Logar com:


Cadastre-se Recuperar Senha

Mamatraca

Lendas e Fantasias

Sexta Feira, 17 Ago. 2012

O MUNDO DE DENTRO DA GENTE É MAIOR DO QUE O MUNDO DE FORA DA GENTE

 

Parafraseando a música "Imaginação"de André Abujamra a Colcha de Retalhos de hoje encerra a semana Lendas e Fantasias convidando mães e fillhos a mostrarem suas estratégias para manter viva a fantasia e dar asas à imaginação. Se você quer contar a sua história ou tem alguma dica interessante, mande seu vídeo!

 

Lendas e Fantasias

Quarta Feira, 15 Ago. 2012

"TODA MÃE TEM SEU LADO BRUXA"

 

 

As histórias infantis são repletas de órfãos, madrastas más, vinganças e tragédias e são sucesso entre as crianças há gerações. Não deveria ser ao contrário? Não deveríamos nos afastar das histórias tristes?
 

As historias infantis são um modo de compartilhar experiência, uma estratégia simbólica de  de transmissão de saberes. Elas abordam de um modo fantástico os medos de todo humano. As crianças tem medo de perder seus pais, ao invés de falar isto diretamente, a história coloca como uma criança órfã consegue superar dificuldades. Vamos pensar por que é tão forte a presença das madrastas más? Porque é mais suportável a idéia de uma madrasta má do que de uma mãe má. Para uma criança pode ser muito assustado depender tanto de alguém e estar submetido às exigências do outro. Nas histórias da bruxa má ou das madrastas o que está em questão é a submissão da criança à função materna. Toda mãe tem seu lado bruxa. No entanto, para aliviar a carga psíquica, nas histórias infantis existe a possibilidade de superação. Esta estrutura que se repete nas historias infantis, onde o mau sempre perde, acaba tranqüilizando a criança em relação às maldades alheias e a suas próprias maldades. É por isto que as crianças vêem muitas vezes os mesmos filmes ou pedem para que a história seja recontada. Trata-se de uma garantia de controle. Sao ações simbólicas tentando dar conta do inesperado humano. 

 

Qual é a importância dos contos e lendas para o desenvolvimento emocional das crianças?

 

É de suma importância a oferta de histórias infantis, porque a criança vive aquele momento em uma situação de “como se”, ou seja, como se fosse determinado personagem, como se vivesse aquela situação. Então, na experiência ilusória do “como se”, a criança experimenta outras posições. Por mais assustadora que seja uma história infantil, trata-se de uma área protegida de experimentação. Esta proteção proporciona um espaço transicional interessante ao desenvolvimento infantil.

 

Um conto infantil pode ajudar a superar medos e dificuldades? E pode gerar ansiedades e fobias?

 

Nao é o conto em si que auxilia a superar medos e sim a narrativa compartilhada de uma experiência. A criança se coloca em uma posição ilusória de vivência. Com o conto infantil, a criança escuta sobre o desenrolar de uma situação em geral ansiogênica ou angustiante. Isto abre espaço para que ela possa elaborar sobre amores, medos, fantasias. É claro que as crianças podem se mostrar ansiosas depois de um filme ou de uma história, mas é preciso entender que o objeto da cultura em questão só é o caminho para que a ansiedade da criança se faça perceber. 

 

Os contos e as lendas são poderosos transmissores da cultura de determinado país, região e época. É justo afirmar que os contos e lendas nacionais são "mais interessantes" para serem apresentados às crianças do que os contos importados de outras culturas?

 

Penso que devemos priorizar boas historias sejam elas nacionais ou estrangeiras. O que ocorre é que como a mídia de massa prioriza historias estrangeiras, é interessante estarmos atentos para incluir no dia a dia das crianças as lendas e contos locais. Isto possibilita uma ampliação do capital cultural. 

 

O que você acha dessa corrente politicamente correta que vai abrandando as histórias e as músicas para que tudo seja apresentado para a criança de uma maneira asséptica e sem coisas feias ou erradas?

 

Particularmente não me agrada a idéia. Se retirarmos a possibilidade de lidarmos com as fantasias do humano dos produtos culturais, dificultamos a abertura de espaço para a elaboração. Estes produtos foram criados para dar espaço à fantasia. É melhor cantar de atirar o pau no gato do que precisar atirar o pau no gato. Trata-se de uma sublimação necessária. Não é porque uma criança brinca de polícia e ladrão, que ela ocupará esta posição na adultez. Isto também serve para os jogos eletrônicos tão costumeiramente acusados de incitadores de violência. Não é o game em si que causa violência e sim a ausência de um interlocutor capaz de problematizar o que ali ocorre.

Lendas e Fantasias

Terça Feira, 14 Ago. 2012

A MÃE CENSURA

No célebre seriado norte americano Friends - que provavelmente acompanhou muitas de nós na pós adolescência - a personagem Phoebe descobre que sua mãe lhe poupava do final trágico das histórias. Já na casa dos trinta, ela conhece a verdadeira história de Bambi, um cervo que tem sua mãe assassinada por caçadores.

Carol Passuello conta que achava essa possibilidade um absurdo: uma mãe que interferisse nas histórias para poupar os filhos de conteúdos muito dramáticos. Mas depois de virar mãe, as coisas mudaram um pouco. Veja o vídeo e participe do Mamatraca Quer Saber de hoje!

Lendas e Fantasias

Domingo, 12 Ago. 2012

A SEMANA #49

Um pesadelo recorrente de um dos mamatraquinhas com um célebre conto de fadas aparentemente inofensivo foi o ponto de partida para essa nova semana: Lendas e Fantasias.

Quisemos falar um pouco de como cada uma das Mamatracas se relaciona com os ícones do imaginário infantil em casa e levantar questões sobre a verdadeira adequação de algumas histórias na primeira infância. Uma breve corrida pelos livros de lendas brasileiras aqui de casa: todas elas começam ou terminam com alguma tragédia e morte.

Será que existe uma fase ideal para que esses conteúdos sejam apresentados?

Enquanto escolhíamos os temas de cada post, foi inevitável lembrar que contos de fadas envolvendo príncipes e princesas, em especial aqueles mais comerciais, apresentados pelos estúdios Disney, fazem parte da vida de quase toda criança em idade entre 3 e 8 anos. Em especial para meninas, descobrimos que nessa fase o interesse por princesas é natural, e preparamos um video engraçado e ao mesmo tempo polêmico sobre os perigos que a "Cultura da Princesa" pode representar no desenvolvimeto das crianças.

Estamos aprendendo como estimular a imaginação de nossos filhos, sem cair nessas armadilhas prontas para estimular o consumismo e solidificar valores arcaicos. Como aproveitar dos lindos contos do nosso rico imaginário, sem expor nossas crianças a conteúdos que talvez elas ainda não possam elaborar.

Aompanhe a semana Lendas e Fantasias, que termina na Colcha de Retalhos da sexta feira, com dicas de brincadeiras para estimular a imaginação do seu filho. Você tem alguma brincadeira especial? Uma história querida? Brinquedos que estimulam a imaginação? Mande para a gente e participe!