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04/06/2018

Chega finalzinho de maio e todo mundo começa a se preparar para o folguedo mais lúdico do Brasil: festa junina! Que não custa relembrar, é talvez a maior festa do país, num monumental sincretismo religioso, que parte da celebração pagã pela colheita, deuses de fertilidade e abundância e se mistura com santos católicos, recebendo ao longo do tempo influências regionais nos quatro cantos do país e do mundo. Nas escolas tipicamente, as festas juninas são confraternizações que partem de um princípio arraigado na cultura, mas também se modificam com as influências da modernidade. E de certo modo, de um conhecimento mediano de cultura de infância que insistimos em manter. A festa junina escolar normalmente acumula brinquedões infláveis de todos os tipos, alimentos norte-americanos e danças readaptadas que "para agradar as crianças" invocam ídolos das paradas de sucesso para dentro do formato tradicional da quadrilha. Um festerê, sô.  As festas juninas escolares, todos devem saber...

10/05/2018

Licença Parental Remunerada e Creches Acessíveis podem acabar com a Penalidade Materna A penalidade materna é a última grande barreira para superação da desigualdade de gênero Traduzido do original: Paid Family Leave and Child Care Could Erase Motherhood Wage Penalty Em 1990 mulheres americanas ganhavam 71.6 centavos para cada dólar ganho por homens.  27 anos depois o número permanece o mesmo - mas apenas para algumas mulheres. Em 2017, mães ganham apenas 71 centavos para cada dólar que ganham os pais.  A diferença salarial entre mães e pais nos EUA diminuiu drasticamente nas décadas de 80 e 90 quando as mulheres se juntaram à força de trabalho e alcançaram maiores graduações. Mas  permanece relativamente estagnada desde a metade da década de 90. Existe um grande detrimento para a igualdade financeira do qual as mulheres aparentemente não conseguem se livrar: a maternidade. Ou talvez o caso seja analisar como os empregadores abordam a maternidade. Quando as mulheres se tornam mães...

23/04/2018

Uma ação medonha do Greenpeace levou crianças para um aquário. Sonhando e animadas em ver a vida marinha e extensa flora dos oceanos, as crianças de jardim de infância foram apresentadas para um mar de lixo, plásticos velhos e garrafas. A ação supostamente é para chamar a atenção para o problema da poluição dos oceanos pelo plástico, e convoca para a assinatura de uma petição depois de torturar os pequeninos com cenas bizarras de lixo boiando. Evidentemente, o susto das crianças foi usado de forma bem publicitária pela agência responsável para sensibilizar adultos a assinarem uma petição enquanto tomam suas garrafinhas de 600ml de coca cola.

30/11/2017

Para as famílias e especialmente as crianças, de uma forma geral, as CEIS diretas são sempre as melhores opções. Claro que existem excessões, mas as conveniadas costumam ser aquela escolinha do bairro, sem muita estrutura física e com precarização do professor, o que ocasiona queda da qualidade do atendimento. Aqui em São Paulo há CEIS conveniadas funcionando em cima de padarias e açougues.  Na rede de todas as CEIS, apenas 1/4 das escolas é direta. A prefeitura tem anunciado abertura de novas creches, mas ponha reparo! Todas elas indiretas! Belas fotos e aparente boa estrutura, mas a administração dessas escolas é particular. Ora mas isso não seria bom?  Não mesmo. Quem entende a educação como direito e não produto, não pode defender que se terceirize algo que é obrigação dos estados prover, e com qualidade sim. E o problema não é só ideológico: relatórios de muitos e muitos anos do Tribunal de Contas do Município seguem apontando as falhas no sistema de conveniadas e indiretas. Ou...

17/10/2017

Nós fomos recebidas pelo secretário municipal da educação Alexandre Schneider no último dia 10 de outrubro. Só para dar um contexto para essa reunião: eu estive na audiência da merenda, que não abriu espaço para as mães. O secretário municipal de educação Alexandre Schneider ofereceu seu tempo para nos escutar, depois que eu me levantei na audiência e desrespeitei o rito proposto pelo vereador Cláudio Fonseca que controlava as falas em evidente silenciamento da comunidade de mães.  Depois de mais de um mês tentando marcar, conseguimos uma data.  Nesse meio tempo já haviam muitas outras pautas com as quais nós, mães da escola pública, estávamos preocupadas para além da merenda. A redução de professores módulos nas escolas (portaria 7663) e um projeto de lei de autoria do mesmo vereador que não queria que nós falássemos na audiência (oh! que surpresa) o PL68 que por fora é bela viola e por dentro é pão bolorento: ele vai, se passar, em médio prazo acabar com as creches totalmente públ...

26/09/2017

"Toda vez que um professor falta, meu filho relata o que deve ser um grande desespero para toda a escola: crianças amontoadas na sala de aula, um único adulto educador, desestímulo e cansaço para todas as partes. As crianças, claro, vulneráveis que são, serão sempre as mais prejudicadas. Meu filho sempre chora quando isso acontece.  Ele teve uma professora que faltava tanto, mas tanto (sindicalista ela) que avisava as crianças antes da sua agenda de compromissos. E ele me comunicava que naquele dia ele ficaria amontoado em algum lugar. Nesses dias eu não mandava para a escola, privilegiada que sou. "É muito barulho, as crianças gritam demais e a professora grita com eles. A gente não pode sair da sala porque é muita gente pra ir no parque e ela não consegue cuidar."  Quando vocês diminuem professores vocês infringem diretamente a necessidade vital da criança de segurança e movimento. De contato, vínculo, aprendizado. Porque essas faltas (que, sabemos, muitas abusivas)...

12/09/2017

O Codae é a Controladoria de Alimentação Escolar aqui no município de São Paulo.  Eles que decidem tudo sobre merenda e alimentação dentro da escola. Veja a Liga Da Merenda Leia como banimos o refrigerante na escola do meu filho Quando eu estava envolvida no diálogo via conselho de escola sobre o fim ou permanência do refrigerante nas festinhas mensais que celebram os aniversariantes, eu procurei o Codae para um parecer.  Parecer.  A primeira coisa que me perguntaram: Qual o nome da escola? Sabe, a gente vive uma lógica muito doida aqui nessa cidade, quiçá no país. Todo mundo fala que precisa do público participando, controle social é fundamental e tals. Mas quando a gente participa exigindo transparência na informação, posicionamento, percebemos que esses caminhos ainda não estão construidos. O que sobra? Denúncia! Olha, eu não estava denunciando a escola não. Estava coletando informações de órgãos relevantes para suportar um debate democrático dentro da escola e sua comunidade....

12/09/2017

Chegaram DISPOSTOS. Esse é o ingrediente que faltava na receita do bolo, que vou descrever aqui. Do que precisamos para banir o refrigerante da escola de infância?  1) qualquer pessoa que questionasse essa tradição; 2) uma diretora capaz de exercer sua função e articular o espaço de diálogo, lidando com as dificuldades de construção da democracia, ou seja, uma diretora competente e comprometida; 3) conhecimento das leis e das melhores evidências para apoiar a conversa de forma racional, evitando desgastes de relações e que as pessoas interpretassem essa iniciativa como ataques pessoais, desviando o foco da conversa; 4) professores dispostos a refletir, aprender e acima de tudo, professores que enxergam a criança como prioridade absoluta, como deve ser o educador da infância;  5) comunidade unida em prol desse mesmo objetivo, acima de suas opiniões individuais: um olhar coletivo sobra a infância, rumo à revisão de tradições ruins pelas crianças e não por suas justificativas adultas. Q...

29/05/2017

Um vídeo de um bebê recém nascido "andando" apoiado em uma enfermeira deslumbrada (que chama a colega, que filma, que chama outra colega) tem mais de 77 milhões de visualizações. ​​   Estranho modo de chegar ao mundo, sendo objeto de deleite de adultos que deveriam (minimamente, já que conhecem recém nascidos) saber que esse reflexo é perfeitamente natural.  E que deveriam, (minimamente, já que trabalham com seres humanos) respeitar os momentos importantes de vínculo entre mães e filhos no pós parto imediato.  E a mãe dessa criança, cadê? Ela sabe que as enfermeiras estão de brincadeirinhas com o filho dela? Ela liberou essa experiência? Foi dada a ela o direito de banhar o próprio bebê? Se ela estivesse no lugar de banhar o filho, teria-o tratado como brinquedinho animado, para alegria dos funcionários do berçário? Ela pode curtir essa chegada com respeito, do alto soberano de suas escolhas, ou esteve à mercê dos cronogramas hospitalares, que permitem até recém nascido a...

26/05/2017

A primeira reação é culpar os malditos pais! Né? Gente terceirizadora de criança! A verdadeira mãe de pet! Mas o que você pensa de uma escola, um espaço educativo, uma diretora pedagógica ou seja um aparato social responsável pela formação das crianças, VENDENDO serviços de pet-shop para os alunos? Se a educação fosse pública, de qualidade, se as ruas fossem seguras, as praças livres e as crianças queridas, a gente não precisava dessa discussão. Se houvesse de verdade a divisão igualitária da responsabilidade pela criança entre escola, estado, família e sociedade, ninguém precisaria comprar serviço de banho e tosa para bebê. Se essas família não fossem zumbis em busca de mais e mais dinheiro para comprar mais e mais coisas, a gente não precisava dessa discussão. Se o governo gastasse com educação o que gasta com empresários corruptos (que compram para os próprio filhos "educação" em escolas dessa linha, que ironia), provavelmente a gente não veria nada disso acontecendo....

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