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10/05/2018

Licença Parental Remunerada e Creches Acessíveis podem acabar com a Penalidade Materna A penalidade materna é a última grande barreira para superação da desigualdade de gênero Traduzido do original: Paid Family Leave and Child Care Could Erase Motherhood Wage Penalty Em 1990 mulheres americanas ganhavam 71.6 centavos para cada dólar ganho por homens.  27 anos depois o número permanece o mesmo - mas apenas para algumas mulheres. Em 2017, mães ganham apenas 71 centavos para cada dólar que ganham os pais.  A diferença salarial entre mães e pais nos EUA diminuiu drasticamente nas décadas de 80 e 90 quando as mulheres se juntaram à força de trabalho e alcançaram maiores graduações. Mas  permanece relativamente estagnada desde a metade da década de 90. Existe um grande detrimento para a igualdade financeira do qual as mulheres aparentemente não conseguem se livrar: a maternidade. Ou talvez o caso seja analisar como os empregadores abordam a maternidade. Quando as mulheres se tornam mães...

05/09/2017

Por que a piada sobre licença paternidade e Copa do Mundo é machista? "Se você engravidar sua mulher na próxima semana, terá dias semanas de licença paternidade na próxima copa." Na última quinzena temos nos deparado com notícias medonhas de abuso, estupro e violência das mais variadas ordens contra as mulheres. Pode parecer piadinha infame (ai que bom que o mundo era quando a gente podia fazer piada não é mesmo, agora as feministas não deixam mais...) só que não é piadinha. O fato de ter viralizado dessa forma comprova: todo mundo se diverte quando as mulheres permanecem num estado subjugado. Ora, mas Anne o que tem à ver licença paternidade na Copa com subjugar a mulher?  Olha, no mundo que eu quero viver, alguém que sugere que se deva colocar um filho no mundo para ter folga e assistir a Copa de futebol é um perfeito idiota. Porque nessa piada simples está incutido o óbvio: mulheres criam os filhos sozinhas. Estatisticamente, mais de 40% das mães são solo (criam os filh...

28/08/2017

A romantização do empreendedorismo materno - vendendo a ideia de que apenas o talento e o desejo para fazer determinada coisa seriam suficientes para que uma mulher mãe se tornasse realizada profissionalmente, financeiramente independente e ainda por cima plenamente satisfeita com sua maternidade - está dificultando demais a vida mulheres.

Ninguém vai elucidar - à priori - que empreender é investir investir investir PARA PODER trabalhar trabalhar trabalhar. Vão sempre apresentar um aspecto quase mágico, onde "basta ser quem você é e acreditar nas suas paixões" para as pessoas jogarem dinheiro na sua conta.

Esse discurso as faz acreditar que empreender é uma escolha. Não é. É falta de escolha na maioria das vezes, quando mães são hostilizadas nos ambientes de trabalho, preteridas e muitas vezes demitidas apenas porque... trouxeram alguém para o mundo.

Ao "escolherem" o empreendedorismo materno empacotado, as mulheres não estão plenamente informadas das capacidades comportamentais, técnicas...

29/05/2017

Um vídeo de um bebê recém nascido "andando" apoiado em uma enfermeira deslumbrada (que chama a colega, que filma, que chama outra colega) tem mais de 77 milhões de visualizações. ​​   Estranho modo de chegar ao mundo, sendo objeto de deleite de adultos que deveriam (minimamente, já que conhecem recém nascidos) saber que esse reflexo é perfeitamente natural.  E que deveriam, (minimamente, já que trabalham com seres humanos) respeitar os momentos importantes de vínculo entre mães e filhos no pós parto imediato.  E a mãe dessa criança, cadê? Ela sabe que as enfermeiras estão de brincadeirinhas com o filho dela? Ela liberou essa experiência? Foi dada a ela o direito de banhar o próprio bebê? Se ela estivesse no lugar de banhar o filho, teria-o tratado como brinquedinho animado, para alegria dos funcionários do berçário? Ela pode curtir essa chegada com respeito, do alto soberano de suas escolhas, ou esteve à mercê dos cronogramas hospitalares, que permitem até recém nascido a...

20/05/2017

"Empresa não faz doação, faz investimento"

As blogaira tudo receberam um press kit de uma indústria multinacional "apoiando a doação de leite materno". 🤔

O que é uma causa urgente e nobilíssima, no entanto impossível ignorar o fato de que os bancos de leite estão vazios não apenas por falta de doação - mas por falta de amamentação, coisa que gera muito lucro para quem? Para as indústrias multinacionais. 😒

A indústria faz uma caixa de cacarecos, manda para as "influenciadores digitais" bottons, pôsteres e um vidro logotipado da campanha. Na expectativa de mídia espontânea e melhora da percepção de marca, por supuesto. Faz site, contrata agência de imprensa e o caramba todo. 🙄

Com essa grana de ação publicitária, poderia mandar anonimamente uns milhares de vidros com tampa de rosca de plástico - recipiente de coleta de leite sempre em falta, caso tivesse mesmo interessada em ajudar alguma coisa. 😏

Fica por aqui mais um episódio da série "13 razões por que eu sou uma blogueira po...

22/09/2015

A Nestlé é responsável pelos altos índices de desmame no Brasil: Ainda que existam leis que protejam a amamentação, estamos enfrentando sempre uma tarefa hercúlea, quando se trata de informação. Simplesmente porque de um lado há as pessoas, coletivos e polos de conteúdo independente e conhecimento passado de mãe para mãe, e do outro a gigantesca indústria de leite artificial, bicos, chupetas e mamadeiras. Que depende do desmame para seguir prosperando ao lucro máximo. E tem dinheiro para garantir isso, através das maravilhas da publicidade. Eu poderia citar aqui qualquer um dos fabricantes de leite artificial - que travam entre si uma outra luta pela hegemonia do mercado - mas a bola da vez é a gigante Nestlé, pioneira na disseminação de boas práticas para desmame. Na última quinzena a internet (especialmente materna) mostrou a quem quisesse ver, a ardilosidade da publicidade para leite artificial e produtos de introdução alimentar.   Foram eventos "de conteúdo para mães"...

31/07/2015

PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS, MARCAS E LICENCIADORES NÃO APOIAM A AMAMENTAÇÃO. Mal começou a Semana Mundial da Amamentação e já vimos pipocar por aí iniciativas corporativas que pegam carona no evidente valor que existe em favorecer uma das atividades mais amorosas do mundo para aumentar cliques, seguidores, vendas e melhorar imagem percebida. ​​   As agências de marketing formulam suas campanhas baseadas nos desejos, pensamentos, assuntos, medos comuns da maternidade, desde sempre. Pode anotar no seu caderninho, depois da tendência "deixa chorar" e "culpa não", largamente explorada pela indústria nos últimos 5 anos, a bola da vez é vender coisas em nome do amor, usando vários aspectos da maternidade ativa para passar produto porcaria pela esteira do supermercado e da farmácia. Não tarda muito para as mães amamentadeiras, tatuadas, empreendedoras, empoderadas e sei lá mais qual outro rótulo supostamente progressista, começarem a figurar nas campanhas e eventos para...

18/03/2015

Portanto, pesquisas pró aleitamento são sempre muito bem-vindas! Mas permitam-nos refletir sobre seus argumentos, porque esse isoladamente (o da vantagem financeira e inteligência) dá um trimilique na nuca, quando pensamos no ato de amamentar como entrega emocional, física, mental e espiritual de uma mãe, quiçá de toda uma família. E não como um depósito num fundo de finanças para o futuro. De qualquer forma, para quem está amamentando, não duvide dos benefícios a longo prazo, individuais e para o coletivo. Mas uma dica singela é focar-se no momento. Que mesmo que seja prolongado, passa rápido. <3

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PROJETO CLAREAR

COM CEILA SANTOS

 

ESPECIAIS

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