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Quero viajar mas não sobra dinheiro

30/09/2011

Catherine Vieira é jornalista de economia há 15 anos e atualmente é editora da ValorInveste, revista e site de finanças pessoais do Valor Econômico, o maior jornal de economia do país (www.valor.com.br). Já foi editora do Jornal Nacional (sim, ela se sentava diariamente ao lado do William Bonner na redação da Globo, morram de inveja) e arrebatou diversos prêmios importantes de jornalismo. Tem 39 anos, não tem filhos e adora viajar. Nesta semana sobre viagens, o Mamatraca traz essa entrevista especial e mais do que útil para quem quer viajar e não ficar pendurado nas faturas do cartão de crédito. Catherine fala, inclusive, sobre como os filhos podem ajudar no planejamento financeiro das férias.

 

 

 

A família resolveu que vai viajar. Como guardar dinheiro se gastos como alimentação, escola, médicos consomem boa parte do orçamento familiar?

Uma regra simples que todo especialista em orçamento recomenda é anotar os gastos todos os dias, inclusive aqueles mais simples, como um cafezinho ou uma comprinha mais boba na farmácia. Geralmente, as pessoas descobrem que há espaço para cortar várias pequenas despesas desnecessárias. Isso ajuda também a pensar melhor antes de fazer qualquer gasto e avaliar se ele realmente é necessário. Insista na tarefa de ser mais disciplinada com o controle dos gastos. Isso, como tudo na vida, é uma questão de hábito.

 

Como envolver os filhos no planejamento financeiro dessa viagem?

Eles podem participar desse controle de gastos, por exemplo, ajudando a lembrar o que foi comprado e participando dessa contabilidade no fim do dia, da semana e do mês. Isso pode se transformar numa espécie de joguinho, em que os gastos são convertidos em pontos e a ideia é economizar pontos, que depois poderão ser gastos na viagem. É legal que eles comecem a ter a noção dessa decisão sobre o adiamento do consumo. Quem consome hoje tem um prazer imediato, mas isso pode sacrificar o amanhã. Ou seja, se você gastar muito hoje, pode não ter como fazer a viagem amanhã.

 

Vale a pena ir comprando dólares com antecedência? Ou qual seria a melhor forma de poupar para a viagem em família?

Isso sempre depende do momento da economia, mas quando uma família viaja com muita frequência é sempre interessante ter um fundo permanente de reserva para viagens. Se ele vai ser feito em dólar ou reais, depende do cenário no momento e também dos destinos das viagens (se são mais frequentes para a Europa, Estados Unidos, Inglaterra). O que vale a pena sempre é tentar entender mais sobre o assunto das finanças pessoais ou buscar um profissional independente que cuide disso. Em países mais desenvolvidos, como os Estados Unidos, é comum ter um consultor financeiro. Por aqui, isso é muito raro. No canal da ValorInveste, existe um consultor independente à disposição para dialogar. Ele pode responder dúvidas como essas, sobre poupança para viagens, e outras (www.valor.com.br/valor-investe) sobre finanças pessoais.

 

Qual a melhor maneira de se levar dinheiro ao exterior: espécie, traveller checks ou cartão de banco?

A análise pode ser caso a caso. Na nossa edição de junho da revista Valor Investe  publicamos uma reportagem excelente sobre o assunto, na qual, aliás, os especialistas recomendavam, para aqueles que fossem viajar mais para frente, garantir o câmbio daquele momento. Algo que, a julgar pelo atual momento, se mostrou acertado. Os correntistas de alguns bancos estrangeiros podem fazer saques diretos nos caixas, no exterior, sem custo, por exemplo. É interessante se informar a respeito disso. No caso do cartão, não se pode esquecer que o IOF que incide sobre as compras lá fora está maior desde o fim de março (passou de 2,38% para 6,38%), o que aumentou a procura por cartões pré-pagos que podem ser carregados em moedas como euro, dólar e libra, e usados na função débito ou para saques (com taxas neste último caso). Hoje, com o câmbio instável, já há quem pense em fazer mais uso do cartão apostando que mais na frente o dólar ou euro poderão estar mais baratos. Mas isso é um risco e, mesmo no caso do cartão pré-pago, é preciso ver as cotações oferecidas, pesquisar taxas e fazer conta. É preciso ter em mente que, quem não quer ou não tem tempo de se planejar ou de fazer conta, sempre vai pagar um preço por isso.

 

Viagens pagas em até 12 vezes, sites de compras coletivas que oferecem grandes descontos de até 90% hotéis e pacotes... Dá para confiar nessas ofertas?

Qualquer oferta merece sempre uma investigação e isso não vale só para viagens. Nosso consultor financeiro, Marcelo d’Agosto, costuma dizer que ofertas que parecem irresistíveis demais sempre cheiram a armadilha. Mas é claro que também pode haver boas oportunidades e preços e condições atrativas. Hoje, com apenas alguns cliques é muito fácil pesquisar a idoneidade de uma empresa e a satisfação de outros clientes com ela. Fazer isso é obrigatório para qualquer consumidor consciente.

 

Durante a viagem a tentação de gastar mais do que deve é grande. Qual é a dica para não extrapolar as contas no cartão de crédito?

Não leve! Ou leve apenas um e estipule um máximo a ser gasto com essa forma de pagamento. Todo mundo da família pode ser envolvido nisso, com cotas estipuladas, por exemplo. Vale recorrer, mais uma vez, ao controle diário de gastos, inclusive na viagem.

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