© 2017 Mamatraca - Site criado por Confia.Me

  • Grey Facebook Icon
  • Grey Twitter Icon
  • Grey YouTube Icon
  • Grey Instagram Icon

04/06/2018

Chega finalzinho de maio e todo mundo começa a se preparar para o folguedo mais lúdico do Brasil: festa junina! Que não custa relembrar, é talvez a maior festa do país, num monumental sincretismo religioso, que parte da celebração pagã pela colheita, deuses de fertilidade e abundância e se mistura com santos católicos, recebendo ao longo do tempo influências regionais nos quatro cantos do país e do mundo. Nas escolas tipicamente, as festas juninas são confraternizações que partem de um princípio arraigado na cultura, mas também se modificam com as influências da modernidade. E de certo modo, de um conhecimento mediano de cultura de infância que insistimos em manter. A festa junina escolar normalmente acumula brinquedões infláveis de todos os tipos, alimentos norte-americanos e danças readaptadas que "para agradar as crianças" invocam ídolos das paradas de sucesso para dentro do formato tradicional da quadrilha. Um festerê, sô.  As festas juninas escolares, todos devem saber...

17/11/2017

Na última quinta-feira 09/11 ocorreria uma audiência pública na Câmara dos Vereadores, dentro da comissão de Educação e Esportes, para a qual eu fui convidada para compor a mesa. Essa audiência foi convocada ainda quando o prefeito de São Paulo queria oferecer subprodutos da indústria alimentícia para as crianças, medida anunciada em 18/10.

Como num filme de Hollywood, em menos de 15 dias passamos por um surpreendente plot-twist e de farinha de resto as crianças da prefeitura vão comer frutas orgânicas. Curiosidades à parte, audiência ainda necessária, como qualquer audiência, para abrir espaços de diálogos tão urgentes entre poder público e população. E eu estava lá, olha quem mais estava la: 

De acordo com o gabinete do Vereador Toninho Vespoli (PSOL) o Codae (Controladoria de Alimentação Escolar), o Comusan (Conselho Municipal de Segurança Alimentar) Geduc ( Grupo de Atuação Especial de Educação - do Ministério Público) além da SME na figura do Secretário Alexandre Schneider...

16/11/2017

Na escola municipal meus filhos basicamente só comem pão, arroz, feijão e macarrão. Os lanches levam muito leite, que eles não tomam. Os pães normalmente são aqueles industrializados cheios de gordura hidrogenada. O macarrão leva molho com carne, então para eles é sempre puro. “Macarrão com vento” eles falam. As refeições não tem variedade de grãos. Ainda bem que existem frutas e saladas. Até pouco tempo as verduras eram todas misturadas nas carnes. Então nem isso eles comiam.

Acho que deveria ser crime colocar carne nos legumes e molhos nos lugares de alimentação pública. Não aguento aquelas saladas do buffet salpicadas de presunto, ou aquela lentilha com bacon boiando. Por que? Por que? Eu sou à favor do separatismo total das carnes e dos legumes na alimentação coletiva. Quem quiser, mistura no prato.

Essa falta de cuidado no cardápio das escolas deixa as #criancasvegetarianas sempre com poucas opções de comida. E não é exclusividade da #escolapublica.

É um desconhecimento (e talvez u...

08/11/2017

Greenwashing é um termo em inglês que significa "lavagem verde". É o hábito das indústrias de usarem "virtudes ambientais" para fazer parecer (através normalmente de publicidade) que seus produtos são ecoeficientes. Na escola e nos canais da prefeitura Greenwashing é prática constante e apresenta sério risco para quem está interessado de verdade em educação ambiental.

Precisamos PARAR de falar de preservação ambiental e começar a AGIR pela preservação ambiental.

As pessoas alucinam achando que o jacaré está em extinção porque um homem mau foi lá e matou o jacaré para fazer bolsa. Ou porque o macaco-sei-lá-o-que está em extinção porque o bandido foi lá e incendiou seu território. 

Os animais estão em extinção porque eu, você e nossas crianças temos hábitos alimentares ruins e de consumo piores ainda.

Nós temos esses hábitos ruins porque o poder público é leniente e não faz políticas eficientes para efetiva proteção e cumprimento de balizas mínimas de sustentabilidade.

E o poder público não t...

17/10/2017

Nós fomos recebidas pelo secretário municipal da educação Alexandre Schneider no último dia 10 de outrubro. Só para dar um contexto para essa reunião: eu estive na audiência da merenda, que não abriu espaço para as mães. O secretário municipal de educação Alexandre Schneider ofereceu seu tempo para nos escutar, depois que eu me levantei na audiência e desrespeitei o rito proposto pelo vereador Cláudio Fonseca que controlava as falas em evidente silenciamento da comunidade de mães.  Depois de mais de um mês tentando marcar, conseguimos uma data.  Nesse meio tempo já haviam muitas outras pautas com as quais nós, mães da escola pública, estávamos preocupadas para além da merenda. A redução de professores módulos nas escolas (portaria 7663) e um projeto de lei de autoria do mesmo vereador que não queria que nós falássemos na audiência (oh! que surpresa) o PL68 que por fora é bela viola e por dentro é pão bolorento: ele vai, se passar, em médio prazo acabar com as creches totalmente públ...

12/09/2017

Chegaram DISPOSTOS. Esse é o ingrediente que faltava na receita do bolo, que vou descrever aqui. Do que precisamos para banir o refrigerante da escola de infância?  1) qualquer pessoa que questionasse essa tradição; 2) uma diretora capaz de exercer sua função e articular o espaço de diálogo, lidando com as dificuldades de construção da democracia, ou seja, uma diretora competente e comprometida; 3) conhecimento das leis e das melhores evidências para apoiar a conversa de forma racional, evitando desgastes de relações e que as pessoas interpretassem essa iniciativa como ataques pessoais, desviando o foco da conversa; 4) professores dispostos a refletir, aprender e acima de tudo, professores que enxergam a criança como prioridade absoluta, como deve ser o educador da infância;  5) comunidade unida em prol desse mesmo objetivo, acima de suas opiniões individuais: um olhar coletivo sobra a infância, rumo à revisão de tradições ruins pelas crianças e não por suas justificativas adultas. Q...

05/09/2017

Por que a piada sobre licença paternidade e Copa do Mundo é machista? "Se você engravidar sua mulher na próxima semana, terá dias semanas de licença paternidade na próxima copa." Na última quinzena temos nos deparado com notícias medonhas de abuso, estupro e violência das mais variadas ordens contra as mulheres. Pode parecer piadinha infame (ai que bom que o mundo era quando a gente podia fazer piada não é mesmo, agora as feministas não deixam mais...) só que não é piadinha. O fato de ter viralizado dessa forma comprova: todo mundo se diverte quando as mulheres permanecem num estado subjugado. Ora, mas Anne o que tem à ver licença paternidade na Copa com subjugar a mulher?  Olha, no mundo que eu quero viver, alguém que sugere que se deva colocar um filho no mundo para ter folga e assistir a Copa de futebol é um perfeito idiota. Porque nessa piada simples está incutido o óbvio: mulheres criam os filhos sozinhas. Estatisticamente, mais de 40% das mães são solo (criam os filh...

04/08/2017

A CULPA NÃO É SUA. Pode largar esse fardo amor. A culpa não é sua. Para além das pesquisas que provam o que eu estou escrevendo, tenha por certo que você é VÍTIMA e não culpada, da indústria do desmame.  Sabe quando uma mulher é agredida e alguém culpa o tamanho da saia que ela estava usando? Com a amamentação é o mesmo conceito: culpar a vítima para proteger o vilão.  E quem é o vilão da amamentação? Bem, eu tenho minha convicção: é a multibilionária indústria do leite artificial e seus aparatos, bicos chupetas e mamadeiras. E junto com ela todas as outras estruturas que lucram com o desmame. Pensa bem, que lucra com amamentação? Seres humanos. Só.  Corporações detestam amamentação porque ela não dá dinheiro.  Quando a saúde pública vai bem, a indústria farmacêutica ganha muito dinheiro? Não. Hospitais? Menos. Dá para vender muitíssimo leite artificial e mamadeira? Não. Dá para aumentar a verba do marketing criando campanhas mirabolantes de pareceria entre conglomerados empresar...

26/05/2017

A primeira reação é culpar os malditos pais! Né? Gente terceirizadora de criança! A verdadeira mãe de pet! Mas o que você pensa de uma escola, um espaço educativo, uma diretora pedagógica ou seja um aparato social responsável pela formação das crianças, VENDENDO serviços de pet-shop para os alunos? Se a educação fosse pública, de qualidade, se as ruas fossem seguras, as praças livres e as crianças queridas, a gente não precisava dessa discussão. Se houvesse de verdade a divisão igualitária da responsabilidade pela criança entre escola, estado, família e sociedade, ninguém precisaria comprar serviço de banho e tosa para bebê. Se essas família não fossem zumbis em busca de mais e mais dinheiro para comprar mais e mais coisas, a gente não precisava dessa discussão. Se o governo gastasse com educação o que gasta com empresários corruptos (que compram para os próprio filhos "educação" em escolas dessa linha, que ironia), provavelmente a gente não veria nada disso acontecendo....

04/05/2017

Sobre a epidemia de obesidade no país como um problema de ordem multifatorial: Sobre o problema da publicidade infantil e a comercialização da infância: Sobre o parecer do Ministério da Educação em relação à publicidade nas escolas: Sobre o grande cenário que envolve venda e promoção de refrigerantes nas escolas: Sobre porque refrigerante faz mal: Sobre a relação perniciosa entre as indústrias multibilionária de alimentos açucarados: Sobre o projeto de lei que quer regulamentar a publicidade infantil: Sobre o projeto de lei que quer cometer o crime de ajudar a teoria ficar alinhada com a prática e proibir refrigerante na escola: Sobre as indústrias totalmente à par de tudo isso e (diferente da sociedade) tomando atitudes para continuar vendendo bem, vendendo mais e vendendo sempre, a verdadeira prioridade absoluta:

Please reload

PROJETO CLAREAR

COM CEILA SANTOS

 

ESPECIAIS