamente teria começado o acompanhamento com a doula mais cedo. Na minha gravidez eu comecei só aos cinco meses. Foi tão legal que eu me arrependi de não ter feito antes. Essa semana está sendo ótima, meninas!
Mariana Guimarães - 21 de Junho, 2012
Eu me arrependo de ter optado pela indução com 41 semanas e 5 dias.
Por um lado, era o que me era possível naquele momento, pois em 2 dias minha GO viajaria (eu já sabia disso desde o começo do pré-natal) e eu não queria de jeito nenhum arriscar um plantonista. E ela é a única opção humanizada na minha cidade.
Então, não me arrependo de ter induzido pois tive o melhor acompanhamento que eu poderia ter, em uma indução que teve sucesso e resultou em um parto normal.
Por outro lado, me arrependo pois o Misoprostol me causou taquissistolia, que é a frequência aumentada de contrações. Eu tinha contrações de 1 em 1 minuto, com duração de 35 segundos. Essas contrações muito curtas e muito frequentes, além de não me darem muito tempo para descansar para a próxima contração (o normal seria uma contração a cada 3 minutos mais ou menos), estavam fazendo com que a dilatação do colo do útero fosse mais lenta, pois elas eram muito curtas. Em 10 horas eu dilatei apenas 5cm. E por conta dessa frequência muito alta, acabei solicitando analgesia.
Hoje, eu não induziria para evitar a taquissistolia e ter mais chances de ter tido um parto natural, que era o meu sonho (apesar de q quando a minha filha nasceu, o efeito já estava passando e eu pude senti-la saindo de dentro de mim).
E me arrependo de ter ido para o hospital. Na próxima, vou planejar um parto domiciliar, com certeza. Não gostei de estar no hospital com enfermeiras entrando e saindo o tempo todo, com gente me dizendo o que fazer e na próxima ficarei no aconchego do meu lar, onde não sou mãezinha e sim Rainha.
Anne - Mamatraca - 22 de Junho, 2012
Eu tb me arrependo de ter ido! Essa noite pensei na relação hispital x fuga. Parece que de alguma forma a gente não quer bancar o parto, né? Fugir da dor aos 9 cm de dilatação... olha que louca! Eu já tinha passado toda a dor, estava muito acabando! Mas veja o quanto o medo do parto, e do novo e da transformação e a possibilidade de se colocar isso nas mãos de um hospital, de uma anestesia, me afetou! Bora pra próxima, ou não! bjo
Tassiana Bach - 21 de Junho, 2012
Hoje bem mais informada eu faria bem diferente. Procuraria uma casa de parto, pessoas que respeitam o ser humano. me informaria mais e mais, iria me emponderar de fato. Nessa semana de discussões sobre parto, aproveitei para conversar sobre isso aqui em casa. Eu não pretendia ter outro filho por que estou começando a realizar aquilo que era só um sonho e que hoje está sendo possível, cursar a faculdade! o/ E então meu marido me confessa que gostaria de ter outro filho, aí eu também confessei que tinha muita vontade de dar um irmão ou irmã pro Arthur, que tinha até os nomes na cabeça! Então resolvemos: vou começar a faculdade, vamos ajeitar nossa vida, arrumar a bagunça, mudar para um lugar maior (seja alugado ou nosso) para nos preparar de verdade para receber noss@ próxim@ filho@. Não sabemos quanto tempo isso pode demorar, mas nos esforçaremos para que não demore muito! rsrsrsrsrs Por enquanto, para lidar com essa frustração, eu vou fazendo essa terapia de contar a minha história, para alertar outras pessoas. E é libertador! Não sei se é por que eu estou em uma fase tão boa, que tudo o que aconteceu de ruim parece ser quase nada, mas contar a minha história fez eu dar um "xá pra lá" nos fantasmas do meu parto! Grande bju!
Caroline - Mamatraca - 21 de Junho, 2012
Tassi! Poder falar é muito libertador!!!!!!!!!!!!!! Você nem imagina a transformação pela qual passei desde que gravei meu vídeo! Estou louca pra ver o seu!
Bjs
Anne - Mamatraca - 22 de Junho, 2012
E viva o poder da redenção através do amor!
De. - 21 de Junho, 2012
Nossa, quero tirar folga amanhã pra conseguir ver todos os videos. Estou muito obssecada com o assunto parto. Porque acho que todas as escolhas feitas hoje vão influenciar na forma como vou receber meu filho.
Como não posso tirar a folga, vou me contentar vendo os videos em momentos de pausa ao longo do dia... paciência!
Beijos
Anne - Mamatraca - 22 de Junho, 2012
De, ler os comentários dessas semana mostra uma triste realidade, ams é muito informativo. às vezes as experiências de um podem mudar os rumos de outros! Beijos!
Aline Fukabori - 21 de Junho, 2012
Oi Anne/Carol!
Fiz um video falando sobre o meu parto e mandei no e-mail do site, ta certo? Eu nao sabia como enviar rs!
Eu faria tudo diferente dentro das minhas possibilidades, por ter historico de pato prematuro, pressao alta, entao que acaba sendo uma coisa muito especifica mesmo.
Me emocionei viu, caramba so vcs mesmo pra me fazerem colocar a cara aqui e contar como foi tudo!
Bjocas, adoro vcs todas!
Anne - Mamatraca - 22 de Junho, 2012
Aline, seu video já está no ar na colcha. Me emocionei com você, não são muitas as pessoas que conseguem falar publicamente sobre seus partos. É terapêutico, não é?
Juliana - 21 de Junho, 2012
Meninas, foi muito emocionante ouvir cada uma de suas histórias e ler cada depoimento. Esperei até hoje para comentar pois estava "absorvendo" tudo o que estava sendo dito... Estou grávida de 7 meses e esse tanto de informações que tenho lido está me deixando muito ansiosa e apreensiva sobre como será o meu segundo parto. Na minha primeira gravidez, tudo o que eu sabia era que queria um parto normal hospitalar, mas pouco sabia sobre as intervenções violentas pelas quais poderia passar. Procurei um obstetra que estivesse disposto a fazer o parto normal, e ele fez (mas hoje eu penso que existem vários obstetras que dizem que farão o PN, mas que na hora H induzem as grávidas a agendar uma cesárea - será???). Eu estava com 39 semanas e, na minha última consulta, o obstetra me disse que, se a Duda não nascesse até a semana seguinte, iriamos conversar sobre o encaminhamento da minha gravidez. Para o meu alívio, ela nasceu dois dias depois. Entrei em TP (primeiras contrações) às cinco da manhã de um sábado e permaneci em casa, com o meu esposo, até após o almoço, quando fomos à maternidade. Lá, sofri a primeira violência de todo o processo: o exame de toque feito pela enfermeira. Ela passou longos minutos fazendo esse exame, que foi bastante incômodo. Depois disso, o tampão saiu. Segundo ela, não havia dilatação nenhuma e, por isso, voltei para casa, onde fiquei controlando as contrações até às nove e meia da noite, quando voltei para a maternidade. Nesse tempo todo, o único contato que tive com o obstetra foi por telefone (isso me incomodou). Quando cheguei na maternidade, exausta e sentada numa cadeira de rodas, outra enfermeira ainda fez piada comigo: "dor de parto normal é muito forte", como se eu estivesse sentindo a primeira contração e não fosse aguentar... Fiquei com raiva. Ela fez o toque, e eu estava com dilatação total. O meu esposo telefonou para o meu obstetra e em 5 minutos ele estava lá. Mandou todo mundo para o centro cirúrgico, eu pedi anestesia, ele disse que não tinha mais tempo para isso, deu uma analgesia local e fez a episio. Na última contração, deitada na maca e com uma perna amarrada (ODIEI ficar assim), uma enfermeira estava praticamente em cima de mim empurrando o meu bebê. Duda nasceu 45 minutos apenas depois que chegamos na maternidade. Depois vieram as violências da neo de plantão, mas isso é uma outra parte da história... Revendo hoje, acho que tive um PN tranquilo, pois (mesmo sem estar ciente disso) tive a chance de permanecer em casa durante praticamente todo o TP. Sofri alguns atos violentos e tenho medo do que possa acontecer nessa segunda vez... mais atos violentos no PN hospitalar ou a indicação de uma "desnecesárea". Mas como estou bem mais informada hoje, farei tudo para que seja um PN tranquilo como eu desejo. Anne, eu estava muito decidida pelo PN e, antes dele acontecer, minha irmã dizia que, se na hora H eu quisesse desistir, ela faria de tudo para eu continuar tentando, pois naquele momento eu não estaria em condições de decidir nada... De fato, quando a minha filha nasceu, eu disse que o próximo seria cesárea (estava consumida pela dor, pelo cansaço e pela exaustão), mas no pós parto mesmo eu já havia mudado de idéia (PN de novo, por favor!).
Anne - Mamatraca - 22 de Junho, 2012
Juliana, minutos antes de tomar anestesia eu dizia: eu nunca mais vou ter outro filho!! Oq eu fui fazer?? hahaha - a gente pira mesmo. a dor é insana. As intervenções que você sofreu não são estritamente necessárias, acredite nisso. Empurrar o bebê, amarrar a mãe, cortar o períneo. Beebês nascem sem isso também. Bora combater essas práticas absurdas! Bjo e boa hora!
Jacqueline Braga - 21 de Junho, 2012
Meu parto foi bastante conturbado. Primeiramente porque sempre sonhei com um PN, mas tive que recorrer ao SUS, e infelizmente fizeram uma cesárea pela falta de dilatação e tmb por estar com 40 semanas. Eu sofri muito por não ter um acompanhante naquele momento, sempre sonhei com meu esposo acompanhando o parto, mas infelizmente os hospitais públicos não respeitam esse direito, que inclusive é uma lei. Estou grávida novamente, após 2 anos e 1 mês da minha cesárea, e sonho com o parto normal. No meu caso provavelmente será difícil, pois irei ter outro parto pelo SUS, e sei que vão querer colocar vários riscos para precisar fazer outra cesárea, mas sei dos riscos e pretendo correr todos para ter uma experiência que eu sempre sonhei.
Não quero anestesia, até porque no SUS nem temos essa opção. Quero sentir cada dor, cada contração, e quero o mais próximo de um parto humanizado.
Mas caso não seja possível, vou procurar não me descabelar ou me frustar como fiz da primeira vez, o que acarretou um tremendo baby-blues e uma depressão que me deixou super pra baixo.
Estou adorando os depoimentos.
Jacqueline Braga - 21 de Junho, 2012
Meu parto foi bastante conturbado. Primeiramente porque sempre sonhei com um PN, mas tive que recorrer ao SUS, e infelizmente fizeram uma cesárea pela falta de dilatação e tmb por estar com 40 semanas. Eu sofri muito por não ter um acompanhante naquele momento, sempre sonhei com meu esposo acompanhando o parto, mas infelizmente os hospitais públicos não respeitam esse direito, que inclusive é uma lei. Estou grávida novamente, após 2 anos e 1 mês da minha cesárea, e sonho com o parto normal. No meu caso provavelmente será difícil, pois irei ter outro parto pelo SUS, e sei que vão querer colocar vários riscos para precisar fazer outra cesárea, mas sei dos riscos e pretendo correr todos para ter uma experiência que eu sempre sonhei.
Não quero anestesia, até porque no SUS nem temos essa opção. Quero sentir cada dor, cada contração, e quero o mais próximo de um parto humanizado.
Mas caso não seja possível, vou procurar não me descabelar ou me frustar como fiz da primeira vez, o que acarretou um tremendo baby-blues e uma depressão que me deixou super pra baixo.
Estou adorando os depoimentos.
Anne - Mamatraca - 22 de Junho, 2012
Jac, de onde você é? Saiba que as casas de parto são opções muito mais interessantes para quem quer um parto natural. De fato no sistema público as coisas passam dos limites e a vontade da mãe é a última coisa a ser notada. Conte comigo se precisar de informação, tenho muitos grupos de ajuda ao parto humanizado para indicar, que não olham condições sociais. Há possibilidades para todos.
Ana Paula - 21 de Junho, 2012
Ai, meninas! Realmente essa semna está demais. Estou acompanhando, mas cheguei a pensar em nem me manifestar, só que como a mamatraca Caroline mencionou acima, talvez colocar pra fora pode ser mesmo "libertador". Então, vamos lá!
Eu comecei a falar, falar, falar, reclamar... Queriam me dar um analgésico e eu jurava que não faria o mínimo de efeito. Acho que eu gritava que não queria nada, nada, nada! Meu marido diz que eu não gritei, mas que falei sem parar!
Até que de repente, eu senti meu filho saindo, como eu sempre digo, escorregando feito um "quiabinho". Naquele momento, eu tive certeza absoluta de que o parto é mesmo fisiológico, de que o corpo trabalha por si só. Mas a sensação de abuso ficou. Até hoje eu me pergunto se a episiotomia foi mesmo necessária, se aquele movimento de alargar a saída era mesmo necessário no meu caso... Tenho trauma dessa situação. Pelas dores das contrações, pelo trabalho de parto, eu teria uns 5 filhos a mais. Mas pelo momento da expulsão, tenho minhas dúvidas se encararia uma outra gravidez, mesmo sabendo que posso ser mais incisiva quanto ao que eu quero ou não quero para o parto...
Engravidei no meio de 2010, tudo muito planejado, muito estudado. Hoje temos uma vantagem enorme de ter acesso a informações. e mesmo sem saber o que procurar, um assunto te remete ao outro, abre questões na cabeça e "fuçando", a gente encontra muitas dúvidas e também respostas pra eleas. Eu me informei demais antes e durante a minha gravidez. Tive um período completamente tranquilo durante as quase 37 semanas de gestação. Certa do parto normal, mesmo porque não teria escolha já que onde eu moro só se faz cesareana em caso de estrita precisão. Por isso, mergulhei a fundo pra saber tudo sobre o parto normal, como o corpo da mulher funciona etc. Outra coisa que não tinha como escolher, era o obstetra. Eu escolheria o Hospital e duas semnas antes da data prevista do parto, eu iria ao hospital escolhido com todo o histórico da minha gravidez dado pela ginecologista que me acompanhou no pre natal e poderia fazer um plano de parto, no qual eu mencionaria todas as minhas vontades, escolhas com relação ao uso ou não de anestesia, uso ou nào de indutor. tudo! Poderia colocar tudo ali a termo. Estava absolutamente tranquila quanto a isso também. Não queria intervenção nenhuma, a nào ser que fosse necessário. Acontece que minha bolsa estourou 3 semnas antes da data prevista para o parto. Ou seja, antes de eu ter os papéis em mãos e antes de ter levado ao hospital da minha escolha. Era um sábado e a clínica fechada. Cheguei no hospital com 5 cm de dilatação, com dores de contrações absolutamente suportáveis. Mas como não tinha meu histórico e não encontraram a minha ginecologista, eu tive que narrar tudo que havia acontecido na minha gravidez ali naquela hora. E detalhe, em outra língua: a obstetra nào falava bem o inglês e nessas horas a gente mal consegue falar a nossa própria língua. Era então, uma médica que falava tcheco, uma brasileira que mal se lembrava do português e as duas tentando se entender em tcheco, português e inglês. Fui internada ao meio dia e às 16:40h, meu filho nasceu. Eu afirmo que tenho até saudade de todos os momentos que antecederam a fase da expulsão no parto. As dores, pra mim, foram absolutamente suportáveis, não passaram de fortes cólicas. Tive uma enfermeira que ficava do meu lado falando mansinho, meu marido dando todo o apoio do outro lado. Pude caminhar, tomar banho, ouvir música... Estava tudo muito tranquilo até o momento da expulsão, quando a obstetra parecia enfiar toda a sua mão para alargar a saída e chegou a empurrar minha barriga como se quisesse fazer o bebê sair mais rápido. Nesse momento, eu reclamei e mesmo em potugues, ela me entendeu e pediu desculpas por ter feito aquilo e disse que não faria mais. Eu fiquei completamente desestabilizada com isso, porque se ela se desculpou e disse que não faria mais aquilo. Por que, então fez??? Ou seja, aquilo não era necessário! Meninas, me senti completamente invadida, abusada com aquilo. E o pior foi quando ela fez o corte da episiotomia! Como eu estava completamente sem anestesia, senti aquela tesoura me cortando por 2 vezes! Eu juro que naquele momento "engoli meu filho de volta pro útero"!
Um beijo pra todos que estão aqui nessa semna!
Roberta - Mamatraca - 21 de Junho, 2012
Exceto a questão do fórceps, que eu já falei aqui, e do fato de meu obstetra ter insinuado a possibilidade de induzir o parto da Rafa porque ele tinha um compromisso fora de SP quando eu estava com 39 semanas, eu não tenho o que reclamar dos meus dois partos.
Eu optei pelo parto normal com analgesia e, se tivesse um terceiro filho, provavelmente manteria essa opção. Minhas duas filhas nasceram numa sala de parto especial da maternidade, chamada de "sala humanizada". Pude ouvir música, ver estrelinhas no teto, ter na sala as pessoas que eu queria (minha mãe também assistiu ao meu segundo parto, por exemplo). Não fui maltratada por enfermeiras ou médicos, ainda bem que não passei pelo que muitas mulheres relataram aqui esta semana. Muito pelo contrário. Fui sempre recebida com atenção, por incrível que pareça. Foi uma enfermeira que burlou as regras do hospital e permitiu que a Luísa entrasse na sala de parto pra conhecer a Rafaela cerca de 1 hora depois de nascer (ela ainda estava comigo na sala, ficou por lá comigo por uma hora e meia mais ou menos). Encarei a episiotomia e outras intervenções de praxe do hospital sem questionamentos, por isso não me senti agredida. A dosagem de analgesia foi muito bem controlada e eu consegui sentir super bem as duas expulsões. Participei de tudo, senti tudo. Talvez o momento tivesse sido ainda mais intenso se não houvesse as brincadeiras na sala, que os médicos fazem com os maridos pra descontrair. Será que eu conseguiria mudar isso em um parto hospitalar? Sim, isso eu gostaria de mudar. Queria que eles ficassem quietinhos, e falassem apenas o necessário, deixando que eu e meu marido fôssemos realmente os protagonistas da história.
Acho que, se eu tivesse mais um filho, talvez tentasse evitar a episiotomia. E certamente conversaria muito mais com meu médico a respeito dos detalhes e procedimentos comigo e com o bebê. Evitaria o máximo de intervenções possível. Mas ainda assim não optaria por um parto domiciliar. E manteria a anestesia.
Mais do que o parto em si, acho que me incomoda mais é aquele entra e sai de gente no quarto da maternidade. Aquele monte de enfermeiras, cada uma com um procedimento e definindo o que vai ser feito com o seu bebê. Daí vem o cara pra falar do teste do pezinho, outro da vacina, outro de não sei mais o que. Daí chega visita e toca o telefone ao mesmo tempo. Acho que esse lado é uma das grandes vantagens de se ter um parto domiciliar.
Mas não me culpo por nada. Acho que fiz o melhor com as informações que eu tinha em cada situação.
Milena Gil - 22 de Junho, 2012
Roberta! Em que hospital suas princesas nasceram?