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04/06/2018

Reflexiva, pensando na vida. E como as mulheres mães acumulam funções. Eu perguntei no Facebook quais seriam as prioridades das mulheres que me acompanham, entre cuidar de filhos, de casa, trabalhar, estudar, exercer controle social. Várias delas tem muito categoricamente que priorizam (ou gostariam de poder priorizar) o trabalho. Outras sem dúvida os filhos. Outras, como eu, teriam mais dificuldade de escolher entre uma coisa e outra. Eu queria poder fazer tudo. Atualmente até faço, mas não sem grandes prejuízos emocionais, de saúde e de qualidade para as minhas atuações.  Então achei bom escrever sobre o mundo ideal. Para que ele exista pelo menos nos meus sonhos.  Tem apenas uma coisa que eu (pessoalmente) não gostaria de fazer, que é o planejamento doméstico. As outras eu acho que tem como conjugar tudo, num cenário utópico, onde seríamos vistas como gente, e não como peças de uma engrenagem. Como eu queria a vida para mim no mundo dos meus sonhos. Depois me conta se atende os s...

10/05/2018

Licença Parental Remunerada e Creches Acessíveis podem acabar com a Penalidade Materna A penalidade materna é a última grande barreira para superação da desigualdade de gênero Traduzido do original: Paid Family Leave and Child Care Could Erase Motherhood Wage Penalty Em 1990 mulheres americanas ganhavam 71.6 centavos para cada dólar ganho por homens.  27 anos depois o número permanece o mesmo - mas apenas para algumas mulheres. Em 2017, mães ganham apenas 71 centavos para cada dólar que ganham os pais.  A diferença salarial entre mães e pais nos EUA diminuiu drasticamente nas décadas de 80 e 90 quando as mulheres se juntaram à força de trabalho e alcançaram maiores graduações. Mas  permanece relativamente estagnada desde a metade da década de 90. Existe um grande detrimento para a igualdade financeira do qual as mulheres aparentemente não conseguem se livrar: a maternidade. Ou talvez o caso seja analisar como os empregadores abordam a maternidade. Quando as mulheres se tornam mães...

05/09/2017

Por que a piada sobre licença paternidade e Copa do Mundo é machista? "Se você engravidar sua mulher na próxima semana, terá dias semanas de licença paternidade na próxima copa." Na última quinzena temos nos deparado com notícias medonhas de abuso, estupro e violência das mais variadas ordens contra as mulheres. Pode parecer piadinha infame (ai que bom que o mundo era quando a gente podia fazer piada não é mesmo, agora as feministas não deixam mais...) só que não é piadinha. O fato de ter viralizado dessa forma comprova: todo mundo se diverte quando as mulheres permanecem num estado subjugado. Ora, mas Anne o que tem à ver licença paternidade na Copa com subjugar a mulher?  Olha, no mundo que eu quero viver, alguém que sugere que se deva colocar um filho no mundo para ter folga e assistir a Copa de futebol é um perfeito idiota. Porque nessa piada simples está incutido o óbvio: mulheres criam os filhos sozinhas. Estatisticamente, mais de 40% das mães são solo (criam os filh...

04/08/2017

A CULPA NÃO É SUA. Pode largar esse fardo amor. A culpa não é sua. Para além das pesquisas que provam o que eu estou escrevendo, tenha por certo que você é VÍTIMA e não culpada, da indústria do desmame.  Sabe quando uma mulher é agredida e alguém culpa o tamanho da saia que ela estava usando? Com a amamentação é o mesmo conceito: culpar a vítima para proteger o vilão.  E quem é o vilão da amamentação? Bem, eu tenho minha convicção: é a multibilionária indústria do leite artificial e seus aparatos, bicos chupetas e mamadeiras. E junto com ela todas as outras estruturas que lucram com o desmame. Pensa bem, que lucra com amamentação? Seres humanos. Só.  Corporações detestam amamentação porque ela não dá dinheiro.  Quando a saúde pública vai bem, a indústria farmacêutica ganha muito dinheiro? Não. Hospitais? Menos. Dá para vender muitíssimo leite artificial e mamadeira? Não. Dá para aumentar a verba do marketing criando campanhas mirabolantes de pareceria entre conglomerados empresar...

29/05/2017

Um vídeo de um bebê recém nascido "andando" apoiado em uma enfermeira deslumbrada (que chama a colega, que filma, que chama outra colega) tem mais de 77 milhões de visualizações. ​​   Estranho modo de chegar ao mundo, sendo objeto de deleite de adultos que deveriam (minimamente, já que conhecem recém nascidos) saber que esse reflexo é perfeitamente natural.  E que deveriam, (minimamente, já que trabalham com seres humanos) respeitar os momentos importantes de vínculo entre mães e filhos no pós parto imediato.  E a mãe dessa criança, cadê? Ela sabe que as enfermeiras estão de brincadeirinhas com o filho dela? Ela liberou essa experiência? Foi dada a ela o direito de banhar o próprio bebê? Se ela estivesse no lugar de banhar o filho, teria-o tratado como brinquedinho animado, para alegria dos funcionários do berçário? Ela pode curtir essa chegada com respeito, do alto soberano de suas escolhas, ou esteve à mercê dos cronogramas hospitalares, que permitem até recém nascido a...

23/03/2017

Bem-vindas! À partir de hoje é oficial, você está criando seu filho para viver no mundo neoliberal. A missão é simples. Tudo o que você precisa fazer é ensiná-los a serem herdeiros. Eles vão tocar seus negócios bem sucedidos já construídos, seus bens e imóveis e sua gorda poupança. Ufa, tranquilo! Mas se você não tiver nada disso, seus filhos vão precisar trabalhar para alguém. Não se preocupe muito, basta que você os prepare então para serem profissionais exemplares, com alta competitividade. Empresários de si mesmos!  Essa tarefa também é simples: Esqueça as teorias de igualdade, "mais amor por favor", e os valores humanos que você vem ensinando. Isso é balela. Nada disso presta para sobreviver à competitividade do mercado que oficialmente se apresenta, já que os direitos básicos são agora mercadorias. Saúde, educação, comida, moradia. Compra quem tem. Quem não tem, que se mate para conseguir. Ensinem seus filhos que o que importa é ter dinheiro para comprar as coisas....

02/02/2017

Esse vídeo veio de uma epifania que tive há uns quatro anos. Foi quando um dia eu finalmente saí do pensamento que entendia que amamentação era uma questão de esforço próprio (porque comigo tinha sido assim) e percebi a gravidade do contexto que nos cercava. Escrevi esse texto aqui, que outro dia relendo me deu vontade de completar. Só que dessa vez, falando mesmo.

24/01/2017

A sociedade trata os meninos e as meninas de forma muito diferente. E isso pode colocar nossos bebês em risco!

19/01/2017

Fui convidada representando a Artemis para um painel no evento Brasileiras, do jornal El País com o Instituto Locomotiva. Ao lado da Deputada Manuela D'Ávila e de Ana Laura do Maternativa além de outras candidatas pudemos levar os debates sobre a falácia da conciliação entre maternidade e trabalho, do ponto de vista de uma parcela das mães - as empreendedoras e trabalhadoras que por falta de opção precisaram flexibilizar suas carreiras para poderem participar da vida dos filhos. Esse vídeo é um trecho do painel: 

Veja a matéria na íntegra no jornal El País: 

"Ao mesmo tempo, as mulheres recém mães precisam lidar com algumas expectativas do mundo masculino que aumenta suas jornadas. Para a maioria dos homens, a trabalho doméstico é feminino, um dado que se reflete na cultura machista brasileira. “Ainda vivemos uma crença de que maternidade é uma coisa gloriosa, e que mulher é abençoada por ser mãe. Mas na verdade, ser mãe é um problema para a esmagadora parte das mulheres, principalmente...

17/01/2017

Vamos questionar muito o hábito de se furara as meninas quando nascem? Vamos.

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COM CEILA SANTOS

 

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