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Quatro mantras fundamentais para quem quer amamentar

19/03/2015

Devido ao enorme sucesso do último post e incontáveis (quatro) e-mails que recebi pedindo dicas para uma boa experiência com amamentação preparei uma série de posts das melhores informações sobre o tema, compiladas sob o ponto de vista de uma pessoa (euzinha) que acredita que o ato de amamentar é mais do que uma boa opção de saúde, e sim um projeto de amor. E que vale à pena trabalhar nele.

 

Como mamíferos temos por regra que as fêmeas de nossa espécie alimentam os filhotes através da maquina perfeita que é o corpo humano: o seio produz leite e o bebê já nasce com o reflexo de sugar.

 

 

Maaas sabemos que na prática não é bem assim.

 

O Brasil possui uma das taxas mais baixas de aleitamento exclusivo do mundo, enquanto a Organização Mundial de Saúde preconiza os 6 meses do bebê como marco para introdução de outros alimentos e bebidas, acumulamos parcos 54 dias dessa pratica, de acordo com pesquisas recentes.

 

Se a grande maioria das mães está disposta e quer amamentar seus bebês, porque os números mostram o contrário?

Separei para esquentar os motores alguns mantras da mãe amamentadeira, baseados na minha vivencia pessoal, observação próxima de casos de amigas e muita troca de conhecimento em grupos presenciais e virtuais de apoio à amamentação. Vale imprimir essa listinha e colocar na geladeira antes do bebê nascer, ou enviar para uma amiga querida, que esteja enfrentando desafios.

 

 

E quem faz essa escolha é a mãe. É importante ter em mente que todas as mulheres são fisiologicamente capazes de aleitar seus bebês, salvo raríssimas exceções. A falta de sucesso no processo de amamentação não está relacionada com incapacidades da mulher ou do bebê e sim com todo um contexto cultural e histórico. Recentemente a Save the Children, a mais importante organização independente para defesa dos direitos da criança do mundo, publicou em relatório que as quatro causas mais impactantes para os problemas que levam ao desmame precoce são: pressões culturais e sociais, falta de legislação que apoie o aleitamento nas maternidades, escassez de profissionais de saúde especializados no tema e o marketing desregrado das grandes corporações fabricantes de substitutos do leite.

Portanto se a escolha da mulher é amamentar, ela deve ter clareza que precisará tomar atitudes adequadas à essa escolha, o que nos leva ao segundo mantra:

 

 

Tendo entendido que seu corpo é plenamente capaz de nutrir seu filho, é hora de fazer boas escolhas. É na distância entre o desejo e a ação que mora a frustração. Uma mãe que tem a amamentação como prioridade terá que adotar práticas que priorizem a amamentação, e não aquelas que a ameaçam. E por práticas que priorizem a amamentação entendam: tudo aquilo que não oferece risco ao processo e que favorece a criação do vínculo entre mãe e bebê, o suporte emocional e afetivo da mãe, a criação de uma nova vida para a família com o recém chegado bebê. Sobre esses empecilhos para a amamentação e atitudes que a favorecem falaremos no próximo texto dessa série.

 

 

As interferências externas, culturais e sociais são indiscutivelmente razões que levam ao desmame. Médicos, maridos, vizinhas, sogras, amigas e rivais: nenhuma dessas pessoas está preparada para fabricar leite e vem equipada com o mecanismo perfeito para coloca-lo dentro do bebê e portanto devem ter suas opiniões, julgamentos e comentários cuidadosamente avaliados e colocados em seus devidos lugares no processo: ferramentas de apoio. É fundamental, dentro da teoria da coerência, que a mulher que queira amamentar esteja apoiada por pessoas, instituições e grupos que compartilham dos mesmos ideais que ela.  

 

 

Ainda que o apoio seja fundamental é preciso ter clareza de que o ônus, o trabalho, o esforço, a entrega, a dedicação e toda a responsabilidade do processo são da mãe. Nenhum serviço especializado ou pai super participativo resolve problemas de amamentação caso não haja comprometimento e responsabilidade integral da dona dos peitos. Parece muito injusto falar assim, mas a natureza nos recompensa, com um olhar fabricado pelos filhos, dado exclusivamente às mães, entre um suspiro e outro de amor e prazer, enquanto ela – e só ela – lhe oferece a dádiva da vida, através do leite.

 

**Originalmente publicado na finada coluna do Mamatraca no UOL mulher, em 29/05/2013**

 

 

 

 

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