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04/06/2018

Chega finalzinho de maio e todo mundo começa a se preparar para o folguedo mais lúdico do Brasil: festa junina! Que não custa relembrar, é talvez a maior festa do país, num monumental sincretismo religioso, que parte da celebração pagã pela colheita, deuses de fertilidade e abundância e se mistura com santos católicos, recebendo ao longo do tempo influências regionais nos quatro cantos do país e do mundo. Nas escolas tipicamente, as festas juninas são confraternizações que partem de um princípio arraigado na cultura, mas também se modificam com as influências da modernidade. E de certo modo, de um conhecimento mediano de cultura de infância que insistimos em manter. A festa junina escolar normalmente acumula brinquedões infláveis de todos os tipos, alimentos norte-americanos e danças readaptadas que "para agradar as crianças" invocam ídolos das paradas de sucesso para dentro do formato tradicional da quadrilha. Um festerê, sô.  As festas juninas escolares, todos devem saber...

30/11/2017

Para as famílias e especialmente as crianças, de uma forma geral, as CEIS diretas são sempre as melhores opções. Claro que existem excessões, mas as conveniadas costumam ser aquela escolinha do bairro, sem muita estrutura física e com precarização do professor, o que ocasiona queda da qualidade do atendimento. Aqui em São Paulo há CEIS conveniadas funcionando em cima de padarias e açougues.  Na rede de todas as CEIS, apenas 1/4 das escolas é direta. A prefeitura tem anunciado abertura de novas creches, mas ponha reparo! Todas elas indiretas! Belas fotos e aparente boa estrutura, mas a administração dessas escolas é particular. Ora mas isso não seria bom?  Não mesmo. Quem entende a educação como direito e não produto, não pode defender que se terceirize algo que é obrigação dos estados prover, e com qualidade sim. E o problema não é só ideológico: relatórios de muitos e muitos anos do Tribunal de Contas do Município seguem apontando as falhas no sistema de conveniadas e indiretas. Ou...

17/11/2017

Na última quinta-feira 09/11 ocorreria uma audiência pública na Câmara dos Vereadores, dentro da comissão de Educação e Esportes, para a qual eu fui convidada para compor a mesa. Essa audiência foi convocada ainda quando o prefeito de São Paulo queria oferecer subprodutos da indústria alimentícia para as crianças, medida anunciada em 18/10.

Como num filme de Hollywood, em menos de 15 dias passamos por um surpreendente plot-twist e de farinha de resto as crianças da prefeitura vão comer frutas orgânicas. Curiosidades à parte, audiência ainda necessária, como qualquer audiência, para abrir espaços de diálogos tão urgentes entre poder público e população. E eu estava lá, olha quem mais estava la: 

De acordo com o gabinete do Vereador Toninho Vespoli (PSOL) o Codae (Controladoria de Alimentação Escolar), o Comusan (Conselho Municipal de Segurança Alimentar) Geduc ( Grupo de Atuação Especial de Educação - do Ministério Público) além da SME na figura do Secretário Alexandre Schneider...

08/11/2017

Greenwashing é um termo em inglês que significa "lavagem verde". É o hábito das indústrias de usarem "virtudes ambientais" para fazer parecer (através normalmente de publicidade) que seus produtos são ecoeficientes. Na escola e nos canais da prefeitura Greenwashing é prática constante e apresenta sério risco para quem está interessado de verdade em educação ambiental.

Precisamos PARAR de falar de preservação ambiental e começar a AGIR pela preservação ambiental.

As pessoas alucinam achando que o jacaré está em extinção porque um homem mau foi lá e matou o jacaré para fazer bolsa. Ou porque o macaco-sei-lá-o-que está em extinção porque o bandido foi lá e incendiou seu território. 

Os animais estão em extinção porque eu, você e nossas crianças temos hábitos alimentares ruins e de consumo piores ainda.

Nós temos esses hábitos ruins porque o poder público é leniente e não faz políticas eficientes para efetiva proteção e cumprimento de balizas mínimas de sustentabilidade.

E o poder público não t...

17/10/2017

Nós fomos recebidas pelo secretário municipal da educação Alexandre Schneider no último dia 10 de outrubro. Só para dar um contexto para essa reunião: eu estive na audiência da merenda, que não abriu espaço para as mães. O secretário municipal de educação Alexandre Schneider ofereceu seu tempo para nos escutar, depois que eu me levantei na audiência e desrespeitei o rito proposto pelo vereador Cláudio Fonseca que controlava as falas em evidente silenciamento da comunidade de mães.  Depois de mais de um mês tentando marcar, conseguimos uma data.  Nesse meio tempo já haviam muitas outras pautas com as quais nós, mães da escola pública, estávamos preocupadas para além da merenda. A redução de professores módulos nas escolas (portaria 7663) e um projeto de lei de autoria do mesmo vereador que não queria que nós falássemos na audiência (oh! que surpresa) o PL68 que por fora é bela viola e por dentro é pão bolorento: ele vai, se passar, em médio prazo acabar com as creches totalmente públ...

26/09/2017

"Toda vez que um professor falta, meu filho relata o que deve ser um grande desespero para toda a escola: crianças amontoadas na sala de aula, um único adulto educador, desestímulo e cansaço para todas as partes. As crianças, claro, vulneráveis que são, serão sempre as mais prejudicadas. Meu filho sempre chora quando isso acontece.  Ele teve uma professora que faltava tanto, mas tanto (sindicalista ela) que avisava as crianças antes da sua agenda de compromissos. E ele me comunicava que naquele dia ele ficaria amontoado em algum lugar. Nesses dias eu não mandava para a escola, privilegiada que sou. "É muito barulho, as crianças gritam demais e a professora grita com eles. A gente não pode sair da sala porque é muita gente pra ir no parque e ela não consegue cuidar."  Quando vocês diminuem professores vocês infringem diretamente a necessidade vital da criança de segurança e movimento. De contato, vínculo, aprendizado. Porque essas faltas (que, sabemos, muitas abusivas)...

12/09/2017

Chegaram DISPOSTOS. Esse é o ingrediente que faltava na receita do bolo, que vou descrever aqui. Do que precisamos para banir o refrigerante da escola de infância?  1) qualquer pessoa que questionasse essa tradição; 2) uma diretora capaz de exercer sua função e articular o espaço de diálogo, lidando com as dificuldades de construção da democracia, ou seja, uma diretora competente e comprometida; 3) conhecimento das leis e das melhores evidências para apoiar a conversa de forma racional, evitando desgastes de relações e que as pessoas interpretassem essa iniciativa como ataques pessoais, desviando o foco da conversa; 4) professores dispostos a refletir, aprender e acima de tudo, professores que enxergam a criança como prioridade absoluta, como deve ser o educador da infância;  5) comunidade unida em prol desse mesmo objetivo, acima de suas opiniões individuais: um olhar coletivo sobra a infância, rumo à revisão de tradições ruins pelas crianças e não por suas justificativas adultas. Q...

26/05/2017

A primeira reação é culpar os malditos pais! Né? Gente terceirizadora de criança! A verdadeira mãe de pet! Mas o que você pensa de uma escola, um espaço educativo, uma diretora pedagógica ou seja um aparato social responsável pela formação das crianças, VENDENDO serviços de pet-shop para os alunos? Se a educação fosse pública, de qualidade, se as ruas fossem seguras, as praças livres e as crianças queridas, a gente não precisava dessa discussão. Se houvesse de verdade a divisão igualitária da responsabilidade pela criança entre escola, estado, família e sociedade, ninguém precisaria comprar serviço de banho e tosa para bebê. Se essas família não fossem zumbis em busca de mais e mais dinheiro para comprar mais e mais coisas, a gente não precisava dessa discussão. Se o governo gastasse com educação o que gasta com empresários corruptos (que compram para os próprio filhos "educação" em escolas dessa linha, que ironia), provavelmente a gente não veria nada disso acontecendo....

04/05/2017

Sobre a epidemia de obesidade no país como um problema de ordem multifatorial: Sobre o problema da publicidade infantil e a comercialização da infância: Sobre o parecer do Ministério da Educação em relação à publicidade nas escolas: Sobre o grande cenário que envolve venda e promoção de refrigerantes nas escolas: Sobre porque refrigerante faz mal: Sobre a relação perniciosa entre as indústrias multibilionária de alimentos açucarados: Sobre o projeto de lei que quer regulamentar a publicidade infantil: Sobre o projeto de lei que quer cometer o crime de ajudar a teoria ficar alinhada com a prática e proibir refrigerante na escola: Sobre as indústrias totalmente à par de tudo isso e (diferente da sociedade) tomando atitudes para continuar vendendo bem, vendendo mais e vendendo sempre, a verdadeira prioridade absoluta:

19/04/2017

Eu não resisti e hoje cedo dei sermão (semi) adequado para a faixa etária, sobre a questão indígena no país.  Me incomoda demais o jeito que o tema é tratado. 200 dias letivos consumindo vorazmente sub-produtos da publicidade infantil, e só no 19 de abril que se presta essa "homenagem" na escola.  - Prestem atenção no que vão dizer para vocês na escola, meninos. Nem tudo que contam para a gente é verdade, a gente precisa sempre estudar e conhecer várias versões da história, para poder formar uma opinião. Eu, também do alto da profunda ignorância de quem só tem acesso à cultura indígena através dos livros, contos, músicas e histórias - que resistem bravamente em casa, em meio a tanto pokemon - já estava confabulando o que faria se me chegassem em casa com aquela pena de EVA com glitter ou a pintura facial de durex colorido.  Que nervoso. Que vergonha. Que injustiça.  - Mãe eu preciso te contar uma coisa sobre o dia do índio na escola e você não vai gostar.  A pessoa sabe...

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