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Mamatraca

Brincadeiras

Segunda Feira, 20 Mai. 2013

BRINCADEIRAS LÁ DE CASA - POR ANNE RAMMI

 

Na semana mundial do brincar queremos contar para vocês quais são as brincadeiras favoritas dos nossos filhos. Hoje é minha vez, representando a parcela de mães que tem filhos bem pequenos e portanto podem explorar brincadeiras de ordem sensorial, menos estruturadas e com muita diversão - e meleca. Não vou mentir.

Essas são as três brincadeiras favoritas dos meninos aqui de casa. Reparem como tudo o que a gente precisa para estimular esse tipo de atividade é um tanto de desapego com as roupas e com a hipotética limpeza das unhas das crianças. E uma dose de fé.

ÁGUA E SUAS VARIÁVEIS
Moramos em uma casa. Nos períodos calor não há nada mais proveitoso do que brincar com água. Proveitoso eu digo porque eu fico com as crianças sozinha boa parte do nosso tempo. Então para mim é fundamental que eles consigam se divertir sem muita interferência minha. Claro que eu fico de olho o tempo todo, mas essa é uma proposta que distrai os meninos por horas à fio.

Existem milhões de maneiras de brincar com água, mesmo para quem mora em apartamento. Explorem a varanda e  próprio banheiro, esquecendo da máxima que ele foi feito só para banho e higiene. No quintal eu deixo uma piscininha, deixo que brinquem com a mangueira de água. Em casa, ela tem uma regulagem, que muda os tipos de jatos, os meninos piram nos formatos que a água faz. Na hora que vence essa exploração, eu ofereço potes de diferentes tamanhos, da cozinha mesmo. É uma boa ideia para crianças pequenas deixar que eles vertam água de um pote para o outro - ou no chão, sistematicamente, que é o que eles curtem no fim das contas. Meu entendimento é sempre esse: estão aprendendo, estão explorando, estão se divertindo. Genuinamente.

O gran finale é uma bobagem que eu descobri: borrifador, desses que se encontra em lojas de 1,99. Os meninos simplesmente AMAM borrifar água nas plantas, nas paredes, na cara um do outro. Borrifador, fica a dia. Brincadeiras com água não têm limite.

 

 

TERRA E AREIA


Quando mudou o tempo e ficamos órfãos das brincadeiras com água, eu peguei a mesma piscina e enchi de terra. Essa é de fato uma brincadeira que exige um pouco de desapego com sujeira, especialmente no tempo seco. Mas se você tiver em mente que é só evitar que terra e água se encontrem (barro: uma brincadeira para estados avançados de desapego), fica bem fácil permitir que as crianças enlouqueçam com os estímulos sensoriais desse elemento. O mesmo vale para a areia. Todos eles, materiais fundamentais para o desenvolvimento das crianças pequenas.

Não há nenhuma estratégia. Nos tanques de areia dos parquinhos da vida, levamos potinhos e utensílios velhos de cozinha. Não consigo nem enumerar os aprendizados que essas brincadeiras proporcionam, é por isso que eu cada vez mais sigo fã de atividades recreativas ao invés de escolares na primeira infância. Só tudo acontece na brincadeira. Todos os conceitos, todas as experiências.

Aprendem a manipular objetos, desenvolvem coordenação motora, experimentam sensações, socializam, aprendem a dividir, ou a não dividir, participam de conflitos. Lá em casa, jogam toda a terra pela casa inteira. Eu tento moderar, deixando-os limitados ao quintal, mas é engraçado de observar. As reações das crianças pequenas são motoras, elas reagem aos estímulos com o corpo. A brincadeira não se resume a explorar a terra, ou a areia. É viver a terra. Eles rola, jogam na cabeça um do outro, fazem montes.... uma farra. Para quem está em espaços mais limitados, vale à pena pensar em uma caixa grande na varanda, um vaso sem planta ou algo do tipo, para proporcionar essa experiência também.

É possível que uma criança urbana passe boa parte da infância sem contato nenhum com terra e areia, se os pais não se preocuparem em oferecer isso em casa ou nos parquinhos da vida.

 



 

PINTURONA

Quando eu estava pensando nas brincadeiras preferidas aqui de casa, não consegui separar as atividades tidas como artísticas desse combo. Exatamente porque na fase em que os meninos estão tudo é brincadeira. Essa é uma proposta que eu tento fazer pelo menos uma vez ao mês. Na verdade, dá menos trabalho para a mãe do que parece, na medida que quando permitimos que as crianças brinquem sem muitas regras elas se divertem mais e por mais tempo. Então, comprei há muitos e muitos anos um grande rolo de papel kraft, que serve de embrulho para as grandes telas que eu pinto no meu atelier. Quando as crianças nasceram, ele virou suporte para as pinturonas. Não há grandes estratégias.

 

Eu simplesmente forro uma sala com o papel, o chão inteiro. Quem estiver preocupada com paredes, pode forrá-las também. Coloco tintas em potes vazios de sorvete. Às vezes ofereço pinceis e rolinhos. Outras, eles brincam com o corpo mesmo. E a pinturona segue.

 

Eles pintam a si mesmos e misturam as tintas loucamente. Fazem pegadas, estampam partes do corpo no papel. O Tomás, ainda prova muito as tintas, temos conversado bastante sobre o que são coisas de comer e o que são coisas de brincar, essa é a minha estratégia para propor que ele não coloque as coisas na boca, mas sem muita crise, porque ele coloca mesmo. Colocar na boca é parte do processo, uma vez que eles simplesmente lêem o mundo através das sensações da língua, do gosto. Claro que isso vai mudando conforme crescem e aos poucos eles param de colocar tudo na boca, mas exigir por exemplo que não chupem um pincel, é demais para os pequenos. É como mandar que um adulto assista um filme só com metade da tela exposta.

 

Uma boa ideia para as pinturas no geral é substituir as tintas por materiais comestíveis, como molho de soja, borra de café, farinha com água, pode-se também criar suas próprias tintas, com beterraba, cenoura e outros corantes naturais. Tendo em vista que a criança está, nessa fase da vida, aberta à estímulos em todos os sentidos. E desculpem o trocadilho, brincar trás sentido para a vida deles.

 

Consumo & Infância

Sexta Feira, 17 Mai. 2013

FRALDA JUSTA - BLOGS: INFLUÊNCIA E CONSUMO

Hoje o Mamatraca trancende os assuntos maternos e tange a cidadania ao abordar a influência dos blogs no consumo de massa na internet. 

Para esse papo tão sério, convidamos para refletir junto conosco pessoas de diferentes nichos dentro da blogosfera. 
Mariana Sá é uma das fundadoras do Movimento Infância Livre de Consumismo e autora do blog Viciados em Colo. 
Silvia Oliveira é a autora do Matraqueando, um dos blogs de turismo mais importantes e também presidente da Associação Brasileira dos Blogs de Viagem. 

Alimentação

Quinta Feira, 16 Mai. 2013

COZINHAR. AMAR. REVOLUCIONAR.

Tem sido bastante comum ver notícias de alimentos industrializados adulterados, com elementos estranhos às suas já estranhas composições. Há até mesmo relatos e imagens, largamente compartilhados nas redes sociais, de pessoas que encontraram verdadeiros OVNIs (classificados por elas como "coisas nojentas")  dentro de caixas de sucos e outras embalagens. Se tudo isso é o que a gente pode ver, imagina as incontáveis partículas invisíveis a olhos nus que ingerimos sem nem saber. 

 

Na semana passada os grandes meios de comunicação divulgaram uma lista feita pelo Ministério da Agricultura com uma série de marcas que tiveram seus leites adulterados e continuavam sendo distribuídos em algumas regiões do Brasil. E isso não é a primeira vez que acontece com um dos alimentos mais consumidos pelas crianças. 

 

E o que dizer das empresas que gastam milhões de reais em propagandas e embalagens para promover uma aura saudável a seus produtos que na verdade estão cheios de conservantes e gorduras trans?
 

Essas notícias nos preocupam e muito, porque hoje os alimentos industrializados fazem parte, em diferentes níveis, do dia a dia da maioria das famílias. E ninguém quer dar comida estragada para os filhos, não é mesmo? É preciso fazer uma boa seleção e ficar atento ao que figura na nossa mesa. Por todos esses acontecidos e mais um outro punhado de motivos o Mamatraca apoia o Food Revolution Day, uma ação global capitaneada pelo chef Jamie Oliver que no dia 17 de maio - essa SEXTA FEIRA! - promove diversas iniciativas para valorizar a comida e difundir receitas e maneiras simples de se preparar alimentos. Ou melhor: comida de verdade!

 

 

 


Um dos principais objetivos dessa ação é divulgar a importância de uma boa alimentação e de uma educação para isso focando em três pilares: cozinhe, compartilhe e viva essa momento. As atividades são abertas para qualquer um que se identifique com a causa e queira promover um estilo de alimentação mais saudável. 

 

Se interessou? Não sabe por onde começar? Clique aqui se quiser participar em um dos eventos envolvidos com o Food Revolution Day. Ou se quiser começar a revolucionar já um primeiro passo pode ser se dirigir a uma feira livre e começar a se relacionar com comida fresca, colorida e cheirosa!

 

E não deixem de assistir ao vídeo de abertura desse post, onde durante uma famosa palestra no TedTalks, Jamie dá uma verdadeira aula sobre como revolucionar uma sociedade através da alimentação. Vale a pena o play!

 

Mãe é tudo igual?

Quinta Feira, 9 Mai. 2013

SOMOS TODAS IGUAIS?

Tem quem ache que mãe é tudo igual, tem sempre as mesmas reações e reclamações. 

E você, acha que mãe é tudo igual?

Mamatraca

Sexta Feira, 3 Mai. 2013

FRALDA JUSTA: O GIRO DA SEMANA PELO UNIVERSO MATERNO - DIA DAS MÃES

O Mamatraca recebe três importantes blogueiras para discutir sobre as iniciativas para comemorar o dia das mães, sejam elas vindas da escola, da blogosfera, do comércio e da família. 

Quem conversa com a gente é Kalu Brum do Vila Mamífera, Barbara Saleh do Uma Mãe das Arábias e Mariana Zanotto, do Pequeno Guia Prático e Minha Mãe Que Disse