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04/06/2018

Chega finalzinho de maio e todo mundo começa a se preparar para o folguedo mais lúdico do Brasil: festa junina! Que não custa relembrar, é talvez a maior festa do país, num monumental sincretismo religioso, que parte da celebração pagã pela colheita, deuses de fertilidade e abundância e se mistura com santos católicos, recebendo ao longo do tempo influências regionais nos quatro cantos do país e do mundo. Nas escolas tipicamente, as festas juninas são confraternizações que partem de um princípio arraigado na cultura, mas também se modificam com as influências da modernidade. E de certo modo, de um conhecimento mediano de cultura de infância que insistimos em manter. A festa junina escolar normalmente acumula brinquedões infláveis de todos os tipos, alimentos norte-americanos e danças readaptadas que "para agradar as crianças" invocam ídolos das paradas de sucesso para dentro do formato tradicional da quadrilha. Um festerê, sô.  As festas juninas escolares, todos devem saber...

20/05/2017

"Empresa não faz doação, faz investimento"

As blogaira tudo receberam um press kit de uma indústria multinacional "apoiando a doação de leite materno". 🤔

O que é uma causa urgente e nobilíssima, no entanto impossível ignorar o fato de que os bancos de leite estão vazios não apenas por falta de doação - mas por falta de amamentação, coisa que gera muito lucro para quem? Para as indústrias multinacionais. 😒

A indústria faz uma caixa de cacarecos, manda para as "influenciadores digitais" bottons, pôsteres e um vidro logotipado da campanha. Na expectativa de mídia espontânea e melhora da percepção de marca, por supuesto. Faz site, contrata agência de imprensa e o caramba todo. 🙄

Com essa grana de ação publicitária, poderia mandar anonimamente uns milhares de vidros com tampa de rosca de plástico - recipiente de coleta de leite sempre em falta, caso tivesse mesmo interessada em ajudar alguma coisa. 😏

Fica por aqui mais um episódio da série "13 razões por que eu sou uma blogueira po...

20/05/2016

ou

Formas sutis de dizer que você não pode!

Texto originalmente publicado no finado Super Duper em 27/02/2013

Assisti o trailer do documentário Milky Way

Uma frase desse pequeno trailer me chamou atenção:

"Temos que começar a questionar do que estamos privando as mães quando dizemos para elas que não são capazes de amamentar seus bebês."

Isso ficou ecoando na minha cabeça, porque eu nunca havia entendido que o mundo acreditava que eu seria incapaz de aleitar meu filho. Mesmo assim, eu morria de medo de não conseguir, de falhar. Essa incoerência não faz sentido, se eu me acreditava capaz, porque o medo? E quando eu me questiono do que estamos privando as mães quando elas acreditam que não são capazes de amamentar seus filhos, eu vejo isso:

Tem um olhar que as crianças fazem quando mamam. É efêmero,  só para a mãe. É um lampejo entre as almas, através das janelas, os olhos. É disso que estamos privando as mães, quando nos comportamos como se elas fossem incapazes. Um prêmio para quem adivi...

23/09/2015

Sabia que para vários produtos o custo de publicidade é mais alto do que o do próprio produto? Tipo assim, se você paga 10 reais num xampu comum, 30% é custo do produto (desde fabricar até entregar na loja) e 70% pode ser custo de publicidade - do jabá da blogueira ao cachê da garota propaganda! O que seria da Bestlé sem suas garotas propagandas, não é mesmo?  Uma análise crítica da mídia do desmame vai mostrar para você que, se por um lado existe um esforço da comunicação pública em promover a amamentação através das campanhas com as "madrinhas" famosas, parece que quem está por cima da rapadura não é você e nem sou eu. Observe que curiosa coincidência! As madrinhas e padrinhos da amamentação sempre viram queridinhos da Nestlé! Maria Paula, Vanessa Lóes, Nivea Stelmann, Cláudia Leitte

22/09/2015

A Nestlé é responsável pelos altos índices de desmame no Brasil: Ainda que existam leis que protejam a amamentação, estamos enfrentando sempre uma tarefa hercúlea, quando se trata de informação. Simplesmente porque de um lado há as pessoas, coletivos e polos de conteúdo independente e conhecimento passado de mãe para mãe, e do outro a gigantesca indústria de leite artificial, bicos, chupetas e mamadeiras. Que depende do desmame para seguir prosperando ao lucro máximo. E tem dinheiro para garantir isso, através das maravilhas da publicidade. Eu poderia citar aqui qualquer um dos fabricantes de leite artificial - que travam entre si uma outra luta pela hegemonia do mercado - mas a bola da vez é a gigante Nestlé, pioneira na disseminação de boas práticas para desmame. Na última quinzena a internet (especialmente materna) mostrou a quem quisesse ver, a ardilosidade da publicidade para leite artificial e produtos de introdução alimentar.   Foram eventos "de conteúdo para mães"...

16/07/2015

Acontece que hoje, os efeitos de publicidade para crianças são igualmente ruins como há trinta anos. Mas com mais investimento em dinheiro, mais espaço de mídia e envolvendo a criança em todos os momentos da sua vida. Isso tem uma explicação simples: as empresas sabem que fidelização funciona. As empresas estão vivas e assim pretendem ficar, com a mentalidade imperial de ganhar mais território, mais adeptos, mais clientes, por muitas e muitas décadas. Então, fidelizar uma criança hoje é garantir um consumidor com simpatia à marca no futuro. E não se trata apenas de fidelizar para uma marca. Se trata de fidelizar para um jeito de pensar, inebriado por afeto. Nossa geração de adultos fidelizados pela publicidade vê nas marcas pessoas de direito. Defende as marcas, como se elas fossem gente. A fidelização para marcas constrói a cultura do capitalismo neoliberal, onde corporações tem direitos humanos e “falam com você”. Assiste esse documentário aqui quando tiver um tempinho. ​​ Tomemo...

03/06/2015

Entro na quinta escola que fui visitar. Meu filho (que nasceu ontem) vai para o ensino fundamental. Entre uma explicação sobre a hora da entrada e o livro de português, alguém ali do grupo quer saber: mas eles que trazem o lanche? Ou a escola oferece? – Pode trazer, pode comprar aqui. A partir do fundamental eles tem acesso à cantina. – E vende o que na cantina? – Lanches saudáveis, salgados, sucos. – Vende refrigerante? – Vende. – E a criança que traz lanche de casa, pode trazer refrigerante? – Pode. – A escola não proíbe refrigerante? – Não podemos proibir, é uma responsabilidade de cada família. – E por que não pode proibir? – Veja bem: educar não é proibir. Educar é problematizar os pós e contras das decisões livres! Tomei um pito da educadora e a conversa seguiu para a importância da robótica e da educação financeira no currículo. “Somos uma geração de consumistas! Nossos filhos são ainda piores. Se não forem educados para gerir o próprio dinheiro, acabarão com todos os nossos r...

18/03/2015

Portanto, pesquisas pró aleitamento são sempre muito bem-vindas! Mas permitam-nos refletir sobre seus argumentos, porque esse isoladamente (o da vantagem financeira e inteligência) dá um trimilique na nuca, quando pensamos no ato de amamentar como entrega emocional, física, mental e espiritual de uma mãe, quiçá de toda uma família. E não como um depósito num fundo de finanças para o futuro. De qualquer forma, para quem está amamentando, não duvide dos benefícios a longo prazo, individuais e para o coletivo. Mas uma dica singela é focar-se no momento. Que mesmo que seja prolongado, passa rápido. <3

22/10/2014

Uma leitora do Mamatraca me contou que está amamentando suas filhas gêmeas em livre demanda de leite materno há mais de dois meses. O que seria uma história já gratificante, visto os parcos índices de amamentação exclusiva no país, o que dirá para gêmeos, se transforma em um banho de amor com requintes de vitória, acompanhem: A filha mais velha, desmamada precocemente em virtude do clássico combo que leva a maioria das mulheres a interromper a amamentação (falta de orientação profissional adequada, falta de apoio social, excesso de oferta de substitutos e publicidade desregulada dos mesmos) começou a pedir para mamar também. E perto dos quatro anos, tem vivido com a mãe e as irmãs um resgate de sua história com o peito. Amamentação, é amor. Só nos resta desejar à Nestlé vida longa. Para que ela veja cada dia mais nossa vitória. ;) Foto: Infância Livre de Consumismo

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PROJETO CLAREAR

COM CEILA SANTOS

 

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