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20/10/2017

Infelizmente o prefeito de São Paulo toma decisões por nossos filhos sem respeitar nenhuma instância de participação. Sem consultar as leis vigentes. E acima de tudo sem pensar no bem estar em larga escala da população, favorecendo sempre as indústrias e os ricos.  ​   Anunciou na televisão que ia colocar farinha ultra processada de excedentes das indústrias na merenda escolar. Foi a gota d'água. Organizadas, nós fechamos a avenida paulista contra a ração na merenda e pelo cumprimento da Lei 451/2013 que torna obrigatória a priorização da alimentação orgânica na escola.  Desde o chão da escola, até os grupos de pais e mães, passando pelo ativismo materno, não tem ninguém à favor dessa medida. Especialmente da forma obscura com a qual está sendo tratada: o que tem nessa farinha? Quem fez? Porque não estamos oferecendo orgânicos conforme a lei?      Durante o nosso protesto o prefeito disse estar revendo a questão da farinha de resto, apelidada de ração humana. Entrou até ao vivo...

17/10/2017

Nós fomos recebidas pelo secretário municipal da educação Alexandre Schneider no último dia 10 de outrubro. Só para dar um contexto para essa reunião: eu estive na audiência da merenda, que não abriu espaço para as mães. O secretário municipal de educação Alexandre Schneider ofereceu seu tempo para nos escutar, depois que eu me levantei na audiência e desrespeitei o rito proposto pelo vereador Cláudio Fonseca que controlava as falas em evidente silenciamento da comunidade de mães.  Depois de mais de um mês tentando marcar, conseguimos uma data.  Nesse meio tempo já haviam muitas outras pautas com as quais nós, mães da escola pública, estávamos preocupadas para além da merenda. A redução de professores módulos nas escolas (portaria 7663) e um projeto de lei de autoria do mesmo vereador que não queria que nós falássemos na audiência (oh! que surpresa) o PL68 que por fora é bela viola e por dentro é pão bolorento: ele vai, se passar, em médio prazo acabar com as creches totalmente públ...

31/08/2017

Hoje nós estivemos na audiência pública que tinha por objetivo discutir a merenda na cidade de São Paulo. Ainda que o poder público - na figura do Secretário da Educação Alexandre Schneider - repetidas vezes informe que não há cortes nem tampouco orientações dadas para as escolas de regular a repetição dos itens saudáveis do cardápio (como frutas por exemplo) os relatos da população trazem o contrário. Conversando com as #MãesDaEscolaPública já recebi as seguintes histórias: - uma banana para cada duas crianças; - gelatina no lugar da fruta; - fornecimento de leitinhos industrializados (tipo Toddynho) como se fossem parceiras com marcas famosas; - escolas que tiveram itens básicos reduzidos (como óleo e sal de cozinha); - corte sem explicação do bolo de aniversário;  - incoerências graves no cardápio (tipo era para ter macarrão com molho, salada e fruta, vem macarrão sem nada e gelatina); Era minha intenção trazer esses relatos para a audiência, para entender por que o discurso é tã...

24/01/2017

A sociedade trata os meninos e as meninas de forma muito diferente. E isso pode colocar nossos bebês em risco!

19/01/2017

Fui convidada representando a Artemis para um painel no evento Brasileiras, do jornal El País com o Instituto Locomotiva. Ao lado da Deputada Manuela D'Ávila e de Ana Laura do Maternativa além de outras candidatas pudemos levar os debates sobre a falácia da conciliação entre maternidade e trabalho, do ponto de vista de uma parcela das mães - as empreendedoras e trabalhadoras que por falta de opção precisaram flexibilizar suas carreiras para poderem participar da vida dos filhos. Esse vídeo é um trecho do painel: 

Veja a matéria na íntegra no jornal El País: 

"Ao mesmo tempo, as mulheres recém mães precisam lidar com algumas expectativas do mundo masculino que aumenta suas jornadas. Para a maioria dos homens, a trabalho doméstico é feminino, um dado que se reflete na cultura machista brasileira. “Ainda vivemos uma crença de que maternidade é uma coisa gloriosa, e que mulher é abençoada por ser mãe. Mas na verdade, ser mãe é um problema para a esmagadora parte das mulheres, principalmente...

20/05/2016

ou

Formas sutis de dizer que você não pode!

Texto originalmente publicado no finado Super Duper em 27/02/2013

Assisti o trailer do documentário Milky Way

Uma frase desse pequeno trailer me chamou atenção:

"Temos que começar a questionar do que estamos privando as mães quando dizemos para elas que não são capazes de amamentar seus bebês."

Isso ficou ecoando na minha cabeça, porque eu nunca havia entendido que o mundo acreditava que eu seria incapaz de aleitar meu filho. Mesmo assim, eu morria de medo de não conseguir, de falhar. Essa incoerência não faz sentido, se eu me acreditava capaz, porque o medo? E quando eu me questiono do que estamos privando as mães quando elas acreditam que não são capazes de amamentar seus filhos, eu vejo isso:

Tem um olhar que as crianças fazem quando mamam. É efêmero,  só para a mãe. É um lampejo entre as almas, através das janelas, os olhos. É disso que estamos privando as mães, quando nos comportamos como se elas fossem incapazes. Um prêmio para quem adivi...

16/07/2015

Acontece que hoje, os efeitos de publicidade para crianças são igualmente ruins como há trinta anos. Mas com mais investimento em dinheiro, mais espaço de mídia e envolvendo a criança em todos os momentos da sua vida. Isso tem uma explicação simples: as empresas sabem que fidelização funciona. As empresas estão vivas e assim pretendem ficar, com a mentalidade imperial de ganhar mais território, mais adeptos, mais clientes, por muitas e muitas décadas. Então, fidelizar uma criança hoje é garantir um consumidor com simpatia à marca no futuro. E não se trata apenas de fidelizar para uma marca. Se trata de fidelizar para um jeito de pensar, inebriado por afeto. Nossa geração de adultos fidelizados pela publicidade vê nas marcas pessoas de direito. Defende as marcas, como se elas fossem gente. A fidelização para marcas constrói a cultura do capitalismo neoliberal, onde corporações tem direitos humanos e “falam com você”. Assiste esse documentário aqui quando tiver um tempinho. ​​ Tomemo...

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PROJETO CLAREAR

COM CEILA SANTOS

 

ESPECIAIS

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