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04/06/2018

Reflexiva, pensando na vida. E como as mulheres mães acumulam funções. Eu perguntei no Facebook quais seriam as prioridades das mulheres que me acompanham, entre cuidar de filhos, de casa, trabalhar, estudar, exercer controle social. Várias delas tem muito categoricamente que priorizam (ou gostariam de poder priorizar) o trabalho. Outras sem dúvida os filhos. Outras, como eu, teriam mais dificuldade de escolher entre uma coisa e outra. Eu queria poder fazer tudo. Atualmente até faço, mas não sem grandes prejuízos emocionais, de saúde e de qualidade para as minhas atuações.  Então achei bom escrever sobre o mundo ideal. Para que ele exista pelo menos nos meus sonhos.  Tem apenas uma coisa que eu (pessoalmente) não gostaria de fazer, que é o planejamento doméstico. As outras eu acho que tem como conjugar tudo, num cenário utópico, onde seríamos vistas como gente, e não como peças de uma engrenagem. Como eu queria a vida para mim no mundo dos meus sonhos. Depois me conta se atende os s...

04/06/2018

Chega finalzinho de maio e todo mundo começa a se preparar para o folguedo mais lúdico do Brasil: festa junina! Que não custa relembrar, é talvez a maior festa do país, num monumental sincretismo religioso, que parte da celebração pagã pela colheita, deuses de fertilidade e abundância e se mistura com santos católicos, recebendo ao longo do tempo influências regionais nos quatro cantos do país e do mundo. Nas escolas tipicamente, as festas juninas são confraternizações que partem de um princípio arraigado na cultura, mas também se modificam com as influências da modernidade. E de certo modo, de um conhecimento mediano de cultura de infância que insistimos em manter. A festa junina escolar normalmente acumula brinquedões infláveis de todos os tipos, alimentos norte-americanos e danças readaptadas que "para agradar as crianças" invocam ídolos das paradas de sucesso para dentro do formato tradicional da quadrilha. Um festerê, sô.  As festas juninas escolares, todos devem saber...

14/05/2018

O efeito mãezinha é uma doença social pouco estudada que determina que em qualquer espaço onde houver uma mãe ela será considerada a pessoa mais incapaz para qualquer atividade que deva ser realizada, mesmo que seja algo que dependa exclusivamente dela. Vamos falar de maternidade? Chama um homem especialista. Tipo isso. Por exemplo, parto e amamentação. Vocês viram a primeira cena do #ORP2 correto? ​​   Quem manda no parto é o médico, quem manda na amamentação é o pediatra, quem manda na criação dos filhos é a sociedade inteira, e à mãezinha cabe não atrapalhar. "Não coloca a mão para não contaminar". Estudos empíricos das mãezinhas revoltosas, organizadas entre um pega-na-escola e um será-que-tem-febre, comprovam que o efeito mãezinha não tem cura. A mãe é aquela que será tutelável, repreensível, avaliável, um limbo entre ser uma criança desprezada e um adulto incompetente, com requintes de refinamento dessa opressão hedionda de acordo com a raça e classe da mãezinha. Qu...

17/11/2017

Na última quinta-feira 09/11 ocorreria uma audiência pública na Câmara dos Vereadores, dentro da comissão de Educação e Esportes, para a qual eu fui convidada para compor a mesa. Essa audiência foi convocada ainda quando o prefeito de São Paulo queria oferecer subprodutos da indústria alimentícia para as crianças, medida anunciada em 18/10.

Como num filme de Hollywood, em menos de 15 dias passamos por um surpreendente plot-twist e de farinha de resto as crianças da prefeitura vão comer frutas orgânicas. Curiosidades à parte, audiência ainda necessária, como qualquer audiência, para abrir espaços de diálogos tão urgentes entre poder público e população. E eu estava lá, olha quem mais estava la: 

De acordo com o gabinete do Vereador Toninho Vespoli (PSOL) o Codae (Controladoria de Alimentação Escolar), o Comusan (Conselho Municipal de Segurança Alimentar) Geduc ( Grupo de Atuação Especial de Educação - do Ministério Público) além da SME na figura do Secretário Alexandre Schneider...

20/10/2017

Infelizmente o prefeito de São Paulo toma decisões por nossos filhos sem respeitar nenhuma instância de participação. Sem consultar as leis vigentes. E acima de tudo sem pensar no bem estar em larga escala da população, favorecendo sempre as indústrias e os ricos.  ​   Anunciou na televisão que ia colocar farinha ultra processada de excedentes das indústrias na merenda escolar. Foi a gota d'água. Organizadas, nós fechamos a avenida paulista contra a ração na merenda e pelo cumprimento da Lei 451/2013 que torna obrigatória a priorização da alimentação orgânica na escola.  Desde o chão da escola, até os grupos de pais e mães, passando pelo ativismo materno, não tem ninguém à favor dessa medida. Especialmente da forma obscura com a qual está sendo tratada: o que tem nessa farinha? Quem fez? Porque não estamos oferecendo orgânicos conforme a lei?      Durante o nosso protesto o prefeito disse estar revendo a questão da farinha de resto, apelidada de ração humana. Entrou até ao vivo...

17/10/2017

Nós fomos recebidas pelo secretário municipal da educação Alexandre Schneider no último dia 10 de outrubro. Só para dar um contexto para essa reunião: eu estive na audiência da merenda, que não abriu espaço para as mães. O secretário municipal de educação Alexandre Schneider ofereceu seu tempo para nos escutar, depois que eu me levantei na audiência e desrespeitei o rito proposto pelo vereador Cláudio Fonseca que controlava as falas em evidente silenciamento da comunidade de mães.  Depois de mais de um mês tentando marcar, conseguimos uma data.  Nesse meio tempo já haviam muitas outras pautas com as quais nós, mães da escola pública, estávamos preocupadas para além da merenda. A redução de professores módulos nas escolas (portaria 7663) e um projeto de lei de autoria do mesmo vereador que não queria que nós falássemos na audiência (oh! que surpresa) o PL68 que por fora é bela viola e por dentro é pão bolorento: ele vai, se passar, em médio prazo acabar com as creches totalmente públ...

19/09/2017

Existe uma verba municipal que se chama PTRF (programa de transferência de recursos financeiros). Ela é depositada nas contas bancárias das escolas e tem um longo processo burocrático para utilização. Mas em resumo é com essa verba (+ a verba federal + o dinheiro que se soma da comunidade na famosa carteirinha da APM - Associação de Pais e Mestres) que a escola compra materiais para os professores, melhora as condições de aprendizagem dos estudantes, renova brinquedotecas, bibliotecas, faz passeios, enfim, é o caixa da escola.  Atualmente todas as escolas públicas pagam taxas e tarifas para os bancos que consomem boa parte dessa verba municipal. Ou seja, dinheiro público dos impostos que é para melhorar a educação está sendo usado para pagar tarifa de bancos.

12/09/2017

O Codae é a Controladoria de Alimentação Escolar aqui no município de São Paulo.  Eles que decidem tudo sobre merenda e alimentação dentro da escola. Veja a Liga Da Merenda Leia como banimos o refrigerante na escola do meu filho Quando eu estava envolvida no diálogo via conselho de escola sobre o fim ou permanência do refrigerante nas festinhas mensais que celebram os aniversariantes, eu procurei o Codae para um parecer.  Parecer.  A primeira coisa que me perguntaram: Qual o nome da escola? Sabe, a gente vive uma lógica muito doida aqui nessa cidade, quiçá no país. Todo mundo fala que precisa do público participando, controle social é fundamental e tals. Mas quando a gente participa exigindo transparência na informação, posicionamento, percebemos que esses caminhos ainda não estão construidos. O que sobra? Denúncia! Olha, eu não estava denunciando a escola não. Estava coletando informações de órgãos relevantes para suportar um debate democrático dentro da escola e sua comunidade....

12/09/2017

Chegaram DISPOSTOS. Esse é o ingrediente que faltava na receita do bolo, que vou descrever aqui. Do que precisamos para banir o refrigerante da escola de infância?  1) qualquer pessoa que questionasse essa tradição; 2) uma diretora capaz de exercer sua função e articular o espaço de diálogo, lidando com as dificuldades de construção da democracia, ou seja, uma diretora competente e comprometida; 3) conhecimento das leis e das melhores evidências para apoiar a conversa de forma racional, evitando desgastes de relações e que as pessoas interpretassem essa iniciativa como ataques pessoais, desviando o foco da conversa; 4) professores dispostos a refletir, aprender e acima de tudo, professores que enxergam a criança como prioridade absoluta, como deve ser o educador da infância;  5) comunidade unida em prol desse mesmo objetivo, acima de suas opiniões individuais: um olhar coletivo sobra a infância, rumo à revisão de tradições ruins pelas crianças e não por suas justificativas adultas. Q...

28/08/2017

A romantização do empreendedorismo materno - vendendo a ideia de que apenas o talento e o desejo para fazer determinada coisa seriam suficientes para que uma mulher mãe se tornasse realizada profissionalmente, financeiramente independente e ainda por cima plenamente satisfeita com sua maternidade - está dificultando demais a vida mulheres.

Ninguém vai elucidar - à priori - que empreender é investir investir investir PARA PODER trabalhar trabalhar trabalhar. Vão sempre apresentar um aspecto quase mágico, onde "basta ser quem você é e acreditar nas suas paixões" para as pessoas jogarem dinheiro na sua conta.

Esse discurso as faz acreditar que empreender é uma escolha. Não é. É falta de escolha na maioria das vezes, quando mães são hostilizadas nos ambientes de trabalho, preteridas e muitas vezes demitidas apenas porque... trouxeram alguém para o mundo.

Ao "escolherem" o empreendedorismo materno empacotado, as mulheres não estão plenamente informadas das capacidades comportamentais, técnicas...

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PROJETO CLAREAR

COM CEILA SANTOS

 

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