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04/06/2018

Reflexiva, pensando na vida. E como as mulheres mães acumulam funções. Eu perguntei no Facebook quais seriam as prioridades das mulheres que me acompanham, entre cuidar de filhos, de casa, trabalhar, estudar, exercer controle social. Várias delas tem muito categoricamente que priorizam (ou gostariam de poder priorizar) o trabalho. Outras sem dúvida os filhos. Outras, como eu, teriam mais dificuldade de escolher entre uma coisa e outra. Eu queria poder fazer tudo. Atualmente até faço, mas não sem grandes prejuízos emocionais, de saúde e de qualidade para as minhas atuações.  Então achei bom escrever sobre o mundo ideal. Para que ele exista pelo menos nos meus sonhos.  Tem apenas uma coisa que eu (pessoalmente) não gostaria de fazer, que é o planejamento doméstico. As outras eu acho que tem como conjugar tudo, num cenário utópico, onde seríamos vistas como gente, e não como peças de uma engrenagem. Como eu queria a vida para mim no mundo dos meus sonhos. Depois me conta se atende os s...

14/05/2018

O efeito mãezinha é uma doença social pouco estudada que determina que em qualquer espaço onde houver uma mãe ela será considerada a pessoa mais incapaz para qualquer atividade que deva ser realizada, mesmo que seja algo que dependa exclusivamente dela. Vamos falar de maternidade? Chama um homem especialista. Tipo isso. Por exemplo, parto e amamentação. Vocês viram a primeira cena do #ORP2 correto? ​​   Quem manda no parto é o médico, quem manda na amamentação é o pediatra, quem manda na criação dos filhos é a sociedade inteira, e à mãezinha cabe não atrapalhar. "Não coloca a mão para não contaminar". Estudos empíricos das mãezinhas revoltosas, organizadas entre um pega-na-escola e um será-que-tem-febre, comprovam que o efeito mãezinha não tem cura. A mãe é aquela que será tutelável, repreensível, avaliável, um limbo entre ser uma criança desprezada e um adulto incompetente, com requintes de refinamento dessa opressão hedionda de acordo com a raça e classe da mãezinha. Qu...

10/05/2018

Licença Parental Remunerada e Creches Acessíveis podem acabar com a Penalidade Materna A penalidade materna é a última grande barreira para superação da desigualdade de gênero Traduzido do original: Paid Family Leave and Child Care Could Erase Motherhood Wage Penalty Em 1990 mulheres americanas ganhavam 71.6 centavos para cada dólar ganho por homens.  27 anos depois o número permanece o mesmo - mas apenas para algumas mulheres. Em 2017, mães ganham apenas 71 centavos para cada dólar que ganham os pais.  A diferença salarial entre mães e pais nos EUA diminuiu drasticamente nas décadas de 80 e 90 quando as mulheres se juntaram à força de trabalho e alcançaram maiores graduações. Mas  permanece relativamente estagnada desde a metade da década de 90. Existe um grande detrimento para a igualdade financeira do qual as mulheres aparentemente não conseguem se livrar: a maternidade. Ou talvez o caso seja analisar como os empregadores abordam a maternidade. Quando as mulheres se tornam mães...

28/08/2017

A romantização do empreendedorismo materno - vendendo a ideia de que apenas o talento e o desejo para fazer determinada coisa seriam suficientes para que uma mulher mãe se tornasse realizada profissionalmente, financeiramente independente e ainda por cima plenamente satisfeita com sua maternidade - está dificultando demais a vida mulheres.

Ninguém vai elucidar - à priori - que empreender é investir investir investir PARA PODER trabalhar trabalhar trabalhar. Vão sempre apresentar um aspecto quase mágico, onde "basta ser quem você é e acreditar nas suas paixões" para as pessoas jogarem dinheiro na sua conta.

Esse discurso as faz acreditar que empreender é uma escolha. Não é. É falta de escolha na maioria das vezes, quando mães são hostilizadas nos ambientes de trabalho, preteridas e muitas vezes demitidas apenas porque... trouxeram alguém para o mundo.

Ao "escolherem" o empreendedorismo materno empacotado, as mulheres não estão plenamente informadas das capacidades comportamentais, técnicas...

19/01/2017

Fui convidada representando a Artemis para um painel no evento Brasileiras, do jornal El País com o Instituto Locomotiva. Ao lado da Deputada Manuela D'Ávila e de Ana Laura do Maternativa além de outras candidatas pudemos levar os debates sobre a falácia da conciliação entre maternidade e trabalho, do ponto de vista de uma parcela das mães - as empreendedoras e trabalhadoras que por falta de opção precisaram flexibilizar suas carreiras para poderem participar da vida dos filhos. Esse vídeo é um trecho do painel: 

Veja a matéria na íntegra no jornal El País: 

"Ao mesmo tempo, as mulheres recém mães precisam lidar com algumas expectativas do mundo masculino que aumenta suas jornadas. Para a maioria dos homens, a trabalho doméstico é feminino, um dado que se reflete na cultura machista brasileira. “Ainda vivemos uma crença de que maternidade é uma coisa gloriosa, e que mulher é abençoada por ser mãe. Mas na verdade, ser mãe é um problema para a esmagadora parte das mulheres, principalmente...

21/09/2011

Maternidade e carreira quase sempre são encaradas como situações conflitantes no campo de interesses do coração. Esta eterna dicotomia vem com uma cerejinha pro bolo da vida apressada: o sentimento de culpa

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PROJETO CLAREAR

COM CEILA SANTOS

 

ESPECIAIS

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