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04/06/2018

Chega finalzinho de maio e todo mundo começa a se preparar para o folguedo mais lúdico do Brasil: festa junina! Que não custa relembrar, é talvez a maior festa do país, num monumental sincretismo religioso, que parte da celebração pagã pela colheita, deuses de fertilidade e abundância e se mistura com santos católicos, recebendo ao longo do tempo influências regionais nos quatro cantos do país e do mundo. Nas escolas tipicamente, as festas juninas são confraternizações que partem de um princípio arraigado na cultura, mas também se modificam com as influências da modernidade. E de certo modo, de um conhecimento mediano de cultura de infância que insistimos em manter. A festa junina escolar normalmente acumula brinquedões infláveis de todos os tipos, alimentos norte-americanos e danças readaptadas que "para agradar as crianças" invocam ídolos das paradas de sucesso para dentro do formato tradicional da quadrilha. Um festerê, sô.  As festas juninas escolares, todos devem saber...

14/05/2018

O efeito mãezinha é uma doença social pouco estudada que determina que em qualquer espaço onde houver uma mãe ela será considerada a pessoa mais incapaz para qualquer atividade que deva ser realizada, mesmo que seja algo que dependa exclusivamente dela. Vamos falar de maternidade? Chama um homem especialista. Tipo isso. Por exemplo, parto e amamentação. Vocês viram a primeira cena do #ORP2 correto? ​​   Quem manda no parto é o médico, quem manda na amamentação é o pediatra, quem manda na criação dos filhos é a sociedade inteira, e à mãezinha cabe não atrapalhar. "Não coloca a mão para não contaminar". Estudos empíricos das mãezinhas revoltosas, organizadas entre um pega-na-escola e um será-que-tem-febre, comprovam que o efeito mãezinha não tem cura. A mãe é aquela que será tutelável, repreensível, avaliável, um limbo entre ser uma criança desprezada e um adulto incompetente, com requintes de refinamento dessa opressão hedionda de acordo com a raça e classe da mãezinha. Qu...

12/09/2017

Chegaram DISPOSTOS. Esse é o ingrediente que faltava na receita do bolo, que vou descrever aqui. Do que precisamos para banir o refrigerante da escola de infância?  1) qualquer pessoa que questionasse essa tradição; 2) uma diretora capaz de exercer sua função e articular o espaço de diálogo, lidando com as dificuldades de construção da democracia, ou seja, uma diretora competente e comprometida; 3) conhecimento das leis e das melhores evidências para apoiar a conversa de forma racional, evitando desgastes de relações e que as pessoas interpretassem essa iniciativa como ataques pessoais, desviando o foco da conversa; 4) professores dispostos a refletir, aprender e acima de tudo, professores que enxergam a criança como prioridade absoluta, como deve ser o educador da infância;  5) comunidade unida em prol desse mesmo objetivo, acima de suas opiniões individuais: um olhar coletivo sobra a infância, rumo à revisão de tradições ruins pelas crianças e não por suas justificativas adultas. Q...

29/03/2012

Hoje temos uma atriz convidada especialmente para o Mamatraca, você não pode perder - de jeito nenhum. Ela traz dicas sobre como evitar e lidar com birras. De uma forma, digamos, bem humorada.

01/03/2012

Não importa como seu filho vem, uma vez que você decidiu que quer ser mãe está de frente com o tempo de esperar o seu filho chegar. Essa pode ser uma espera de menos de 9 meses, com crianças apressadinhas que decidem estrear no mundo na base da prematuridade, ou até anos, no caso de mulheres que entram em listas de adoção ou precisam embarcar em tratamentos de fertilidade atrás de filhos biológicos. Não importa o tipo de espera. Tentando engravidar, com a criança na barriga, aguardando ser chamada pelo juizado ou contando ovulações, esperar um filho é um estágio preparatório para tudo o que está por vir. Esperar um filho nos ensina a começar a aprender a perder o controle. Simplesmente as coisas não são mais do jeito que você quer e raras vezes atendem àquilo que você planeja. A vida começa a mudar e nada melhor do que esse tempo de espera para nos ajudar a entender a mudança. Esperar um filho é deixar-se transformar, é gestar a novidade é desapegar-se do antigo.

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COM CEILA SANTOS

 

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