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Mamatraca

Brincadeiras

Quarta Feira, 22 Mai. 2013

BRINCADEIRAS PARA CRIANÇAS MAIORES: 5+ ANOS

Aqui em casa é uma eterna e tensa batalha onde bradamos: abaixo às telas. Crianças de todas as idades têm verdadeira fascinação por tudo que brilha, mas conforme vão apagando velinhas, o famoso quarteto televisão, computador, tablet e celular vai ficando cada vez mais sedutor e inevitável.

 

Para trazer minhas filhas para o lado iluminado da força ofereço sempre a minha companhia e um tabuleiro. É o suficiente para dar a largada a uma série de brincadeiras que garantem boas risadas e de quebra fortalecem o vínculo fraterno e familiar. Mas elas também já conseguem curtir sem a interferência dos adultos, como mostra o video acima.

 


BRINCADEIRAS DE BATER PALMA

Se alguém tiver um nome melhor para isso, por favor manifeste-se nos comentários!

Era o que eu mais adorava fazer quando criança. Stella e Lia sabem uma porção de músicas e algumas, surpreendentemente, são as mesmas que eu cantava. É uma fofura sem fim, muito embora os meninos fiquem um pouco tímidos de participar dessas brincadeiras de a-do-le-tá e afins.

 

Além de estimular a coordenação e concentração, o que exige um bom treino, é preciso também um bom repertório. Aqui elas inventam e quando eu acho que vai acabar a música, sempre tem mais uma frase e eu me ferro: quem saiu foi ...TU!

 

JOGOS

Temos os nosso preferidos aqui, escolhidos de acordo com a idade e interesses.

 

O xadrez é a bola da vez. Stella, 7 anos, manifestou interesse por  aprender a jogar desde o ano passado e rapidinho decifrou as regras. O que ela ainda não entendeu é porque a maioria dos amigos não compartilha da mesma empolgação pelo jogo toda vez que desce para o parque do prédio com as peças e o tabuleiro debaixo do braço. Além de estimular o raciocínio, jogar xadrez também privilegia os momentos de reflexão e é um bom ensinamento para causa e consequência. De tanto ver a irmã movimentar torres, bispos, cavalos e peões, Lia, minha caçula de 5 anos, ficou curiosíssima do que prendia tanto a atenção da irmã e também pediu para aprender as jogadas.

 

 

 

Alguns outros jogos também são motivos para reunir a família:

DAMAS – uma alternativa ao xadrez, com regras mais simples

UNO – é preciso saber as cores e contar até 10 para poder jogar esse jogo de cartas. Sucesso absoluto em viagens e salas de espera também.

QUEBRA-CABEÇAS – sempre uma opção possível para qualquer idade. O legal é ir sempre avançando na quantidade de peças para ir aumentando o desafio.

LINCE – bom para treinar foco e atenção, pode ser jogado até pelos pequenos, também conhecido como os “café com leite”

JOGOS DE CARTA – enquanto elas não são introduzidas ao truco, esporte nacional por excelência, nos divertimos com rouba monte, mico e paciência.

 

 

GATO-MIA

Fico bem nostálgica ao falar dessa brincadeira porque essa me traz lembranças deliciosas de casa de avó, muitos primos, bolinho de chuva e uma vida sem contas a pagar. Introduzi o gato-mia aqui em casa em uma noite do pijama épica, promovida na ocasião do aniversário de 5 anos da Stella. Eram sete meninas dentro do meu apartamento e marido perguntava por que gritavam tanto (“Porque são meninas, ora!” respondi). Até que resgatei do fundo da minha memória o gato mia e do fundo de uma mala uma máscara de dormir. Nenhuma das meninas conhecia e foi o sucesso da noite.

 

 

Para brincar é preciso reunir pelo menos três pessoas (quanto mais gente, mais divertido) em um cômodo escuro. Escolhe-se por sorteio um pegador, que deve ficar do lado de fora enquanto o restante da turma se esconde. Quando todos estiverem a postos, a pessoa entra, de preferência com uma venda nos olhos para garantir que não está vendo nada, e começa a procurar pelo cômodo, usando sentidos como tato e audição para achar os outros participantes.  O pegador pode dizer ou fazer coisas engraçadas para que os outros “gatinhos” deem risada ou façam barulho. Quando identificar algum amigo, fala: gato-mia! A pessoa deve soltar um miado. Se o pegador acertar quem está miando, o amigo pego será o próximo a ser vendado. 

Brincadeiras

Segunda Feira, 20 Mai. 2013

BRINCADEIRAS LÁ DE CASA - POR ANNE RAMMI

 

Na semana mundial do brincar queremos contar para vocês quais são as brincadeiras favoritas dos nossos filhos. Hoje é minha vez, representando a parcela de mães que tem filhos bem pequenos e portanto podem explorar brincadeiras de ordem sensorial, menos estruturadas e com muita diversão - e meleca. Não vou mentir.

Essas são as três brincadeiras favoritas dos meninos aqui de casa. Reparem como tudo o que a gente precisa para estimular esse tipo de atividade é um tanto de desapego com as roupas e com a hipotética limpeza das unhas das crianças. E uma dose de fé.

ÁGUA E SUAS VARIÁVEIS
Moramos em uma casa. Nos períodos calor não há nada mais proveitoso do que brincar com água. Proveitoso eu digo porque eu fico com as crianças sozinha boa parte do nosso tempo. Então para mim é fundamental que eles consigam se divertir sem muita interferência minha. Claro que eu fico de olho o tempo todo, mas essa é uma proposta que distrai os meninos por horas à fio.

Existem milhões de maneiras de brincar com água, mesmo para quem mora em apartamento. Explorem a varanda e  próprio banheiro, esquecendo da máxima que ele foi feito só para banho e higiene. No quintal eu deixo uma piscininha, deixo que brinquem com a mangueira de água. Em casa, ela tem uma regulagem, que muda os tipos de jatos, os meninos piram nos formatos que a água faz. Na hora que vence essa exploração, eu ofereço potes de diferentes tamanhos, da cozinha mesmo. É uma boa ideia para crianças pequenas deixar que eles vertam água de um pote para o outro - ou no chão, sistematicamente, que é o que eles curtem no fim das contas. Meu entendimento é sempre esse: estão aprendendo, estão explorando, estão se divertindo. Genuinamente.

O gran finale é uma bobagem que eu descobri: borrifador, desses que se encontra em lojas de 1,99. Os meninos simplesmente AMAM borrifar água nas plantas, nas paredes, na cara um do outro. Borrifador, fica a dia. Brincadeiras com água não têm limite.

 

 

TERRA E AREIA


Quando mudou o tempo e ficamos órfãos das brincadeiras com água, eu peguei a mesma piscina e enchi de terra. Essa é de fato uma brincadeira que exige um pouco de desapego com sujeira, especialmente no tempo seco. Mas se você tiver em mente que é só evitar que terra e água se encontrem (barro: uma brincadeira para estados avançados de desapego), fica bem fácil permitir que as crianças enlouqueçam com os estímulos sensoriais desse elemento. O mesmo vale para a areia. Todos eles, materiais fundamentais para o desenvolvimento das crianças pequenas.

Não há nenhuma estratégia. Nos tanques de areia dos parquinhos da vida, levamos potinhos e utensílios velhos de cozinha. Não consigo nem enumerar os aprendizados que essas brincadeiras proporcionam, é por isso que eu cada vez mais sigo fã de atividades recreativas ao invés de escolares na primeira infância. Só tudo acontece na brincadeira. Todos os conceitos, todas as experiências.

Aprendem a manipular objetos, desenvolvem coordenação motora, experimentam sensações, socializam, aprendem a dividir, ou a não dividir, participam de conflitos. Lá em casa, jogam toda a terra pela casa inteira. Eu tento moderar, deixando-os limitados ao quintal, mas é engraçado de observar. As reações das crianças pequenas são motoras, elas reagem aos estímulos com o corpo. A brincadeira não se resume a explorar a terra, ou a areia. É viver a terra. Eles rola, jogam na cabeça um do outro, fazem montes.... uma farra. Para quem está em espaços mais limitados, vale à pena pensar em uma caixa grande na varanda, um vaso sem planta ou algo do tipo, para proporcionar essa experiência também.

É possível que uma criança urbana passe boa parte da infância sem contato nenhum com terra e areia, se os pais não se preocuparem em oferecer isso em casa ou nos parquinhos da vida.

 



 

PINTURONA

Quando eu estava pensando nas brincadeiras preferidas aqui de casa, não consegui separar as atividades tidas como artísticas desse combo. Exatamente porque na fase em que os meninos estão tudo é brincadeira. Essa é uma proposta que eu tento fazer pelo menos uma vez ao mês. Na verdade, dá menos trabalho para a mãe do que parece, na medida que quando permitimos que as crianças brinquem sem muitas regras elas se divertem mais e por mais tempo. Então, comprei há muitos e muitos anos um grande rolo de papel kraft, que serve de embrulho para as grandes telas que eu pinto no meu atelier. Quando as crianças nasceram, ele virou suporte para as pinturonas. Não há grandes estratégias.

 

Eu simplesmente forro uma sala com o papel, o chão inteiro. Quem estiver preocupada com paredes, pode forrá-las também. Coloco tintas em potes vazios de sorvete. Às vezes ofereço pinceis e rolinhos. Outras, eles brincam com o corpo mesmo. E a pinturona segue.

 

Eles pintam a si mesmos e misturam as tintas loucamente. Fazem pegadas, estampam partes do corpo no papel. O Tomás, ainda prova muito as tintas, temos conversado bastante sobre o que são coisas de comer e o que são coisas de brincar, essa é a minha estratégia para propor que ele não coloque as coisas na boca, mas sem muita crise, porque ele coloca mesmo. Colocar na boca é parte do processo, uma vez que eles simplesmente lêem o mundo através das sensações da língua, do gosto. Claro que isso vai mudando conforme crescem e aos poucos eles param de colocar tudo na boca, mas exigir por exemplo que não chupem um pincel, é demais para os pequenos. É como mandar que um adulto assista um filme só com metade da tela exposta.

 

Uma boa ideia para as pinturas no geral é substituir as tintas por materiais comestíveis, como molho de soja, borra de café, farinha com água, pode-se também criar suas próprias tintas, com beterraba, cenoura e outros corantes naturais. Tendo em vista que a criança está, nessa fase da vida, aberta à estímulos em todos os sentidos. E desculpem o trocadilho, brincar trás sentido para a vida deles.

 

Alimentação

Quinta Feira, 16 Mai. 2013

COZINHAR. AMAR. REVOLUCIONAR.

Tem sido bastante comum ver notícias de alimentos industrializados adulterados, com elementos estranhos às suas já estranhas composições. Há até mesmo relatos e imagens, largamente compartilhados nas redes sociais, de pessoas que encontraram verdadeiros OVNIs (classificados por elas como "coisas nojentas")  dentro de caixas de sucos e outras embalagens. Se tudo isso é o que a gente pode ver, imagina as incontáveis partículas invisíveis a olhos nus que ingerimos sem nem saber. 

 

Na semana passada os grandes meios de comunicação divulgaram uma lista feita pelo Ministério da Agricultura com uma série de marcas que tiveram seus leites adulterados e continuavam sendo distribuídos em algumas regiões do Brasil. E isso não é a primeira vez que acontece com um dos alimentos mais consumidos pelas crianças. 

 

E o que dizer das empresas que gastam milhões de reais em propagandas e embalagens para promover uma aura saudável a seus produtos que na verdade estão cheios de conservantes e gorduras trans?
 

Essas notícias nos preocupam e muito, porque hoje os alimentos industrializados fazem parte, em diferentes níveis, do dia a dia da maioria das famílias. E ninguém quer dar comida estragada para os filhos, não é mesmo? É preciso fazer uma boa seleção e ficar atento ao que figura na nossa mesa. Por todos esses acontecidos e mais um outro punhado de motivos o Mamatraca apoia o Food Revolution Day, uma ação global capitaneada pelo chef Jamie Oliver que no dia 17 de maio - essa SEXTA FEIRA! - promove diversas iniciativas para valorizar a comida e difundir receitas e maneiras simples de se preparar alimentos. Ou melhor: comida de verdade!

 

 

 


Um dos principais objetivos dessa ação é divulgar a importância de uma boa alimentação e de uma educação para isso focando em três pilares: cozinhe, compartilhe e viva essa momento. As atividades são abertas para qualquer um que se identifique com a causa e queira promover um estilo de alimentação mais saudável. 

 

Se interessou? Não sabe por onde começar? Clique aqui se quiser participar em um dos eventos envolvidos com o Food Revolution Day. Ou se quiser começar a revolucionar já um primeiro passo pode ser se dirigir a uma feira livre e começar a se relacionar com comida fresca, colorida e cheirosa!

 

E não deixem de assistir ao vídeo de abertura desse post, onde durante uma famosa palestra no TedTalks, Jamie dá uma verdadeira aula sobre como revolucionar uma sociedade através da alimentação. Vale a pena o play!

 

Sexta Feira, 26 Abr. 2013

FRALDA JUSTA: O GIRO DA SEMANA NO UNIVERSO MATERNO

As Mamatracas batem um papo sobre o que aconteceu de mais significativo no universo materno essa semana, comentando o filme o Renascimento do Parto, campanhas publicitárias para o Dia das Mães e posts polêmicos da blogosfera materna. 

Parto

Quinta Feira, 25 Abr. 2013

RENASCIMENTO DO PARTO

A psicóloga e ativista do parto humanizado Erica de Paula e o apresentador de TV Eduardo Chauvet conseguiram esta semana um grande feito. Co-autores do documentário O Renascimento do Parto, que foi todo produzido com recursos próprios e concluído em 2012, eles precisavam de verba para colocar o filme em circuito nacional e mobilizaram as redes sociais pedindo doações. A campanha foi um sucesso absoluto. Em apenas cinco dias, atingiram 100% da meta e arrecadaram quase 70 mil reais, o suficiente para estampar nas telonas de todo o Brasil o longa que discute sobre um problema de extrema importância: a lamentável realidade obstétrica brasileira, que apresenta índices alarmantes de cesarianas e quadros de muita violência em hospitais em todo o país.

O filme, baseado na teoria do cientista e obstetra francês Michel Odent sobre os “hormônios do amor” liberados no trabalho de parto, traz depoimentos como o da antropóloga norte-americana Robbie Davis-Floyd, a parteira mexicana Naoli Vinaver, do ator e diretor de cinema Márcio Garcia e sua esposa, a nutricionista Andréa Santa Rosa, e do próprio Michel Odent. Diversas mães que passaram por cesarianas desnecessárias também contam seus relatos emocionantes. Eduardo, que tem formação em cinema em Filadelfia, dirigiu e editou o filme, enquanto Erica, doula e educadora perinatal, fez o roteiro e a produção. Erica diz que almeja, com O Renascimento do Parto, plantar uma semente na população de que existem lindas opções de parto além de uma cesariana eletiva ou um parto normal violento.

O casal ainda não tem filhos, mas como doula Érica acompanhou diversos partos muito violentos e com procedimentos desnecessários, além de cesarianas mal indicadas e contra a vontade da mulher. Para ela, os mitos são tantos em torno do assunto parto que as mulheres que realmente querem ter um parto normal no Brasil hoje precisam lutar ferrenhamente contra o sistema.

Ontem, ainda celebrando a conquista da meta de arrecadação de recursos que acabava de ser alcançada, Erica concedeu uma entrevista exclusiva ao Mamatraca. Confiram.

 

 

Como surgiu a ideia de fazer esse documentário? Houve algum fator específico que motivou vocês a fazer esse filme além, óbvio, da importante causa da luta pela mudança da realidade obstétrica no Brasil?

 

A ideia surgiu em 2010 a partir de um especial do dia das mães que fizemos para o programa de televisão que o Eduardo (diretor do filme) tem no SBT Brasília. O especial foi um sucesso e resolvemos que o tema poderia ser melhor trabalhado num curta metragem, que logo virou um longa pela complexidade do assunto. Eu estava fazendo diversos cursos na área (como a formação em parto ecológico com o Michel Odent, um dos personagens do filme) e percebendo cada vez mais a urgência desse tema para a sociedade.

 

O que mais te surpreendeu ao longo desse processo? O que vocês esperam mudar a partir do documentário?

 

O que mais me surpreendeu foi a proporção que esse projeto atingiu ao longo do tempo e a visibilidade que a própria causa ganhou nos últimos meses, com todas as marchas realizadas no Brasil inteiro pelo direito de escolha da mulher, ganhando a grande mídia, etc. Esperamos que o documentário leve informação de qualidade sobre o tema para a sociedade e ajude a derrubar mitos que se perpetuam até mesmo entre os profissionais de saúde.

 

 

Quais são os índices mais assustadores que você destacaria?

 

O fato das pesquisas indicarem que até 80% das mulheres no início da gestação desejam parto normal, mas que menos de 10% delas conseguem no setor privado. E claro, o índice de violência obstétrica percebido por 1/4 das mulheres, que provavelmente é muito maior devido à violência oculta que já se encontra institucionalizada.

 

Percebemos que o assunto (dos excessos de cesarianas no Brasil) tem crescido na mídia. Os jornais, TVs e revistas, de uma forma geral tem dado espaço para especialistas mais humanizados e têm apresentado com maior frequência esses dados alarmantes sobre as cesarianas no Brasil. Você acha que pode estar começando uma mudança efetiva de mentalidade da população?

 

Sem dúvidas! O crescente interesse da grande mídia no assunto e o espaço que tem sido dado para os profissionais realmente humanizados demonstra uma enorme demanda reprimida da própria sociedade a respeito de mais informações de qualidade e de uma urgente mudança de paradigmas no atendimento obstétrico brasileiro.

 

 

O tema parto é sempre tratado de forma muito passional. Como falar sobre esse assunto sem que as mulheres se sintam culpadas ou acusadas e sim compreendam que é preciso mudar a realidade obstétrica no Brasil?

 

As mulheres precisam entender que, acima de qualquer escolha, está uma questão de saúde pública. O alto índice de cesarianas desnecessárias está colocando mulheres e bebês em riscos igualmente desnecessários, e os privando de benefícios importantes que irão repercutir em curto, médio e longo prazo. E, sobretudo, precisam entender que nossa luta é contra o sistema, que apenas oferece uma ilusão de que as mulheres podem escolher alguma coisa quando se trata de parto. Pois uma escolha sem informações de qualidade a respeito do assunto não pode ser uma escolha consciente. Eu particularmente defendo a escolha da mulher a respeito da via de parto (coisa que não acontece em muitos países desenvolvidos, onde nenhuma mulher pode escolher se submeter a uma cirurgia de grande porte sem indicação clínica), mas acredito que essa escolha precisa ser devidamente esclarecida, oferecendo à mulher todos os dados referentes às duas opções. Se isso fosse feito, tenho certeza de que pouquíssimas mulheres escolheriam uma cesariana.

 

Os custos foram todos bancados por vocês, autores do filme. Como tem sido essa busca pela arrecadação de recursos para o lançamento? Nenhuma empresa teve interesse em patrocinar, mesmo contando com a possibilidade de recursos da Lei Rouanet?

 

Nós fizemos o caminho inverso de todas as produções. Normalmente, consegue-se o recurso e depois a produção é iniciada. Nós tínhamos pressa, éramos iniciantes nesse universo do cinema e começamos a percorrer todas as etapas de forma independente, para não ter que passar pelas burocracias envolvidas em recursos públicos e nem ter o corte de conteúdo do filme submetido a interesses de terceiros. Sempre acreditamos que o recurso ia sair em algum momento, até que o filme ficou pronto, e os recursos não poderiam ser retroativos. Fomos bancando as contas que apareciam e quando nos demos conta já estávamos na etapa de lançamento, quando resolvemos iniciar a campanha de crowdfunding, que acabou superando todas as nossas expectativas.

 

E falando sobre perspectivas: quando poderemos recomendar o Renascimento do Parto para as amigas grávidas?

 

Agora que conseguimos os recursos para a distribuição, acreditamos que o lançamento nos cinemas ocorra nos próximos meses e que logo depois seja disponibilizado para compra em DVD. Futuramente, o filme será exibido também em televisão aberta e fechada.