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08/11/2017

Greenwashing é um termo em inglês que significa "lavagem verde". É o hábito das indústrias de usarem "virtudes ambientais" para fazer parecer (através normalmente de publicidade) que seus produtos são ecoeficientes. Na escola e nos canais da prefeitura Greenwashing é prática constante e apresenta sério risco para quem está interessado de verdade em educação ambiental.

Precisamos PARAR de falar de preservação ambiental e começar a AGIR pela preservação ambiental.

As pessoas alucinam achando que o jacaré está em extinção porque um homem mau foi lá e matou o jacaré para fazer bolsa. Ou porque o macaco-sei-lá-o-que está em extinção porque o bandido foi lá e incendiou seu território. 

Os animais estão em extinção porque eu, você e nossas crianças temos hábitos alimentares ruins e de consumo piores ainda.

Nós temos esses hábitos ruins porque o poder público é leniente e não faz políticas eficientes para efetiva proteção e cumprimento de balizas mínimas de sustentabilidade.

E o poder público não t...

20/10/2017

Infelizmente o prefeito de São Paulo toma decisões por nossos filhos sem respeitar nenhuma instância de participação. Sem consultar as leis vigentes. E acima de tudo sem pensar no bem estar em larga escala da população, favorecendo sempre as indústrias e os ricos.  ​   Anunciou na televisão que ia colocar farinha ultra processada de excedentes das indústrias na merenda escolar. Foi a gota d'água. Organizadas, nós fechamos a avenida paulista contra a ração na merenda e pelo cumprimento da Lei 451/2013 que torna obrigatória a priorização da alimentação orgânica na escola.  Desde o chão da escola, até os grupos de pais e mães, passando pelo ativismo materno, não tem ninguém à favor dessa medida. Especialmente da forma obscura com a qual está sendo tratada: o que tem nessa farinha? Quem fez? Porque não estamos oferecendo orgânicos conforme a lei?      Durante o nosso protesto o prefeito disse estar revendo a questão da farinha de resto, apelidada de ração humana. Entrou até ao vivo...

17/10/2017

Nós fomos recebidas pelo secretário municipal da educação Alexandre Schneider no último dia 10 de outrubro. Só para dar um contexto para essa reunião: eu estive na audiência da merenda, que não abriu espaço para as mães. O secretário municipal de educação Alexandre Schneider ofereceu seu tempo para nos escutar, depois que eu me levantei na audiência e desrespeitei o rito proposto pelo vereador Cláudio Fonseca que controlava as falas em evidente silenciamento da comunidade de mães.  Depois de mais de um mês tentando marcar, conseguimos uma data.  Nesse meio tempo já haviam muitas outras pautas com as quais nós, mães da escola pública, estávamos preocupadas para além da merenda. A redução de professores módulos nas escolas (portaria 7663) e um projeto de lei de autoria do mesmo vereador que não queria que nós falássemos na audiência (oh! que surpresa) o PL68 que por fora é bela viola e por dentro é pão bolorento: ele vai, se passar, em médio prazo acabar com as creches totalmente públ...

26/09/2017

"Toda vez que um professor falta, meu filho relata o que deve ser um grande desespero para toda a escola: crianças amontoadas na sala de aula, um único adulto educador, desestímulo e cansaço para todas as partes. As crianças, claro, vulneráveis que são, serão sempre as mais prejudicadas. Meu filho sempre chora quando isso acontece.  Ele teve uma professora que faltava tanto, mas tanto (sindicalista ela) que avisava as crianças antes da sua agenda de compromissos. E ele me comunicava que naquele dia ele ficaria amontoado em algum lugar. Nesses dias eu não mandava para a escola, privilegiada que sou. "É muito barulho, as crianças gritam demais e a professora grita com eles. A gente não pode sair da sala porque é muita gente pra ir no parque e ela não consegue cuidar."  Quando vocês diminuem professores vocês infringem diretamente a necessidade vital da criança de segurança e movimento. De contato, vínculo, aprendizado. Porque essas faltas (que, sabemos, muitas abusivas)...

19/09/2017

Existe uma verba municipal que se chama PTRF (programa de transferência de recursos financeiros). Ela é depositada nas contas bancárias das escolas e tem um longo processo burocrático para utilização. Mas em resumo é com essa verba (+ a verba federal + o dinheiro que se soma da comunidade na famosa carteirinha da APM - Associação de Pais e Mestres) que a escola compra materiais para os professores, melhora as condições de aprendizagem dos estudantes, renova brinquedotecas, bibliotecas, faz passeios, enfim, é o caixa da escola.  Atualmente todas as escolas públicas pagam taxas e tarifas para os bancos que consomem boa parte dessa verba municipal. Ou seja, dinheiro público dos impostos que é para melhorar a educação está sendo usado para pagar tarifa de bancos.

12/09/2017

O Codae é a Controladoria de Alimentação Escolar aqui no município de São Paulo.  Eles que decidem tudo sobre merenda e alimentação dentro da escola. Veja a Liga Da Merenda Leia como banimos o refrigerante na escola do meu filho Quando eu estava envolvida no diálogo via conselho de escola sobre o fim ou permanência do refrigerante nas festinhas mensais que celebram os aniversariantes, eu procurei o Codae para um parecer.  Parecer.  A primeira coisa que me perguntaram: Qual o nome da escola? Sabe, a gente vive uma lógica muito doida aqui nessa cidade, quiçá no país. Todo mundo fala que precisa do público participando, controle social é fundamental e tals. Mas quando a gente participa exigindo transparência na informação, posicionamento, percebemos que esses caminhos ainda não estão construidos. O que sobra? Denúncia! Olha, eu não estava denunciando a escola não. Estava coletando informações de órgãos relevantes para suportar um debate democrático dentro da escola e sua comunidade....

12/09/2017

Chegaram DISPOSTOS. Esse é o ingrediente que faltava na receita do bolo, que vou descrever aqui. Do que precisamos para banir o refrigerante da escola de infância?  1) qualquer pessoa que questionasse essa tradição; 2) uma diretora capaz de exercer sua função e articular o espaço de diálogo, lidando com as dificuldades de construção da democracia, ou seja, uma diretora competente e comprometida; 3) conhecimento das leis e das melhores evidências para apoiar a conversa de forma racional, evitando desgastes de relações e que as pessoas interpretassem essa iniciativa como ataques pessoais, desviando o foco da conversa; 4) professores dispostos a refletir, aprender e acima de tudo, professores que enxergam a criança como prioridade absoluta, como deve ser o educador da infância;  5) comunidade unida em prol desse mesmo objetivo, acima de suas opiniões individuais: um olhar coletivo sobra a infância, rumo à revisão de tradições ruins pelas crianças e não por suas justificativas adultas. Q...

31/08/2017

Hoje nós estivemos na audiência pública que tinha por objetivo discutir a merenda na cidade de São Paulo. Ainda que o poder público - na figura do Secretário da Educação Alexandre Schneider - repetidas vezes informe que não há cortes nem tampouco orientações dadas para as escolas de regular a repetição dos itens saudáveis do cardápio (como frutas por exemplo) os relatos da população trazem o contrário. Conversando com as #MãesDaEscolaPública já recebi as seguintes histórias: - uma banana para cada duas crianças; - gelatina no lugar da fruta; - fornecimento de leitinhos industrializados (tipo Toddynho) como se fossem parceiras com marcas famosas; - escolas que tiveram itens básicos reduzidos (como óleo e sal de cozinha); - corte sem explicação do bolo de aniversário;  - incoerências graves no cardápio (tipo era para ter macarrão com molho, salada e fruta, vem macarrão sem nada e gelatina); Era minha intenção trazer esses relatos para a audiência, para entender por que o discurso é tã...

26/05/2017

A primeira reação é culpar os malditos pais! Né? Gente terceirizadora de criança! A verdadeira mãe de pet! Mas o que você pensa de uma escola, um espaço educativo, uma diretora pedagógica ou seja um aparato social responsável pela formação das crianças, VENDENDO serviços de pet-shop para os alunos? Se a educação fosse pública, de qualidade, se as ruas fossem seguras, as praças livres e as crianças queridas, a gente não precisava dessa discussão. Se houvesse de verdade a divisão igualitária da responsabilidade pela criança entre escola, estado, família e sociedade, ninguém precisaria comprar serviço de banho e tosa para bebê. Se essas família não fossem zumbis em busca de mais e mais dinheiro para comprar mais e mais coisas, a gente não precisava dessa discussão. Se o governo gastasse com educação o que gasta com empresários corruptos (que compram para os próprio filhos "educação" em escolas dessa linha, que ironia), provavelmente a gente não veria nada disso acontecendo....

04/05/2017

Sobre a epidemia de obesidade no país como um problema de ordem multifatorial: Sobre o problema da publicidade infantil e a comercialização da infância: Sobre o parecer do Ministério da Educação em relação à publicidade nas escolas: Sobre o grande cenário que envolve venda e promoção de refrigerantes nas escolas: Sobre porque refrigerante faz mal: Sobre a relação perniciosa entre as indústrias multibilionária de alimentos açucarados: Sobre o projeto de lei que quer regulamentar a publicidade infantil: Sobre o projeto de lei que quer cometer o crime de ajudar a teoria ficar alinhada com a prática e proibir refrigerante na escola: Sobre as indústrias totalmente à par de tudo isso e (diferente da sociedade) tomando atitudes para continuar vendendo bem, vendendo mais e vendendo sempre, a verdadeira prioridade absoluta:

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PROJETO CLAREAR

COM CEILA SANTOS

 

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