© 2017 Mamatraca - Site criado por Confia.Me

  • Grey Facebook Icon
  • Grey Twitter Icon
  • Grey YouTube Icon
  • Grey Instagram Icon

Quem protege a amamentação?

17/12/2013

Na última segunda feira o Mamatraca participou de uma roda de conversa sobre a NBCAL - Norma Brasileira de Comercialização de Produtos para Lactentes, à convite da Ibfan, que é a Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar.

 

 

Enquanto muitas mães se envolvem na promoção e defesa da amamentação através de apoio para mães, como é o caso do grupo Matrice, também presente no encontro, ou de disseminação de informação livre de qualidade sobre o assunto, como é o caso (modéstia à parte) da singela blogueira que vos fala, existem muitas outras formas de defender e apoiar esse direito supremo de mãe e bebê. E uma delas é atuar politicamente através de leis.

É aí que entra a Nbcal. Os orgão mundias de saúde e proteção da infância, como a Unicef e a OMS há muitos anos vêm acompanhando os índices alarmantes de amamnetação no mundo, e sua indiscutível relação com a mortalidade infantil. Desde 1981 existe um trabalho intenso, articulado com Ongs como a Ibfan e os ministérios de cada país, para regulamentar e acompanhar uma das causas mais intrísicamente relacionada ao desmame: Publicidade de alimentos e utensílios que competem com a amamentação.

 

Há alguns anos, era possível ver propagandas desses ítens assim:

 

 

Em alguns países, que não possuem códigos de regulamentação ou não os conseguem fiscalizar, é possível ser impactado por publicidade desse nível:

 

 

 

Como mãe, consumidora e como uma grande observadora das relações sinistras entre publicidade e públicos hipervulneráveis (indiscutivelmente, mães e crianças) é mais do que importante saber que no nosso país podemos contar com um código que não permita esse tipo de comunicação publicitária, completamente anti-vida, muito embora maquiado como uma coisa normal, que é o que costuma fazer a publicidade de uma forma geral, para dizer o mínimo.

No encontro que aconteceu no Espaço Nascente pudemos discutir muito do que a NBCAL se propõe a fazer e a tentativa dos grupos que a defendem de não só fazê-la valer como também exercer pressão popular para que - de norma - ela venha a virar lei.

"Não basta que hajam normas, códigos e leis. Agora estamos no momento de fazê-las cumprir, e por isso que é preciso que a própria sociedade se aproprie de seus direitos e denuncie as infrações." Disse Marina Rea, médica sanitarista fundadora da Ibfan Brasil e consultora do Ministério da Saúde.

Nesse sentido, percebemos durante a conversa, que contava com a participação do Cacá, Pediatra especialista em amamentação e puericultura, e outras mães que assim como eu tinham interesse em entender mais sobre o tema, que a maioria do conteúdo materno-infantil ao qual somos expostas, pode está contaminado pelo interesse das indústrias, ou pior ainda: infringindo a Nbcal.

 

É o caso por exemplo de sites ou fanpages, eventos ou promoções patrocinados por empresas que fabricam produtos substitutos ao leite. Coisa que temos visto pipocar como milho quente na internet materna, numa corrida pelo mercado de lactentes e crianças em fase de introdução alimentar. Soubemos dutrante a conversa que é possível denunciar essas iniciativas direto para a ouvidoria da Anvisa, por razão do desrespeito às normas que você pode ler na íntegra aqui .

 

Iniciando novos laços com atores importantes da promoção e defesa da amamentação, o Mamatraca teve a honra de aprender muito com esse encontro e prometemos repercutir muito sobre o assunto por aqui, informando mães e famílias sobre seus direitos, ajudando que se apropriem das leis que as defendem, fornecendo ferramentas para que denunciem e participem ativamente de suas próprias vidas, como também da sociedade que as cercam. 

 

 

Please reload

Gostou do conteúdo? Compartilhe!

Gostou do Texto? Apoie para o que o Mamatraca siga livre de publicidade corporativa!

Não pode doar? Comente, curta, compartilhe e volte sempre!

Please reload