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19/04/2017

Eu não resisti e hoje cedo dei sermão (semi) adequado para a faixa etária, sobre a questão indígena no país.  Me incomoda demais o jeito que o tema é tratado. 200 dias letivos consumindo vorazmente sub-produtos da publicidade infantil, e só no 19 de abril que se presta essa "homenagem" na escola.  - Prestem atenção no que vão dizer para vocês na escola, meninos. Nem tudo que contam para a gente é verdade, a gente precisa sempre estudar e conhecer várias versões da história, para poder formar uma opinião. Eu, também do alto da profunda ignorância de quem só tem acesso à cultura indígena através dos livros, contos, músicas e histórias - que resistem bravamente em casa, em meio a tanto pokemon - já estava confabulando o que faria se me chegassem em casa com aquela pena de EVA com glitter ou a pintura facial de durex colorido.  Que nervoso. Que vergonha. Que injustiça.  - Mãe eu preciso te contar uma coisa sobre o dia do índio na escola e você não vai gostar.  A pessoa sabe...

Conheci o trabalho de Gandhy Piorsky há cinco anos e mudou minha maneira de ver o brincar. Gandhy é um filósofo brincante. Descobriu os brinquedos através de um ventríloquo desbocado que lhe apresentou a alma do brincar. Desde então, o silêncio barulhento de meninos e meninas se tornou sua bússola e é com ela que ele nos conduz pelos caminhos do imaginar. Vou tentar rascunhar alguns pensamentos dele sobre o brincar, como uma colcha de retalhos. Convido-os, a percorrerem comigo cada alinhavo. O BRINCAR E OS QUATRO ELEMENTOS Gandhy pesquisou o brincar em 25 comunidades no Ceará e percebeu que para cada brinquedo existe um movimento, um olhar, um elemento.   Os brinquedos se dividem em: brinquedos de terra, água, fogo e ar. Cada um deles se manifesta de uma forma e estão no brincar diário das nossas crianças. Brinquedos de Terra são aqueles do universo da casa, da família, os de investigação da matéria. Os de Água exigem das crianças simetria e equilíbrio para a construção dos brinqu...

02/02/2012

Os motivos de maior ansiedade para qualquer pai e mãe é que seu filho sofra. Independente do tipo de sofrimento. Por mais óbvia que esta afirmação possa parecer, ela é relevante pois vivemos em uma época em que as famílias possuem dificuldades em lidar com o sofrimento e frustração de seus filhos, e frequentemente buscam se adiantar e suprir o que acreditam serem suas necessidades, na intenção de minimizar os riscos. Ao agirem desta forma, portanto, acabam por transmitir aos seus filhos sua própria falta de segurança com relação ao início das aulas, possivelmente intensificando suas angustias ao invés de ajudá-los a lidar com o desafio do retorno. Nesta época, mudanças de ano, professores, turmas, só intensificam as fantasias dos pais com relação às dificuldades que o filho terá neste reajuste, o que culmina em uma duração maior deste processo de readaptação.

08/12/2011

Quando está tudo muito preparado para a criança, tira dela a possibilidade de fazer escolhas e tomar decisões. No curto prazo, isso pode atrapalhar sua vida escolar, pois não desenvolve adequadamente estas habilidades tão importantes. Além disso, pesquisadores na Universidade de Harvard estão conseguindo demonstrar que os jovens universitários hoje tem menos capacidade de trabalhar em equipe, resolver disputas e solucionar problemas do que gerações passadas. A ligação entre o tipo de brincadeira desenvolvida na infância e o sucesso na vida adulta está cada vez mais clara. As crianças precisam brincar e suas brincadeiras precisam ajudar elas a aprender conviver no mundo, tomando decisões e interagindo com seus pares.

02/11/2011

Pois é, este é um tema bem delicado. O que acontece é que as escolas, para manterem as suas notas e classificações naquele ranqueamento de "melhores escolas do Brasil", acabam fazendo uma espécie de normatização, de homogeneização de seus alunos. Escolhem aqueles que aparentam ser os melhores, que não diminuirão as suas notas. Tentam "nivelar" o seu público. O que é o inverso daquilo que é uma das funções da escola: educar na diversidade. O que fazem é pegar as notas do Ensino Médio e tentar garantir que os seus alunos se aproximem o quanto antes delas. Uma pena! Pois se educa para um fim. Para um teste, para algo que favorece apenas as escolas. Esse caminho é uma vergonha! Um verdadeiro processo de exclusão, de recorte social, cultural. Presencio isso todos os anos. Vejo os estudantes de muitas escolas tendo de fazer avaliações, entrevistas e mais entrevistas. Só falta pedirem exames de sangue, DNA! Meu conselho? Afastem-se delas e divulguem todos os processos de &...

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PROJETO CLAREAR

COM CEILA SANTOS

 

ESPECIAIS

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