O QUE ACONTECE COM OS BALÕES QUANDO ELES VOAM?
Essa foi a pergunta feita para as crianças e as respostas são as mais fofas, emocionantes, diretas e... bem, separe o seu lencinho e aperte o play! ;-)



Essa foi a pergunta feita para as crianças e as respostas são as mais fofas, emocionantes, diretas e... bem, separe o seu lencinho e aperte o play! ;-)
Essa semana fizemos uma brincadeira com a expressão "mão na massa" e colocamos a mãe no meio porque ela (ou nós) sempre estamos fazendo, realizando. E, de uma forma carinhosa e poética, hoje homenageamos esse instrumento tão fazedouro que é a mão da mãe.
Mão de mãe segura, afaga, protege, aquece
Enxuga as lágrimas, cura dodói
Faz um carinho, que vira coceguinha, que se transforma em um abraço
Abraço de mão que cobre o coração
Mão de mãe tem o poder de transformar
Molda, amassa, arruma, sova, torce
Faz pão, costura, planta, brinca, sacode
Espanta o medo do escuro com sombra na parede
Mão de mãe indica o caminho, acolhe , é dura quando precisa
Ampara, puxa, empurra, não deixa cair
Faz a diferença, aplaude, aponta
Sempre para frente, nunca desista
Mão de mãe é o ninho
Conforto do porto seguro
Para todo o caminho
Abrimos uma exceção aos vídeos e entrevistas para uma mensagem sobre esperança. A autora desse texto tão especial, Luciane Slomka, reúne uma porção de predicados: psicóloga especializada em oncologia, poetisa, modelo, blogueira (http://creioparaver.blogspot.

Eis que me foi dada a honra de preparar para o Mamatraca um texto sobre o final do ano, sobre esse momento de renovação, esperança e a eterna expectativa de mudanças que todos temos para mais esses 12 meses que se iniciam a partir do dia 01 de Janeiro de 2012.
O dia 1. O marco zero. O que escrever sobre isso que já não tenha sido escrito, falado e pensado? A verdade é que vivemos a base de clichês e rituais que nos formam e nos dão humanidade, e precisamos cada vez mais buscar nossa humanidade mais primária para viver em um mundo tão agitado e competitivo.
Talvez o ano novo seja como a maternidade da qual as mamatracas tanto falam. Uma coisa maravilhosa, um momento lindo e cheio de oportunidades e aprendizados. Mas, acima de tudo, um momento real e que, por ser assim real, traz consigo também temores, desafios, covardias e pequenezas. Parece que no final do ano precisamos ter resoluções prontas, planejamentos delineados, fazer a famosa retrospectiva do ano que passou, assim como na maternidade espera-se que as mães tenham aquele brilho mágico no olhar, aquele ar praticamente divinal de alguém que agora (sim, só agora) está plena, certa e inteira, e que já é um alguém que passa a saber tudo e que a partir do nascimento vai estar reprogramada com um software sobre leitura de cada choro, entendimento de toda cólica, troca de fraldas com maestria e agilidade. Eu não sei que plenitude é essa e acho que esse espaço aqui, ao longo de toda sua existência, surgiu justamente para nos aliviar dessa cobrança pela obrigatoriedade de transmitir a plenitude e de fazermos tudo “certo”.
Mas por favor, esse aqui não é um texto escrito por uma pessimista, muito pelo contrário. Sou tão otimista que consigo permitir todos os espaços de tristeza, medos e dúvidas que um novo ano me suscita, assim como a maternidade me suscitará, sem com isso perder a inocência e o entusiasmo necessários tanto frente à maternidade quanto ao futuro. Sim, eu ainda não sou mãe e mesmo do alto dos meus 33 anos, entusiasmada para conhecer minha barriga e minha identidade como mãe, carrego em mim todos os ideais, todas as fantasias e sonhos que uma ainda-não-mãe precisa ter, mesmo sabendo que depois, tudo isso ganhará um novo panorama ao ver a carinha real do ser que tanto sonho em gerar.
Enquanto estivermos vivos, sempre perceberemos o final de cada ano como um ciclo que se encerra, porque precisamos de ciclos para viver, caso contrário perceber a vida como uma linha incessante e somente interrompida pela morte, seria cansativo e duro demais.
Eu defendo que todas as pessoas, dentro de suas crenças pessoais e religiões, acreditem nesse momento onde magicamente todos ficam generosos, onde todos querem ajudar ao próximo, onde todos querem novos sonhos, que é o momento do Natal e do Ano Novo. Acho que nesses momentos nos permitimos voltar a acreditar no potencial do ser humano, assim como eu sinto que não há momento mais humano e mais esperançoso do que quando um casal decide trazer um filho ao mundo, mesmo contra todas as probabilidades e previsões pessimistas do caos.
Ser mãe é acreditar no futuro; celebrar um fim de ano com esperanças e sonhos também. Quanto mais maduros nos tornamos, mais percebemos que o futuro vem sendo construído nos agoras e nos durantes. Mas toda maturidade também precisa de sonhos; toda vida precisa de continuidade. Queremos todos ser infinitos e os filhos nos trazem essa ideia de continuidade, de legado. Que possamos, então, deixar aos nossos filhos o legado da ingenuidade, do sonho e da esperança que todo dezembro nos traz. E assim, de dezembro em dezembro, vamos tecendo nossa vida, alimentando filhos e sonhos e construindo, sim, um futuro.