Quinta Feira, 16 Ago. 2012
OS PERIGOS DA CULTURA DAS PRINCESAS
Antes de assustar qualquer leitor cujos filhos sejam grandes entusiastas do movimento princesístico - um fenômeno de âmbito universal, que atinge crianças, em sua esmagadora maioria garotas na faixa dos três aos oito anos - vamos deixar uma coisa bem clara: brincar de princesa é gostoso, saudável e permite que a criança articule muitas questões internas e vivencie infinitas possibilidades de fantasia ou imaginação.
Mas não é (ou não deveria ser) segredo para ninguém, que o culto às Princesas ultrapassa os limites do aceitável. Através de grandes investimentos da multimilionária indústria do entretenimento infantil - representada com hegemonia pela Disney - as Princesas atingem o status de maior marca de produtos do segmento, ultrapassando qualquer outro produto cultural disponível.
Uma coisa é brincar de princesa. Outra coisa é vivenciar cegamente a cultura da princesa, em especial das Princesas da Disney.
Veja no vídeo de hoje como essas sedutoras histórias, que encantam e emocionam gerações, podem perpetuar valores atiquados, arquétipos machistas e maus exemplos para meninos e especialmente para meninas.
E fique atenta para levantar essas questões com seus filhos!
Antes de assustar qualquer leitor cujos filhos sejam grandes entusiastas do movimento princesístico - um fenômeno de âmbito universal, que atinge crianças, em sua esmagadora maioria garotas na faixa dos três aos oito anos - vamos deixar uma coisa bem clara: brincar de princesa é gostoso, saudável e permite que a criança articule muitas questões internas e vivencie infinitas possibilidades de fantasia ou imaginação.
Mas não é (ou não deveria ser) segredo para ninguém, que o culto às Princesas ultrapassa os limites do aceitável. Através de grandes investimentos da multimilionária indústria do entretenimento infantil - representada com hegemonia pela Disney - as Princesas atingem o status de maior marca de produtos do segmento, ultrapassando qualquer outro produto cultural disponível.
Uma coisa é brincar de princesa. Outra coisa é vivenciar cegamente a cultura da princesa, em especial das Princesas da Disney.
Veja no vídeo de hoje como essas sedutoras histórias, que encantam e emocionam gerações, podem perpetuar valores atiquados, arquétipos machistas e maus exemplos para meninos e especialmente para meninas.
E fique atenta para levantar essas questões com seus filhos!





Sharon - 16 de Agosto, 2012
Adorei! Amei! Admirei! Über Ultra Kudos! Fantastic! Marravilhosê!
Scooooooooooreeeeeeeee!
Nossa, demais, meninas. Repassando loucamente, está tudo perfeito!
Priscilla - Mamatraca - 16 de Agosto, 2012
o{:-) > reparou na coroa do emotiocon??
Tati Weiss - 16 de Agosto, 2012
Meninas, o vídeo está sem palavras, MARAVILHOSO!! Eu tenho uma menininha em casa, como vocês sabem, e sempre fiquei alerta quanto ao perigo das pricesas. Fico puxando na minha memória e lembro de ter lido essas histórias na minha infância, mas acho que a Barbie era mais forte na época que as atuais princesas. E a vantagem da Barbie era que não existia uma história por detrás, a gente brincava inventando a vida delas sem um conto para guiar. Acho que usando uma perfeita brincadeira, vocês falaram de algumas coisas muito sérias, especialmente a cultura de consumo excessivo e os arquétipos femininos e masculinos distorcidos. Para as crianças, durante um tempo considerável, essas histórias de princesas povoam o imaginário como algo quase real, e de fato acho que temos que tentar frear um pouco dessa influência. As análises que fizeram foram impecáveis, eu mesma percebi que não tinha a menor idéia dos nomes dos principes (inclusive do "Cadinho"), apesar de eles aparecerem nas histórias como o salvador das tais pobres coitadas. Eu ainda acrescentaria um ponto, o tal do foram felizes para sempre, após o casamento. Primeiro que a vida dessas princesas só se completa após esse dia dos sonhos, o que me irrita sem fim, e segundo que esse ponto final (ou reticências) que segue é extremamente absurdo. Princesas com filhos? NUNCA. Priscila e Anne, oh my god, se a Sarah Sheeva - a.k.a. Riroca - vê vocês nesse vídeo, vai chamá-las pra participar da Igreja das Princesas dela hahahahahaha. Sim, isso existe. Beijos!
Anne - Mamatraca - 16 de Agosto, 2012
Igreja das Princesas? :0
Sharon - 16 de Agosto, 2012
Tati! Agora que você falou sobre as princesas não terem filhos... lembrei de um livro do Pedro Bandeira, "O fantástico mistério de Feiurinha", que a Xuxa gravou em filme...
O livro foge um pouco do tradicional de princesa, mas não muito (quanto à feiurinha, ela não é feia de verdade, é a madrasta dela que 'implanta' a ideia na menina), mas tem as outras princesas com filhos e maridos e ninguém sabe de qual "Encantado" elas estão falando...
FErnanda Piovezani - 16 de Agosto, 2012
Fan-TÁSS-tico!!! Fantásticas!!!!!
Fernanda Piovezani - 16 de Agosto, 2012
Nunca na minha vida havia pensado por estes lados todos.
Priscilla - Mamatraca - 16 de Agosto, 2012
Pra você ver como tem muita coisa escondida nas entrelinhas...
carol garcia - 16 de Agosto, 2012
hahahahaha!!!!!
vcs são ótimas!
reforço que sou fã!
e eu, tô aqui, toda dancinha da vitória, pq a única princesa que amamos e imitamos é a Merida Valente.
E um video sobre os heróis masculinos???? no forno????
vou cobrar, heins?
bjo nas todas
Ana - 16 de Agosto, 2012
Meninas, eu acho tudo que é exagerado não é saudável. Mas não concordo com vários pontos do vídeo. Existe na vida real princesa pobre? Acredito que não... As princesas brancas já existem há muitos anos,mas recentemente a Disney tem tido a preocupação de mostrar outros biotipos. Além do mais, é um mundo de fantasia, não existe a obrigação de ser fiel a realidade. São filmes de época, e nessa época as mulheres não trabalhavam. Acho que eventualmente todos nós descobrimos isso quando nos tornamos adultos. As crianças precisam ser crianças.
Taisa paulino - 16 de Agosto, 2012
Oi Ana! concordo com vc. Amei aideia principal do vídeo, de termos cuidados em propagar ainda mais um geração que ñ venha ficar em outro mundo, um mundo alienado de fantasia, porém ñ podemos nos esquecer que a crianças, principalmente de tres a sete anos vivem muito "o mundo de faz de conta", e que isso é muito legal, pois é através do mesmo que eles podem criar um mundo especial para si. Não podemos também de nos esquecer que nesse mundo de faz de conta a criança cria o que a mesma já vive ou sonha em viver, ligando fatos do cotidiano, filmes e acontecimnetos. Falar que as princesas não sabem fazer outra atividade a ñ ser doméstica é só lembrarmos da atiguidade, em que época os clássicos da literatura infantil foram escritos? Em que parte do mundo? Podemos até observar que as "supostas princesas modernas" estão tendo características mais comuns, só falta realmente criar princesas com alguma especificidade, para até incluir outras crianças.
Roberta - Mamatraca - 16 de Agosto, 2012
Meninas, vocês têm razão sobre o faz de conta. Nós também concordamos que isso é normal e até saudável. Eu, por exemplo, tenho duas filhas e elas têm, sim, fantasias de princesas, assistem aos filmes e até já foram para a Disney. Sabemos que as princesas como Branca de Neve e Cinderela são muito antigas e refletem a realidade de outra época. Eu, particularmente, não vejo nenhum problema em contar essas histórias clássicas para as meninas ou permitir que elas assistam aos filmes. O que tentamos trazer aqui hoje foi especialmente a questão do exagero, quando esse brincar saudável se transporta para um universo do consumismo, um culto exagerado e alienado. E, mesmo sendo consciente, ainda assim é difícil a gente conseguir se livrar disso, porque os produtos licenciados das princesas invadem o universo infantil feminino.
Eu ainda não vi Valente, mas também já me disseram que é uma história bem mais moderna. Quero assistir.
Anne - Mamatraca - 16 de Agosto, 2012
Estamos de acordo! crianças precisam ser crianças. O que o video aborda - e verdadeiramemte eu concordo - é o fato de que existem questões para serem levantadas com relação às princesas. Se a gente simplesmente consome os conteúdos que vem prontos, sem quetionar, corremos o risco de deixar passar algumas mensagens desapercebidas. Parecem mesmo inofensivas, afinal, qual é o problema de gostar de limpar a casa? O problema está na mensagem incutida em todos os clássicos, de que mulheres são bastante dependentes de homens para serem felizes entre as outras coisas que o video abordou. Brincar de princesa, fantasiar, inventar histórias é exatamente oq sugerimos. Muito mais saudável do que mimetizar os comportamentos já prontos das princesas em questão! Um beijo
Claudia Veiga - 17 de Agosto, 2012
Ana, concordo com vc. Nem tudo deve ser levado ao pé da letra. Minha filha tem 9 anos, adora as princesas, tem um quarto montado com coisas de princesa, tem fantasias, mas tb adora muitas outras brincadeiras, lê outros tipos de livros, vê outros tipos de filmes direcionados a crianças e tem noção de que a vida real é diferente de tudo isso, tanto que perguntou ao pai dela esses dias se ela poderia ser médica ao invés de juíza quando crescer. Acho que tudo depende do modo como criamos nossos filhos. Se mostramos só a fantasia ou se lhe damos espaço para imaginação e ao mesmo tempo os preparamos para a realidade!!
Gabi - 20 de Agosto, 2012
Super concordo, Ana! Princesa precisa ser princesa e ter tudo isso sim. Pra ser aventureira, já temos a Dora, por exemplo. Princesa é princesa, é fantasia, não precisa mais nada. Nenhuma menina passa dos 10 anos achando que vai tem que ser linda, magra, casar com um príncipe e usar coroa por causa das princesas... Discordo também de alguns pontos do vídeo, sim, apesar de ele estar ótimooooo!!! Vocês são ótimas!
Beijo
Gabi
Natália Piassentini - 16 de Agosto, 2012
Adorei! Arrasaram como sempre!
Ilana - 16 de Agosto, 2012
Sensacional! Tudo o que eu sempre pensei sobre esse culto às princesas. Agora, e pros meninos? Tá cheio de coisa bem sexista e com péssimos exemplos por aí. Também vale um videozinho, hein?
E meninas, vcs estão impagáveis!
Beijos
Priscilla - Mamatraca - 16 de Agosto, 2012
Anotando os pedidos das mães de meninos...
Beijos!
Natalia Crusco - 16 de Agosto, 2012
Hilário!!! Mas eu concordo com a Ana e com o que disse a psicóloga Luciana. Acho que não devemos ou precisamos fazer muitos questionamentos sobre as histórias infantis. Elas são fantasiosas, elas servem pra entreter, pra brincar, pra imaginar...Cabe aos pais ensinar aos filhos o que é real e o que é imaginário. Por exemplo, lá em casa o príncipe (papai) tem nome, ajuda em casa, dá banho nas crianças e isso é real. O príncipe do desenho, vive lá, no mundo imaginário. Acho que a questão aqui é não confundir os mundos! beijos!
Ana - 16 de Agosto, 2012
Muito legal teu comentario, Natalia. Adorei esse principe/papai!!
Roberta - Mamatraca - 16 de Agosto, 2012
Exatamente, Natalia, esse vídeo é uma reflexão mais para os pais do que para as crianças. Cabe a nós fazermos esses filtros, passar nossos valores, mostrar o que é real e o que é fantasia, e não perder a mão no apelo consumista que esses personagens trazem ao nosso dia-a-dia.
Claudia Veiga - 17 de Agosto, 2012
Natalia Crusco, adorei o seu comentário! Acho que é por ai mesmo, não confundir os mundos!!
Carolina Peixoto - 20 de Agosto, 2012
Nota 1000 pro comentário da Natália! Não vamos exagerar, não é, pessoal?
Patrícia - 16 de Agosto, 2012
Meninas, eu AMEIIIIIIIII!!! Kkkkkkk..ficou perfeito!!
Eu amo as princesas, queria tanto ser uma princesa...Na verdade, só queria ter a cintura delas...kkkkk..
É verdade, podiam colocar uma neguinha bundudinha assim como eu kkkkk..e um princípe barrigudinho como o meu...kkkkk
Me diverti muuuito com este vídeo!!!!
Bjussssss
Priscilla - Mamatraca - 16 de Agosto, 2012
Pra você ver: até a gente projeta fantasias nas princesas, né?
Beijos!