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Mamatraca

Escolha da escola

Segunda Feira, 29 Abr. 2013

VAMOS RIR? SITUAÇÕES HIPOTÉTICAS DA MATERNIDADE

Tecnologia

Segunda Feira, 8 Abr. 2013

A TELEVISÃO E A FAMÍLIA

Para alguns, ela é uma verdadeira vilã. Outros não vivem sem ela. Há também aqueles que conseguem exercer um controle sobre a televisão e aproveitar o que ela pode oferecer de positivo - e com moderação. Em qual dessas categorias você se encaixa?

 

Será que a televisão só oferece lixo e porcaria? Qual é o tempo permitido para que uma criança passe em frente à TV diariamente, seja na TV aberta/fechada ou assistindo a DVDs?


Esta semana vamos discutir esse tema aqui no Mamatraca. Não vamos entrar especificamente na discussão da publicidade dirigida às crianças, tema que está sempre em pauta por aqui, mas vamos tentar trazer uma discussão sobre a qualidade do conteúdo que é oferecido às crianças e às famílias por meio da TV. 

 

Nós três, Anne, Priscilla e Roberta, temos nossas próprias práticas e políticas em relação ao uso da TV em casa. Aqui um depoimento de cada uma de nós sobre esse assunto


Anne: Eu não aboli a TV. Somente consumo de forma diferente, sem Tv à cabo ou TV aberta, porque quero evitar a super exposição à publicidade - tanto para mim mesma como para as crianças, eu consumo televisão para entretenimento, e não para ficar sabendo o que está à venda. Com isso também consigo conteúdos mais adequados para mim e minha família. Meu conceito de televisão é "on demand". Ou seja, eu escolho o que e quando assistir. Para isso faço uso da internet também consumindo muita coisa de youtube e vimeo, além de programações da televisão streaming ou até mesmo compra de títulos pela internet. Dessa forma o conteúdo que entra na minha casa é selecionado, não pelo que está no ar, mas por aquilo que eu escolho. É uma forma mais ativa de consumir informação e entretenimento. Um exemplo prático disso é que eu tenho conhecido muitas animações não comerciais (ou com menor apelo comercial) e que aos poucos vão se tornando parte da infância dos meninos. O Lorax é um filme recente, cheio de lições e com enredo e músicas bacaninhas fala de um futuro desesperador, numa sociedade norteada pelo consumo, muitíssimo parecida com a nossa. Ainda assim, tenho muitas regras quanto ao tempo e frequência dessas atividades, tentando concentrá-las ao máximo para eventos de família, onde sentamos juntos para ver TV. Quanto ao Tomás, meu filho mais novo, tento evitar ainda mais, preferindo ligar a telinha quando ele já estiver dormindo, ele de fato não se importa nem um pouco com televisão. Não vejo benefício nenhum em crianças pequenas na frente da TV, porém percebo que conforme vão crescendo, com cuidado intenso ao tipo de conteúdo, e tempo de exposição à ele, a TV pode ser uma forma bem legal de promover lazer para a família. Uma analogia interessante que eu aprendi sobre televisão é que ela é como uma geladeira. Quem é responsável pelo que está la dentro sou eu.


Priscilla: Eu sou indiferente à televisão. Já houve um tempo em que eu gostava mais de ficar assistindo séries e programas, mas hoje, se depender de mim, a televisão nunca estaria ligada em casa. O oposto acontece com Stella, minha filha mais velha, que é apaixonada por desenhos e filmes e fica em frente à TV muito mais tempo do que eu gostaria de admitir. Já Lia, minha caçula, sempre demonstrou pouca paciência com a telinha e a telona - nem por cinema ela se interessa. Por isso, na minha casa temos um controle de "tempo de telas", e entra nessa contabilidade o tempo em que elas passam em frente a tablets e computadores. Sempre estou atenta ao que elas estão assistindo e até bem pouco tempo atrás os canais eram aqueles tradicionais infantis - Discovery Kids, Gloob e Disney Junior (esse último, devo confessar, é uma preferência familiar). Com Stella crescendo, seus interesses estão mudando e por aqui começaram a ser sintonizados com muita parcimônia, além do Animal Channel (uma opção interessante para a idade dela!), os canais que oferecem uma programação diferente, com novelinhas teens e desenhos violentos, numa clara separação de programas para meninas e meninos. Recentemente, com o advento da novela Carrossel, fenômeno que dominou 120% das crianças brasileiras e veementemente desaprovado dentro da minha residência, descobri que o que eu não aprovo pode ser mais interessante, pois surpreendi minha filha assistindo aos capítulos no YouTube escondida. Desse episódio tirei duas lições:
1 - os filtros parentais são muito importantes e devem ser ativados;

2 - não adianta proibir, tem que estar sempre atenta ao que eles E OS AMIGOS estão assistindo. 

Para o futuro, pretendo implementar à TV o slogan que se aplica às bebidas alcoólicas: CONSUMA COM MODERAÇÃO.

 

 

Roberta: Eu sou uma assumida fã de televisão. Sempre gostei de sentar em frente à tela e assistir, despretensiosamente, alguma coisa na TV. Vou desde os jornalísticos e filmes até algumas porcarias que me relaxam (amigos que me defendem dizem que jornalistas têm direito a assistir porcaria por uma questão crítica da profissão - gosto dessa defesa rsrsrs). Mas com as meninas não sou liberal. Não permito que elas estejam na sala enquanto assistimos a programas inadequados para a idade delas. E também só permito que elas assistam a canais infantis que acho adequados. Elas estão na fase do Disney Junior na TV fechada, e acho que a programação é bem ok. Elas gostam muito de ver vídeos e clipes no Youtube, mas este é um desafio de controle ainda maior, tema para outra semana. Não deixo ver novelas e nem desenhos violentos. Enquanto ainda consigo ter controle, levo assim. Às vezes elas também passam do limite do tempo em frente à TV, especialmente nas férias. Mas em tempos normais, acho que a coisa está relativamente sob controle. 



E na sua casa, como funciona?

Palmada

Segunda Feira, 18 Mar. 2013

NÃO REFORCE AUTORIDADE COM AGRESSÃO

Quem é mãe ou pai sabe o quanto um filho é capaz de nos tirar do sério. Em alguns momentos de embate, eles são capazes de nos desfigurar, de nos derrubar do eixo. Aprender a lidar com esses momentos de fúria é um exercício gigantesco de paciência para as famílias. Quando percebemos, muitas vezes estamos brigando de igual para igual com um mini ser de dois, três, quatro anos de idade. Raiva, sim. Sentimos raiva daquele ser que mais amamos.

Ainda assim, nada justifica bater. Sabemos que não é fácil manter o controle, mas é preciso respirar fundo, se acalmar, reforçar exemplos positivos. Reforçar a autoridade por meio do medo e da agressão é uma atitude que não vai trazer benefícios para os filhos e nem para os pais.

Como disse a nossa leitora Juliana Escandura na nossa fanpage, "bater não educa, apenas replica modelos que não funcionam. Acho que a base é agir com o outro - no caso a criança - da forma como gostaríamos de ser tratados. Com respeito, com limites claros, com coerência, com amor."

Entre com a gente nesse debate esta semana. Participe das discussões nas redes sociais e aqui no site. 

 

Boa semana pra vocês!

 

Anne, Priscilla e Roberta

 

 

Carreira x Maternidade

Segunda Feira, 4 Mar. 2013

UMA TRISTE DOÇURA E A DECISÃO DE CARREIRA

 

No segundo semestre do ano passado, eu, Roberta, participei de uma reunião em um cliente para definição de um trabalho. Uma das pessoas que estavam reunião, gerente de marketing dessa empresa, estava grávida. Ela, apesar de doce, era uma profissional tão focada que mal percebíamos sua gravidez. Sua condição pessoal não era assunto da conversa – apesar da minha louca vontade de assuntar sobre isso.

Logo ela saiu de licença-maternidade e  não a vi mais. Na semana passada, voltei a esse cliente para a reunião periódica e aquela gerente estava de volta. Retornara da licença havia um mês. 

Ela era outra pessoa. O tom da sua voz e o brilho nos seus olhos haviam mudado. Ela mostrou foto do filho, estava bem mais sensível do que antes. Ao final da reunião, ela começou a conversar comigo sobre essa angústia que é voltar a trabalhar quando se tem um bebê em casa. Seus olhos estavam um pouco tristes e quase marejados, coisa praticamente impensável para aquela profissional que conheci anteriormente. Ela se sente culpada e angustiada por deixar o filho o dia todo na creche,  e me falou abertamente sobre como seu foco e seus valores mudaram. “Antes eu até julgava mulheres que paravam de trabalhar para ficar com os filhos, achava que isso não era postura profissional. Hoje me pego pensando que entendo completamente as mulheres que fazem isso. Porque não sei quanto tempo vou aguentar”, ela me disse.

Um dos nossos primeiros temas debatidos aqui no Mamatraca, a capacidade de conciliar – ou não – maternidade e carreira é um dos grandes dilemas das mulheres. Seja a decisão continuar trabalhando ou parar para ficar com os filhos por um tempo, as dúvidas e culpas parecem estar sempre presentes.

Vamos voltar a este assunto inesgotável esta semana e queremos contar com a participação de vocês nesse debate. Queremos saber em detalhes a sua experiência.

 

E que a sua semana comece com tudo!

 

Anne, Pri e Rô

Segunda Feira, 25 Fev. 2013

AMAMENTAÇÃO: DORES E DELÍCIAS

A amamentação é definitivamente um dos temas mais delicados da maternidade. Ao mesmo tempo em que ela representa um momento fortíssimo de vínculo entre mãe e filho e o leite materno ser comprovadamente o melhor alimento que o bebê pode receber especialmente nos primeiros seis meses de vida, sabemos que nem sempre o ato de amamentar é fácil e intuitivo como parece. Muito menos o mar de rosas que costumamos ver em programas de TV ou nas campanhas oficiais do Ministério da Saúde. 

Amamentar requer muita dedicação, paciência, persistência. Além do fato de que existe uma grande "indústria da modernidade" que leva as mães a introduzirem fórmulas, complementos e a substituírem o leite materno pelo artificial. São tantos palpites ("seu leite não é bom", "você não tem leite suficiente", "seu bebê está com fome"), tantos interesses comerciais! Até mesmo o ato de amamentar o bebê em público tem gerado reações preconceituosas na sociedade, o que torna as mães ainda mais confusas. 

 

 

Esta semana vamos discutir aqui no Mamatraca sobre esse assunto e trazer conteúdo que ajude a orientar mães quanto às dificuldades. Em grande parte das vezes, é possível reverter o quadro. Teremos um Tricô ao Vivo imperdível com uma das maiores especialistas nesse assunto do país, vocês não podem perder! 

 

Boa semana pra vocês!

 

Anne, Priscilla e Roberta